{"id":2731,"date":"2007-02-27T12:14:33","date_gmt":"2007-02-27T15:14:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/2007\/02\/27\/uma-questao-de-oportunidade\/"},"modified":"2007-02-27T12:14:33","modified_gmt":"2007-02-27T15:14:33","slug":"uma-questao-de-oportunidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/2731","title":{"rendered":"Uma quest\u00e3o de oportunidade"},"content":{"rendered":"<p>Estava lendo o blog do S\u00edlvio Meira, onde <a href=\"http:\/\/salu.cesar.org.br\/~meirablog\/wordpress\/?p=351\">ele comenta sobre o computador qu\u00e2ntico criado pela D-Wave Systems<\/a>. E l\u00e1 achei esse trecho que me chamou a aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>a d-wave est\u00e1 usando um m\u00e9todo conhecido como computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica adiab\u00e1tica, refrigerando um metal [ni\u00f3bio], a 273.15 graus abaixo de zero, quando sua nuvem eletr\u00f4nica tem propriedades qu\u00e2nticas<\/p><\/blockquote>\n<p>Ok, o que h\u00e1 de especial nesse trecho? H\u00e1 a palavra m\u00e1gica <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ni%C3%B3bio\">ni\u00f3bio<\/a>. Deixo ent\u00e3o a palavra para o comandante e general-de-brigada Marco Aur\u00e9lio Costa Vieira, que em <a href=\"http:\/\/www.dm.com.br\/impresso.php?id=60593&#038;edicao=6209&#038;cck=2\">entrevista dada em 03\/11\/2004 para o jornal Di\u00e1rio da Manh\u00e3<\/a>, de Goi\u00e2nia, declarou o seguinte:<\/p>\n<blockquote><p>O ni\u00f3bio \u00e9 um metal novo, foi descoberto no s\u00e9culo passado e hoje \u00e9 um metal indispens\u00e1vel nas ligas de a\u00e7o para a principal ind\u00fastria do mundo, a aeroespacial. E ele \u00e9 usado nas naves espaciais, nas ogivas de foguetes, nas turbinas de caminh\u00e3o, estradas de ferro, em instrumentos \u00f3tico, e at\u00e9 nas prosaicas l\u00e2minas de barbear que usamos todo dia. \u00c9 um metal refrat\u00e1rio, que suporta qualquer temperatura, qualquer press\u00e3o, e por isso \u00e9 indispens\u00e1vel. O consumo mundial hoje de ni\u00f3bio no mundo \u00e9 de 40 milh\u00f5es de toneladas por ano. O Brasil exporta 20 mil. De todo ni\u00f3bio existente no mundo, 99,4% est\u00e3o no Brasil. 94,4% est\u00e3o na Amaz\u00f4nia, o resto em Arax\u00e1, Minas Gerais, e Catal\u00e3o\/Ouvidor aqui em Goi\u00e1s, que \u00e9 explorado por uma multinacional. E toda produ\u00e7\u00e3o de Arax\u00e1 e Catal\u00e3o \u00e9 exportada por duas multinacionais com a pequena participa\u00e7\u00e3o do grupo Moreira Salles. Na Amaz\u00f4nia existe (a gente chama mina o que est\u00e1 sendo explorado, e jazida o que ainda n\u00e3o est\u00e1 sendo explorado) uma mina no munic\u00edpio de Presidente Jo\u00e3o Figueiredo, a 110 km de Manaus, que est\u00e1 sendo explorada por uma subsidi\u00e1ria da Paranapanema. \u00c9 a \u00fanica nacional que explora e atende mais a ind\u00fastria nacional. E a grande jazida dos Seis Lagos, que \u00e9 uma fortuna, foi estimada em dados fornecidos pelo DNPM e c\u00e1lculos feitos por mim em um trilh\u00e3o de d\u00f3lares. N\u00f3s temos ni\u00f3bio hoje no Brasil para atender o mundo em termos de consumo atual durante 1837 anos. <\/p><\/blockquote>\n<p>Agora veja bem: se esse computador da D-Wave vingar a ind\u00fastria de tecnologia de informa\u00e7\u00e3o de alta performance vai demandar mais e mais ni\u00f3bio, justamente para fazer os chips que v\u00e3o alimentar tais computadores. E n\u00f3s temos a maior reserva mundial de tal min\u00e9rio, min\u00e9rio que muitas vezes sai daqui em estado bruto, para ser processado por ind\u00fastrias americanas. <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, voltando \u00e0 entrevista do comandante Marco Vieira:<\/p>\n<blockquote><p>E como o mundo se supre do resto se o Brasil s\u00f3 exportou em 2003 vinte e poucas mil toneladas? Descaminho. Porque contrabando \u00e9 o que vem de fora para dentro, e o que vem de dentro para fora o termo t\u00e9cnico correto \u00e9 descaminho. Eu tenho uma informa\u00e7\u00e3o de uma senhora, pela internet, um informe, porque n\u00e3o podemos comprovar, e esse informe diz que sai constantemente como lastro dos navios do porto de Tubar\u00e3o ni\u00f3bio para os EUA, Inglaterra, Europa, para o Jap\u00e3o, que tamb\u00e9m tem participa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 uma fortuna inacab\u00e1vel. <\/p><\/blockquote>\n<p>Pois \u00e9, j\u00e1 parou para pensar que o futuro da inform\u00e1tica passa obrigatoriamente pelo Brasil? E que o ni\u00f3bio n\u00e3o est\u00e1 sendo devidamente explorado pelo pa\u00eds? Pois \u00e9&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estava lendo o blog do S\u00edlvio Meira, onde ele comenta sobre o computador qu\u00e2ntico criado pela D-Wave Systems. 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