{"id":2598,"date":"2006-10-16T10:29:04","date_gmt":"2006-10-16T13:29:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/2006\/10\/16\/mestre\/"},"modified":"2006-10-16T10:29:04","modified_gmt":"2006-10-16T13:29:04","slug":"mestre","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/2598","title":{"rendered":"Mestre"},"content":{"rendered":"<p>O ano \u00e9 1992. Estava ent\u00e3o com 21 anos e olhava para o futuro com medo. Afinal j\u00e1 tinha passado de mais da metade do curso de An\u00e1lise de Sistemas e via que o que me esperava era uma carreira trabalhando em algo muito, mas muito chato. As op\u00e7\u00f5es que se desenhavam eram sistemas comerciais, gerenciamento de banco de dados, esse tipo de coisa que n\u00e3o tinha nada a ver com o que eu achava interessante na \u00e1rea de inform\u00e1tica. Mas enfim, na \u00e9poca eu estava trabalhando como monitor de laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica na Unisinos, ajudando as pessoas a resolverem problemas envolvendo Carta Certa (um editor de textos baseado em tags que era bem legalzinho), Samba (uma planilha eletr\u00f4nica que era uma c\u00f3pia descarrada do Lotus 123), Basic, Pascal e Cobol. Era uma vida tranquila, j\u00e1 que pouca gente aparecia para resolver d\u00favidas, de forma que eu ficava a maior parte do tempo pegando c\u00f3digos da revista Micro Sistemas e ficava brincando de portar para o Basic do PC ou para o Pascal. E na mesma \u00e9poca come\u00e7aram na Unisinos a aparecer uma s\u00e9rie de projetos de pesquisa na \u00e1rea de inform\u00e1tica, incluindo entre elas o ADAM (Ambiente de Desenvolvimento de Aplicativos Multimedia). Como eu estava sempre ali nos laborat\u00f3rios eu fui me metendo no projeto, primeiro como volunt\u00e1rio e depois como bolsista, ajudando (e atrapalhando) no que dava e aprendendo muito. Foi nesse projeto que aprendi o que era multimidia, como funcionavam arquivos de \u00e1udio, imagem e v\u00eddeo, fiquei fu\u00e7ando em rotinas asssembly e demos para ver como as coisas funcionavam (e confesso: sem entender muito do que tava acontecendo nas entranhas do computador), tive meus primeiros acessos \u00e0 Internet e por a\u00ed vai. Foi ali que eu vi meu futuro e vi que inform\u00e1tica realmente n\u00e3o era a coisa burocr\u00e1tica que o curso que eu fazia pintava, vi que eu podia trabalhar e me divertir horrores ao mesmo tempo, e isso era muito bom. E tudo isso com o apoio do professor <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3998634212040331\">Franz Figueroa<\/a>. <\/p>\n<p>Pois \u00e9, foi gra\u00e7as \u00e0 paci\u00eancia dele que hoje eu trabalho com Web, que gosto de ler sobre m\u00eddias (foi ele que me chamou a aten\u00e7\u00e3o pela primeira vez que o computador \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o um mero debulhador de dados), que me interesso por dados n\u00e3o-estruturados, que procuro sempre usar a tecnologia para dar \u00e0s pessoas acesso \u00e0 informa\u00e7\u00f5es de uma forma agrad\u00e1vel. Afinal se o resultado do processamento de dados \u00e9 importante, igualmente importante \u00e9 como as pessoas tem acesso a esse resultado. <\/p>\n<p>E por que toda essa puxa\u00e7\u00e3o de saco em cima do Franz? Bem, \u00e9 que finalmente ele resolveu fazer um blog, o <a href=\"http:\/\/www.imagemaster.com.br\/blog\/\">Imagemaster Blog<\/a>. O blog \u00e9 voltado para os alunos dele de Computa\u00e7\u00e3o Gr\u00e1fica, de forma que h\u00e1 an\u00e1lises de sistemas Web (como a recente fus\u00e3o do Google Writely + Google Spreadsheets), de ferramentas e de tend\u00eancias na \u00e1rea de tecnologia para tratamento de imagens e v\u00eddeo. Para quem gosta de ler sobre tecnologias e m\u00eddia recomendo <a href=\"http:\/\/www.imagemaster.com.br\/blog\/feed\/\">a assinatura do feed<\/a>. \ud83d\ude09<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano \u00e9 1992. Estava ent\u00e3o com 21 anos e olhava para o futuro com medo. Afinal j\u00e1 tinha passado de mais da metade do curso de An\u00e1lise de Sistemas e via que o que me esperava era uma carreira trabalhando em algo muito, mas muito chato. 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