{"id":462,"date":"2001-12-29T01:29:00","date_gmt":"2001-12-29T04:29:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T03:00:00","slug":"","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.charles.pilger.com.br\/blog\/archives\/462","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p>Acabo de ler <b>Showstopper &#8211; A vertiginosa corrida para criar o Windows NT e a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o na Microsoft<\/b>, de G. Paschal Zachary, escrito em 1994. Apesar de ter uma vis\u00e3o meio &#8220;\u00d4! Como a Microsoft \u00e9 linda e maravilhosa&#8221; que enche um pouco o saco vale realmente a pena ler o livro. Nem tanto para ficar fazendo loas ao Windows NT, um sistema que s\u00f3 ficou bom na vers\u00e3o 4 (e mesmo assim com um n\u00famero enorme de bugs de seguran\u00e7a), mas sim para acompanhar o processo de cria\u00e7\u00e3o desse sistema e para ver como press\u00f5es comerciais podem prejudicar um projeto que tinha tudo para dar um bel\u00edssimo de um software. Isso sem contar o problema que representa uma equipe grande, com integrantes sem experi\u00eancia, na realiza\u00e7\u00e3o de um projeto, al\u00e9m de como a vida de pessoas que participam deste pode ser despeda\u00e7ada (casamentos v\u00e3o por \u00e1gua abaixo, c\u00edrculo de amizades desaparece, etc). Quem editou o livro foi a Siciliano, n\u00e3o sei se se encontra f\u00e1cil por a\u00ed. Eu, no caso, achei num balaio na Feira do Livro, em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Mas o principal do livro diz respeito \u00e0 press\u00e3o do trabalho, \u00e0 concorr\u00eancia interna. De um lado quebra aquele mito de que programadores mais velhos n\u00e3o prestam (havia um n\u00famero enorme de veteranos no desenvolvimento do NT, e analisando bem foram eles de fato que fizeram o sistema), de outro mostra que por melhor e mais interessante que seja um projeto, n\u00e3o vale a pena sacrificar a vida pessoal. Mais uma justificativa aqui para que no ano que vem eu chegue no trabalho na hora certa, e saia na hora certa. Nada mais de horas extras, a n\u00e3o ser em caso de real urg\u00eancia.<\/p>\n<p>E parece absurdo, mas hoje finalmente eu vi <b>Quem vai ficar com Mary?<\/b>. Sinceramente eu tinha medo que fosse um baita de um abacaxi, de tanto que me falaram desse filme, mas gostei, gostei mesmo. E o filme valeu tamb\u00e9m porque me lembrei da minha antiga paix\u00e3o de adolesc\u00eancia, a M\u00f4nica Raymundo. Era uma ruiva linda, colega de aula, e que para a minha tristeza era a vizinha de frente da minha casa: tristeza porque assim n\u00e3o tinha como n\u00e3o ver ela. Fiquei anos pensando nela depois de sair do segundo grau e ir para a universidade, mesmo tendo levado um sonoro de um <b>N\u00c3O<\/b> (assim  mesmo, em letras mai\u00fasculas e bold) na cara quando eu me aventurei e perguntei se ela queria namorar comigo. Tudo bem que ela podia ter dito n\u00e3o, mas at\u00e9 hoje eu n\u00e3o entendo porque ela ficou uma fera comigo: parecia que eu tinha ofendido de morte ela e toda a fam\u00edlia&#8230; Menos mal que eu posso dizer que tentei (Grande consolo!). Mas o tempo passa, o tempo voa, e a gente deixa de ser besta. Hoje ainda me pego pensando nela, mas naquelas de &#8220;como seria se ela&#8230;&#8221;. \u00c9, primeiro amor tem dessas coisas.   <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, me surpreendi quando ouvi a regrava\u00e7\u00e3o feita pelo Pato Fu de <b>Tolices<\/b>, do Ira!. N\u00e3o sei como eu n\u00e3o nunca tinha me tocado, mas a letra era bem o que eu sentia na \u00e9poca:<\/p>\n<blockquote><p>\nS\u00e3o tolices <br \/>\nQue penso sobre voc\u00ea <br \/>\nVoc\u00ea n\u00e3o pensa em mim <br \/>\nPor que andamos na mesma rua <br \/>\nVivo sonhando <br \/>\nImaginando voc\u00ea <br \/>\nImagino pegadas <br \/>\nE as vou seguindo <br \/>\n\u00c9 tolice, eu sei <br \/>\nVoc\u00ea n\u00e3o sente os meus passos <br \/>\nMas eu imagino <br \/>\nUm ol\u00e1 talvez <br \/>\nMas pra mim de nada vale <br \/>\nIsso estragaria <br \/>\nO meu faz-de-conta\n<\/p><\/blockquote>\n<p>A \u00fanica discord\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a letra \u00e9 que um ol\u00e1 fazia uma diferen\u00e7a enorme, e aumentava mais ainda o meu faz-de-conta, \u00f4 se aumentava&#8230; Fazer o qu\u00ea se eu tenho uma certa tend\u00eancia ao drama?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acabo de ler Showstopper &#8211; A vertiginosa corrida para criar o Windows NT e a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o na Microsoft, de G. 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