{"id":2753,"date":"2007-04-03T23:00:11","date_gmt":"2007-04-04T02:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/2007\/04\/03\/aqui-pertinho\/"},"modified":"2012-03-06T09:54:54","modified_gmt":"2012-03-06T12:54:54","slug":"aqui-pertinho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/2753","title":{"rendered":"Aqui pertinho&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><center><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/kishrieves\/437111187\/\"><img src='http:\/\/media.pilger.com.br\/wp-content\/welcome_to_falklands.jpg' border=0 alt='' \/><\/a><\/center><br \/>\nPois \u00e9, ontem se &#8220;comemorou&#8221; os 25 anos da invas\u00e3o argentina \u00e0s <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Falkland_Islands\">Falklands Islands<\/a>. N\u00e3o digo <a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Malvinas\">Ilhas Malvinas<\/a> visto que os argentinos perderam a guerra e com isso o direito de determinar o nome das mesmas. Mas enfim, o caso \u00e9 que <a href=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/jornais\/zerohora\/jsp\/default2.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;edition=7520&#038;template=&#038;start=1&#038;section=Mundo&#038;source=Busca%2Ca1463532.xml&#038;channel=9&#038;id=&#038;titanterior=&#038;content=&#038;menu=23&#038;themeid=&#038;sectionid=&#038;suppid=&#038;fromdate=&#038;todate=&#038;modovisual=\">\u00e9 engra\u00e7ado ver que para os habitantes da ilha a invas\u00e3o foi uma boa<\/a>. Afinal, antes da invas\u00e3o as ilhas eram um peda\u00e7o de terra perdido no meio do mar que era deixada de lado pela Inglaterra. As ilhas serviam como parada para navios e os descendentes dos fazendeiros escoceses importados para l\u00e1 no s\u00e9culo XIX levavam uma vida um tanto quanto solit\u00e1ria. A coisa era t\u00e3o feia que quando chegaram os anos 70 n\u00e3o havia televis\u00e3o, tampouco rodovias, assim como conex\u00f5es a\u00e9reas e telefones decentes. Sabe o lugar onde Judas perdeu as botas? Sim, era l\u00e1.<\/p>\n<p>\nPois bem, e eis que Leopoldo Galtieri resolve inventar de invadir o lugar e tudo muda. Com a derrota argentina a Inglaterra resolve investir no lugar e o PIB local passou de 4 milh\u00f5es de libras (R$ 16,2 milh\u00f5es) para 75 milh\u00f5es de libras (R$ 303,9 milh\u00f5es), dando \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do arquip\u00e9lago uma renda per capita superior \u00e0 da pr\u00f3pria Gr\u00e3-Bretanha. N\u00e3o \u00e9 a t\u00f4a que vemos crescer a popula\u00e7\u00e3o, que at\u00e9 ent\u00e3o vinha decaindo, passando das 1,8 mil pessoas \u00e0s v\u00e9speras da invas\u00e3o para as atuais 2.955. A economia gira principalmente em torno da venda de licen\u00e7as de pesca, que garantem uma arrecada\u00e7\u00e3o anual de 26 milh\u00f5es de libras (R$ 105,3 milh\u00f5es), e a ovinocultura: h\u00e1 cerca de 200 ovelhas para cada habitante. E para melhorar n\u00e3o h\u00e1 problemas com drogas e h\u00e1 30 anos n\u00e3o ocorrem crimes violentos. De fim de mundo <a href=\"http:\/\/www.visitorfalklands.com\/\">o lugar virou um pequeno para\u00edso<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Image:Falkland_Islands_map.svg\"><img src='http:\/\/media.pilger.com.br\/wp-content\/Falkland_Islands_map.png' border=0 align=right style='margin-left: 10pt;' alt='' \/><\/a>Pois bem, vi tudo isso e me caiu a ficha para uma coisa&#8230; Bem, \u00e9 o seguinte: como trabalho na \u00e1rea de inform\u00e1tica \u00e9 alta a exig\u00eancia por um bom ingl\u00eas. Eu leio razoavelmente bem, escrevo mal e n\u00e3o falo necas. Ano passado estava com uma professora particular para treinar a conversa\u00e7\u00e3o, mas como ela foi pra Londres ainda n\u00e3o corri atr\u00e1s de um substituto. Assim sendo, um dos meus planos pro futuro \u00e9 um dia fazer uma imers\u00e3o cultural, passar um tempo num lugar onde se fala ingl\u00eas, algo como 3, 4 meses. