{"id":2529,"date":"2006-05-29T18:09:28","date_gmt":"2006-05-29T21:09:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/2006\/05\/29\/e-agora-jose\/"},"modified":"2006-05-29T19:01:02","modified_gmt":"2006-05-29T22:01:02","slug":"e-agora-jose","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/2529","title":{"rendered":"E agora Jos\u00e9?"},"content":{"rendered":"<p>Pois \u00e9, <a href=\"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/2006\/03\/29\/cotas\/\">esses dias me manifestei contra as cotas<\/a> para ingresso em universidades. E hoje <a href=\"http:\/\/www.crisdias.com\/2006\/05\/29\/cotas\/\">li no blog do CrisDias mais um motivo para refor\u00e7ar o fato de ser contra<\/a>. Contudo, <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/educacao\/ult305u18653.shtml\">ao enviar o link da not\u00edcia da Folha<\/a> para <a href=\"http:\/\/www.colab.info\/cgi-bin\/mailman\/listinfo\/metarec\">a lista de discuss\u00e3o do Projeto MetaReciclagem<\/a>, onde estamos discutindo o assunto, o Tupi respondeu <a href=\"http:\/\/mail.dischosting.nl\/pipermail\/metarec\/2006-May\/005089.html\">com uma do arquivo dele<\/a>: <\/p>\n<p>Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; <a href=\"http:\/\/txt.estado.com.br\/editorias\/2005\/07\/20\/ger004.xml\">Cotista da Uerj ganha bolsa no Jap\u00e3o<\/a><br \/>\n<small>Melhor aluno de Portugu\u00eas-Japon\u00eas, ele foi escolhido em sele\u00e7\u00e3o internacional<\/small><\/p>\n<blockquote><p>O estudante Joelson Souza de Santana, de 23 anos, ganhou bolsa do governo japon\u00eas para estudar por um ano na Universidade de Estudos Estrangeiros de Osaka. Melhor aluno do curso de Portugu\u00eas-Japon\u00eas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), foi escolhido numa sele\u00e7\u00e3o entre candidatos do mundo todo. Negro, Santana foi admitido na Uerj pelo pol\u00eamico sistema de cotas. <em>&#8220;N\u00e3o acho que a minha aprova\u00e7\u00e3o v\u00e1 diminuir o preconceito contra os cotistas. Mas \u00e9 um exemplo de que vir daqui ou dali n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o relevante. Potencial todos temos. O importante \u00e9 se esfor\u00e7ar&#8221;<\/em>, disse o estudante.<\/p>\n<p>Ele reconhece que a forma\u00e7\u00e3o em escola p\u00fablica deixou algumas defici\u00eancias, como em l\u00edngua portuguesa, mas o preju\u00edzo n\u00e3o parece ter sido grande. <em>&#8220;At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, n\u00e3o sab\u00edamos que ele era cotista&#8221;<\/em>, disse a supervisora do Programa Brasil-Jap\u00e3o da Uerj, a professora Satomi Kitahara. Ela explicou que Santana foi indicado para a sele\u00e7\u00e3o por ter as melhores notas do curso e ter sido aprovado em teste oral e escrito. Ele ainda foi avaliado pela universidade e pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Jap\u00e3o. <em>&#8220;Joelson \u00e9 muito esfor\u00e7ado. Acredito que a for\u00e7a de vontade ajude a superar poss\u00edveis dificuldades&#8221;<\/em>, disse ela.<\/p>\n<p>Filho de uma empregada dom\u00e9stica e um motorista de caminh\u00e3o, Santana sempre teve curiosidade pela cultura japonesa. Mas optou pelo estudo da l\u00edngua pensando no mercado de trabalho: <em>&#8220;H\u00e1 poucos profissionais formados nessa \u00e1rea.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>No 3\u00c2\u00ba per\u00edodo da faculdade, o jovem alcan\u00e7ou o n\u00edvel intermedi\u00e1rio da l\u00edngua, que permite falar e escrever. Ele se dedica integralmente aos estudos &#8211; de manh\u00e3, assiste \u00e0s aulas e \u00e0 tarde \u00e9 monitor de japon\u00eas, trabalho que rende a bolsa mensal de R$ 190.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, Santana receber\u00e1 US$ 1.300 por m\u00eas a t\u00edtulo de ajuda de custo e viver\u00e1 num alojamento da universidade. A viagem tamb\u00e9m ser\u00e1 paga pelo governo japon\u00eas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Logo em seguida veio a pergunta na lista: <em>&#8220;Sem o sistema de quotas ele estaria fora da universidade?&#8221;<\/em><\/p>\n<p><s>A resposta me pegou de surpresa: <strong><a href=\"http:\/\/www.vestibular.uerj.br\/vest2004\/result_disc_uerj.php?inscricao=0430596199&#038;ano=2004&#038;num=d&#038;Submit=Enviar\">SIM<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Ele obteve no vestibular um total de 49,55 pontos. E a pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima para classifica\u00e7\u00e3o sem reserva foi de 52,65 pontos. Ou seja: se n\u00e3o fossem essas 8 vagas ele estaria fora da universidade, ele n\u00e3o teria tido a chance de se destacar.<\/p>\n<p>Pois \u00e9, vou repensar melhor sobre a validade ou n\u00e3o do sistema&#8230; Ainda acredito que tem que se melhorar o ensino b\u00e1sico, o pr\u00f3prio Joelson colocou que ele teve um ensino deficiente, mas o caso \u00e9 que, de qualquer maneira, sem o sistema de cotas, ele estaria fora do jogo. <\/s><\/p>\n<p><strong>Update:<\/strong> opa opa opa, entendi errado!!! Ao todo eram 11 vagas e ele ficou em 9\u00c2\u00ba lugar (vide em &#8220;Situa\u00e7\u00e3o na Subop\u00e7\u00e3o&#8221; a classifica\u00e7\u00e3o do candidato na subop\u00e7\u00e3o independente da reserva de vagas) de forma que <strong>com ou sem o sistema de cotas o Joelson teria entrado<\/strong>. Na verdade, se ele fosse uma pessoa que n\u00e3o fosse contemplada pelo sistema de cotas ele teria ficado de fora. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pois \u00e9, esses dias me manifestei contra as cotas para ingresso em universidades. E hoje li no blog do CrisDias mais um motivo para refor\u00e7ar o fato de ser contra. 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