{"id":1386,"date":"2003-05-02T20:49:41","date_gmt":"2003-05-02T23:49:41","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T03:00:00","slug":"","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/1386","title":{"rendered":"O sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<p>Di\u00e1rio Popular &#8211; <a href=\\\"http:\/\/www.diariosp.com.br\/novopesquisa\/noticia.asp?Editoria=16&#038;Id=247027\\\">\u201cFingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invis\u00edvel\u201d<\/a><\/p>\n<blockquote><p>\nO psic\u00f3logo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de S\u00e3o Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores bra\u00e7ais s\u00e3o \u201cseres invis\u00edveis, sem nome\u201d. <\/p>\n<p>Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a exist\u00eancia da \u201cinvisibilidade p\u00fablica\u201d, ou seja, uma percep\u00e7\u00e3o humana totalmente prejudicada e condicionada \u00e0 divis\u00e3o social do trabalho, onde enxerga-se somente a fun\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a pessoa.<\/p>\n<p>Braga trabalhava apenas meio per\u00edodo como gari, n\u00e3o recebia o sal\u00e1rio de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior li\u00e7\u00e3o de sua vida: \u201cDescobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da pr\u00f3pria exist\u00eancia\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo sentiu na pele o que \u00e9 ser tratado como um objeto e n\u00e3o como um ser humano. \u201cProfessores que me abra\u00e7avam nos corredores da USP passavam por mim, n\u00e3o me reconheciam por causa do uniforme. \u00c0s vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelh\u00e3o\u201d, diz.\n<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 por essas que sempre fa\u00e7o quest\u00e3o de cumprimentar o pessoal da limpeza e da vigil\u00e2ncia. Tem gente que olha para eles como coisas, enquanto aproveito e bato um papinho legal.<\/p>\n<p>Mas confesso que cumprimentar gari nunca cumprimentei n\u00e3o. Sempre dou um oi pro pessoal do caminh\u00e3o do lixo, mas nunca me lembrei de cumprimentar os garis, at\u00e9 porque eles s\u00e3o realmente invis\u00edveis. Quando foi a \u00faltima vez que eu vi um gari?<\/p>\n<p><b>Update:<\/b> me lembrei <a href=\\\"http:\/\/www.walverdes.com\/blog\/?p=11\\\">desse coment\u00e1rio massa<\/a> do <a href=\\\"http:\/\/www.walverdes.com\\\">Mini<\/a> sobre <a href=\\\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/repgs\/2003\/pags\/036.htm\\\">os garis e esse psic\u00f3logo<\/a>. Vida, leva eu! <\/p>\n<p><b>Update 2:<\/b> s\u00f3 para lembrar, eu <b>copiei<\/b> esse artigo de um site, fiz um <i>copy&amp;paste<\/i>, como se pode ver pelo link no titulo. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o o senhor Fernando Braga da Costa e nem imagino como entrar em contato com ele. Se querem entrar em contato com ele por favor entrem em contato com a reda\u00e7\u00e3o do <a href=\\\"http:\/\/www.diariosp.com.br\\\">Di\u00e1rio Popular<\/a>, que eles sim podem ajudar. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Di\u00e1rio Popular &#8211; \u201cFingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invis\u00edvel\u201d O psic\u00f3logo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de S\u00e3o Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores bra\u00e7ais s\u00e3o \u201cseres invis\u00edveis, sem nome\u201d. Em sua tese [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1386"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1386"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1386\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}