Viajar é preciso

Jornalistas da Web - E se todos tiverem um laptop de 62 reais por ano?

Você pagaria cem reais por ano para ter um laptop como o XO com acesso internet sem fio? Velocidade igual à linha discada, sempre conectado, ligando para todos os outros 180 milhões de brasileiros donos de um aparelhinho igual, sem contas telefônicas.

Pois o Projeto Um Laptop Por Cidadão custaria ainda menos: 62 reais por ano, para cada brasileiro. Pouco mais de 5 reais por mês. O mesmo que um serviço telefônico Bina, por exemplo.

Se houvesse um projeto chamado One Laptop per Citizen…

O roubo de laptops seris mínimo, porque todos teriam o seu. Não teria valor de revenda porque não haveria mercado.

Seria como uma carteira de indentidade, cartão e porta de acesso aos serviços públicos, multicomunicador, instrumento de trabalho. Funcionários públicos e privados usariam o seus XO para o serviço, desonerando compra de computadores desktops. Todos os funcionários estariam em contato com seus administradores.

E todos os brasileiros estariam de olho nos seus administradores.

Por 62 reais ao ano, talvez o grande irmão fossemos todos nós…

Pois é, viajar é preciso… Apesar de simpático à idéia a questão é: Como? Criando uma NoteBrás? Por mais que eu olhe os cálculos do Meira e simpatize com eles ainda acho que dentro de 5 anos todos nós vamos ter condições de ter um computador de bolso, sem precisar da interferência do grande fomentador Estado. O próprio mercado vai se encarregar de disponibilizar computadores assim por baixo custo. É só uma questão de tempo.

One Response to “Viajar é preciso”

  1. cardoso Says:

    Eu tive um vizinho que morarava em uma micro-mini-quitinete embaixo do meu apartamento. Tinha uns 10m2, ou menos. O cara era pedreiro. Um belo dia eu estava conversando com ele.

    Ring - um momento -

    Ele puxa o celular da cintura. “Oi, Dona Rosane. Claro que posso, amanhã de manhã passo aí pra fazer o orçamento”.

    O cara fechou um negócio ali na minha frente, estava acessível a todos os clientes e a quem estes o recomendassem. Ele NÃO tinha condição de ter uma linha fixa, mas podia pagar um celular pré-pago, pois as lojas faziam em 12x de menos de R$10.

    CLARO que os defensores do Estado-Big Brother não gostam dessa realidade, preferem a Telebrás (ops, essa existiu) que daria telefone para todos os brasileiros, em um mundo perfeito)

    Deixem que o Mercado cuida da inclusão digital. O sujeito no interior do Crato tem outras prioridades, não adianta tentar empurrar utopias alheias pra cima dele.

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