{"id":212,"date":"2001-08-20T00:45:00","date_gmt":"2001-08-20T03:45:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T03:00:00","slug":"","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/212","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p>A M\u00e1rcia, minha querida namorada, me deu um livro: <a href=\"http:\/\/www.conradeditora.com.br\/livros\/resenhas\/re_solteiro.htm\">Guia do Solteiro &#8211; Como fazer de sua casa um confort\u00e1vel chiqueiro<\/a>, de P.J.O&sbquo;Rourke. Est\u00e1 cheio de dicas bem legais para administrar o lar, tais como essa:<\/p>\n<blockquote><p>\nToda cozinha deve ter uma lavadora de pratos. De prefer\u00eancia bem bonitinha, usando apenas um avental e nada mais. Na falta de uma, existe uma abordagem minimalista para se evitar pratos: usar pauzinhos chineses e a m\u00e3o em concha. \u00c9 meio complicado com ovos fritos. E h\u00e1 tamb\u00e9m uma abordagem minimalista inventada pelo roteirista da costa leste Bill Martin. Bill compra pratos em caixa nas lojas de 1,99. Depois das refei\u00e7\u00f5es ele p\u00f5e os pratos na pia e abre a torneira at\u00e9 qua a \u00e1gua os cubra. Ele esvazia ent\u00e3o uma d\u00fazia de caixas de gelatina na \u00e1gua (o sabor favorito de Bill \u00e9 lim\u00e3o). Quando a pr\u00f3xima carga de pratos est\u00e1 suja, ele repete o procedimento com outra camada de gelatina cobrindo os pratos e copos. Finalmente, quando a pia est\u00e1 cheia, Bill p\u00f5e dois cabos de panelas grandes na \u00faltima camada de gelatina. Isso permite criar um par de puxadores para que ele possa retirar toda a massa solidificada da pia, enterr\u00e1-la no quintal e sair para comprar mais pratos.\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Mam\u00e3ezinha dos c\u00e9us, como \u00e9 que eu nunca tive uma id\u00e9ia genial dessas antes! Vou amanh\u00e3 mesmo comprar um monte de gelatina e de pratos e talheres de pl\u00e1stico. O \u00fanico problema vai ser achar um quintal para enterrar a coisa. \u00c9 o que d\u00e1 morar em apartamento&#8230; J\u00e1 sei! A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00f3bvia: vou jogar pela sacada e pronto! Ah, problema resolvido!\n<\/p>\n<p>E outro livro que estou lendo \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.hedra.com.br\/ensaio\/index.htm\">Vocabul\u00e1rio de M\u00fasica Pop<\/a>, de Roy Shuker. E l\u00e1 no termo <b>art rock<\/b> temos que:<\/p>\n<blockquote><p>\nApesar das muitas diferen\u00e7as entre as bandas que podem ser inclu\u00eddas no ecl\u00e9tico campo da art rock, &#8220;todas tem em comum o compromisso de apresentar transi\u00e7\u00f5es abruptas e inesperadas de tom. \u00c0s vezes, o artif\u00edcio estava entre os tempos, algumas vezes entre os n\u00edveis de volume, outras entre o conjunto de estilos musicais. O efeito, de qualquer maneira, era violento, dilacerador e tenso&#8221; (Rockwell:1992;p.494). A art rock caracteriza-se: 1) pelo uso de rubricas musicais obscuras e mut\u00e1veis; 2) por n\u00e3o ser orientada para a dan\u00e7a; e 3) por apresentar uma certa obscuridade, particularmente nas letras. (&#8230;) A essas caracter\u00edsticas pode-se acrescentar a \u00eanfase ao solo de guitarra, ao uso de sintetizadores, \u00e0 prefer\u00eancia por m\u00fasicas longas (por mais de 20 minutos) e \u00e0 import\u00e2ncia das t\u00e9cnicas perform\u00e1ticas derivadas do teatro.\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Ok, essa \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o que se deu ao termo. Segue-se  ainda alguns coment\u00e1rios negativos que os cr\u00edticos de m\u00fasica erudita fazem (&#8220;pastiche de m\u00fasica cl\u00e1ssica&#8221;, &#8220;superaniquila\u00e7\u00e3o brutalmente sintetizada&#8221;, etc) e como \u00e9 comum em cada verbete a lista &#8220;Escutar&#8221;, onde est\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Yes, The Yes Album, Atlantic, 1971\n<li>Procul Harum, &#8220;A Whiter Shade of Pale&#8221;, em The Best of Procul Harum, A&amp;M, 1972\n<li>Pink Floy, Dark Side of the Moon, Harvest, 1973\n<li>Emerson, Lake &amp; Palmer, The Besto of ELP, Atlantic, 1980\n<li>Radiohead, Ok Computer, Capitol, 1997\n<\/ul>\n<p>Hein? Radiohead? No meio desse monte de dinossauro? Com um disco cuja m\u00fasica mais longa tem 6m23s (Paranoid Android), que \u00e9 um nada diante de 20 minutos ou mais das coisas citadas acima? O qu\u00e9 que \u00e9 isso, Lombardi?<\/p>\n<p>E para aqueles que como eu adoram m\u00fasica, a\u00ed v\u00e3o dois sites que s\u00e3o uma beleza: <a href=\"http:\/\/www.listen.com\" target=\"listen\">Listen<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.getmusic.com\" target=\"getmusic\">GetMusic<\/a>. Ambos oferecem videoclips via streamming nos mesmos moldes da <a href=\"http:\/\/www.usinadosom.com.br\" target=\"usina\">Usina do Som<\/a>. \u00c9 simplesmente sensacional poder olhar quando quiser o <a href=\"http:\/\/www.listen.com\/video_idx_artist.jsp?artistid=14356&#038;chan=video\" target=\"teardrop\">Teardrop, do Massive Attack<\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.getmusic.com\/newmedia\/player?oid=993145685494\" target=\"siouxsie\">Cites and Dust, da Siouxsie &amp; The Banshes<\/a>, entre outras p\u00e9rolas. Maravilha! \ud83d\ude42 Assim como \u00e9 uma maravilha descobrir o nome de uma m\u00fasica que se gosta mas que nunca conseguia se pegar o nome direito, seja dela, seja da banda. No caso: <b>Ballad of Peter Pumpkinghead, do XTC<\/b>. par aquem n\u00e3o conhece vale a pena conferir: Muuuuito legal! <\/p>\n<p>E falando em coisas legais, do <a href=\"http:\/\/mrf.blogspot.com\/\" target=\"mrf\">M a N i F e S t O<\/a> retirei uma dica e tanto, que \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.insertsilence.com\/\" target=\"insert\">:::  presstube  +  pitaru  =  insertsilence  :::<\/a>. \u00c9 realmente de olhar e se deliciar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A M\u00e1rcia, minha querida namorada, me deu um livro: Guia do Solteiro &#8211; Como fazer de sua casa um confort\u00e1vel chiqueiro, de P.J.O&sbquo;Rourke. Est\u00e1 cheio de dicas bem legais para administrar o lar, tais como essa: Toda cozinha deve ter uma lavadora de pratos. De prefer\u00eancia bem bonitinha, usando apenas um avental e nada mais. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}