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ir al\u00e9m do verbo <em>to be<\/em> sem entrar nas neuras de dominar a l\u00edngua feito <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jack_London\">Jack London<\/a>. O local que mais me atraia era a Nova Zel\u00e2ndia, que tem uma burocracia menor para ir que Canad\u00e1, Inglaterra e Estados Unidos, al\u00e9m de pre\u00e7os em conta. Contudo, devido \u00e0 dist\u00e2ncia, ir pra l\u00e1 tem um pre\u00e7o bastante salgado.<\/p>\n<p>E foi assim, lendo sobre as Falklands que me caiu a ficha: <strong>P\u00f4, os caras falam ingl\u00eas! E s\u00e3o aqui do lado! Como \u00e9 que eu n\u00e3o me toquei disso antes?<\/strong> Fui ent\u00e3o procurar por maiores informa\u00e7\u00f5es e vi que, de fato, <a href=\"http:\/\/www.falklandslanguages.com\/\">os ilh\u00e9us est\u00e3o interessados em oferecer imers\u00e3o cultural<\/a>, oferecendo aquela que eu considero a segunda melhor maneira de se aprender uma l\u00edngua, que \u00e9 a hospedagem na casa de uma fam\u00edlia (<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Sleeping_Dictionary\">a primeira melhor maneira de se aprender uma l\u00edngua \u00e9 de um jeito que minha namorada n\u00e3o ia gostar<\/a>&#8230;). Outra coisa: numa ilha com uma popula\u00e7\u00e3o de quase 3000 habitantes \u00e9 dif\u00edcil um estrangeiro n\u00e3o ser bem recebido, j\u00e1 que a curiosidade para saber coisas sobre outros lugares do mundo \u00e9 grande, mesmo nesses tempos de Internet. Ent\u00e3o com certeza entre um copo e outro de cerveja num dos 3 bares da capital vai rolar uma conversa, e essa deve ser a terceira melhor maneira de aprender uma nova l\u00edngua (n\u00e3o \u00e9 a segunda melhor pois, n\u00e3o importa o lugar do mundo, sempre se encontra um bebum chato), e em <a href=\"http:\/\/www.perfil.com\/contenidos\/2007\/03\/31\/noticia_0029.html\">um lugar em que uma das bandas locais tem como l\u00edder o chefe da pol\u00edcia<\/a>, n\u00e3o \u00e9 de se duvidar que a noite seja divertida. <\/p>\n<p>E outra coisa que me chamou a aten\u00e7\u00e3o sobre o lugar \u00e9 o ingl\u00eas que \u00e9 falado l\u00e1:<\/p>\n<blockquote><p>The English language is used, mainly in its British English form. However, due to the isolation of the islands, the small population retains its own accent\/dialect. In rural areas (i.e. anywhere outside Port Stanley), known as the &#8220;camp&#8221; (from Spanish campo), the Falkland accent tends to be stronger. The accent has resemblances to both Australia-NZ English, West Country and that of Norfolk in England.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ou seja, \u00e9 aquele ingl\u00eas meio campesino, forte, com s\u00edlabas bem marcadas. Se voc\u00ea j\u00e1 ouviu um escoc\u00eas sabe do que estou falando&#8230; Mais um ponto a favor da ilha. <\/p>\n<p>Contudo, como nada \u00e9 perfeito, o problema maior \u00e9 chegar l\u00e1. Para n\u00f3s brasileiros uma das formas de ir at\u00e9 l\u00e1 \u00e9 de barco, que sai de Punta Arenas, no Chile. Creio que o custo para ir at\u00e9 l\u00e1 acaba n\u00e3o sendo t\u00e3o alto quanto o custo de ir de avi\u00e3o at\u00e9 a Nova Zel\u00e2ndia mas mesmo assim deve ser salgado. Ainda n\u00e3o consegui encontrar em nenhum lugar quanto \u00e9 a viagem, mas assim que achar publico aqui. De qualquer maneira <a href=\"http:\/\/www.falklandslanguages.com\/details\/staff.htm\">j\u00e1 estou mandando emails para o John Fowler para ver quanto \u00e9 que custa um curso de imers\u00e3o de 3 meses<\/a>&#8230; \ud83d\ude00<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pois \u00e9, ontem se &#8220;comemorou&#8221; os 25 anos da invas\u00e3o argentina \u00e0s Falklands Islands. N\u00e3o digo Ilhas Malvinas visto que os argentinos perderam a guerra e com isso o direito de determinar o nome das mesmas. 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