{"id":162,"date":"2001-07-08T22:51:00","date_gmt":"2001-07-09T01:51:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-07-05T13:33:37","modified_gmt":"2012-07-05T16:33:37","slug":"ai-minha-mae-minha-mae-e-a-mulher-do-meu-pai","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/162","title":{"rendered":"Ai minha m\u00e3e minha m\u00e3e: \u00e9 a mulher do meu pai&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ai minha m\u00e3e minha m\u00e3e: \u00e9 a mulher do meu pai&#8230;<\/strong> j\u00e1 cantava o Falc\u00e3o. E eu com certeza sou o filho da minha m\u00e3e. Depois de gozar da cara dela por que ela promoveu uma festa de anivers\u00e1rio pr\u00e1 minha irm\u00e3 e n\u00e3o avisou ela, agora sou eu que virei piada l\u00e1 em casa, e com justi\u00e7a. Ok, tudo bem, eu lembrei do anivers\u00e1rio dela, comprei flores para dar de presente e descubro, quase tarde demais, que o dia do anivers\u00e1rio dela era realmente dia 7, mas que o dia 7 n\u00e3o era no domingo, mas sim no s\u00e1bado. Ainda bem que eu liguei de noite pro meu pai para ver se a m\u00e3e estava organizando alguma coisinha e eu pedi para a M\u00e1rcia darmos uma passadinha l\u00e1 antes de irmos no anivers\u00e1rio de um amigo dela em S\u00e3o Leopoldo. Foi o que salvou a minha pele de ter que ag\u00fcentar a Dona Marlene me cobrando at\u00e9 os fins dos tempos o fato de ser um filho desligado, relapso, que n\u00e3o se importa com ela&#8230; O chato \u00e9 que t\u00ednhamos combinado com a irm\u00e3 e o cunhado desse amigo que ir\u00edamos junto com eles na festa e no fim eles foram sem a gente. Eu na hora at\u00e9 fiquei na d\u00favida se ia ou ficava (afinal a M\u00e1rcia tinha j\u00e1 marcado o compromisso), mas no fim das contas acabamos ficando mesmo. Sei que a Lorena n\u00e3o l\u00ea esse blog, mas a\u00ed vai o meu pedido de desculpas por causa dessa confus\u00e3o toda.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eff.org\/blueribbon\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/br.eff.org\/br.gif\" alt=\"[Blue Ribbon Campaign icon]\" width=\"112\" height=\"76\" align=\"LEFT\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\nE agora, que tal falar um pouco sobre censura na rede? Discordar das opini\u00f5es de uma pessoa \u00e9 algo permitido dentro das regras da liberdade de express\u00e3o. Discorda-se e se contra-argumenta. Se a opini\u00e3o emitida por uma pessoa \u00e9 caluniosa e difamat\u00f3ria, para isso existe a justi\u00e7a. O que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 amea\u00e7ar algu\u00e9m de levar umas porradas ou coisa pior. Fernando, eu acho que voc\u00ea volta e meia exagera no <a href=\"http:\/\/mivida.blogspot.com\/\">Pato de Borracha<\/a>, mas isso n\u00e3o justifica as amea\u00e7as que te fizeram. Vai em frente velh\u00e3o e bota a pol\u00edcia atr\u00e1s desses caras!<\/p>\n<p>E deu no New York Times: <a href=\"http:\/\/www.globalpress.com.br\/completa.asp?id=13345\">Pelotas: de gays e ga\u00fachos (e brasileiros &#8220;gauches&#8221;)<\/a>. Pera\u00ed! E sobre Campinas? N\u00e3o falam nada?<\/p>\n<p>Uma coisa muita legal: <a href=\"http:\/\/www.theory.org.uk\/cards\/index.htm\">The Theory.org.uk Trading Cards<\/a>. Quem disse que o estudo de teorias tem que ser necessariamente s\u00e9rio?<\/p>\n<p>E em se tratando de di\u00e1logos bizarros, vale a pena dar uma olhada no primeiro volume d\u201a<a href=\"http:\/\/www.pandorabooks.com.br\/titulos\/index.htm\">As aventuras da Liga Extraordin\u00e1ria<\/a>, de Alan Moore (sim, o g\u00eanio de &#8220;O Monstro do P\u00e2ntano&#8221;, &#8220;V de Vingan\u00e7a&#8221; e outras coisitas mais) e Kevin O\u201aNeill. \u00c9 uma <a href=\"http:\/\/br.geocities.com\/alanmooresitebr\/Liga-dos-Cavalheiros.html\">hist\u00f3ria criada com v\u00e1rios personagens c\u00e9lebres<\/a> tais como Mina Harker (de &#8220;Dr\u00e1cula&#8221;), Alan Quatermain (de &#8220;As Minas do Rei Salom\u00e3o&#8221;) e Capit\u00e3o Nemo (de &#8220;20000 L\u00e9guas Submarinas&#8221;). Ao investigar uma s\u00e9rie de adolescentes gr\u00e1vidas em um col\u00e9gio interno, descobre-se que elas est\u00e3o n\u00e3o sendo fecundadas pelo Esp\u00edrito Santo, mas sim sendo estupradas por Hawley Griffin (de &#8220;O Homem Invis\u00edvel&#8221;). Ap\u00f3s observarem um desses estupros, consegue-se captur\u00e1-lo e Mina revela para a administradora da escola feminina (Srta. Coote, de &#8220;The Yellow Room&#8221;, um cl\u00e1ssico da pornografia vitoriana) que n\u00e3o \u00e9 uma m\u00e3e de uma futura aluna, mas sim uma agente da coroa inglesa, e completa:<\/p>\n<blockquote><p>&#8211; Mas h\u00e1 uma garota ferida&#8230;<\/p>\n<p>E a garota logo diz:<\/p>\n<p>&#8211; Oh, eu estou bem, Srta. Coote. Mesmo tendo sida atacada por aquele dem\u00f4nio, estou decidida a me manter otimista.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nome da aluna: Pollyana. Isso sim \u00e9 otimismo a toda prova&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ai minha m\u00e3e minha m\u00e3e: \u00e9 a mulher do meu pai&#8230; j\u00e1 cantava o Falc\u00e3o. E eu com certeza sou o filho da minha m\u00e3e. 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