Que feio…
Já que estou usando o WordPress algo me diz que é uma boa eu passar um pente fino no código. Se o desenvolvedor do troço faz uma bobagem dessas para angariar uns trocos sabe-se lá o que pode estar perdido no meio do código…
Aliás, mais uma vez, essa é uma das maravilhas do código aberto: EU posso auditar o código. Com software fechado nem pensar em fazer isso. É inclusive por essas que eu acho código fechado uma imoralidade: o cliente tem todo direito de saber o que tá rodando na máquina dele.
Abril 1st, 2005 at 12:33 am
imoral é um fracassado qualquer poder copiar livremente o MEU código e as MINHAS idéias de implementação pra se dar bem às custas do meu trabalho. Pilger, pra ti é bastante conveniente opinar dessa maneira. o dia que tu ganhares a vida programando SOFTWARE talvez tu vai aprender o devido valor que existe em fechar o código-fonte.
Abril 1st, 2005 at 12:56 am
Marcos, se você acha isso sobre software livre me responde porque então teu blog está utilizando a linguagem PHP e sendo gerenciado pelo WordPress? Estaria você se utilizando das idéias de implementação do trabalho alheio para se dar bem?
Abril 1st, 2005 at 12:57 am
Auditar SCRIPTS em PHP é certamente uma tarefa fácil, até mesmo por pessoas com pouco conhecimento em programação. A questão muda quando os softwares são mais complexos, escritos por DEZENAS ou CENTENAS de programadores (como geralmente são no mundo real): nesses casos a complexidade se torna bastante difícil de gerenciar por apenas 1 programador, independente da sua habilidade e experiência. Além da complexidade do próprio código fonte, entram em cena questões de arquitetura, especificações e projeto, que não podem ser inferidas apenas observando os fontes. Isso torna muito difícil que um único indivíduo tenha condições de auditar o trabalho feito por uma equipe. Para adquirir estas condições, é necessário efetuar um estudo aprofundado de todas estas áreas além dos próprios fontes.
Mesmo quando isso for possível, pode levar tanto tempo que se torna inviável. E mesmo dividindo essa tarefa entre “milhares de olhos”, na prática a complexidade de dividir o trabalho pode se tornar ingerenciável. Se fosse fácil, nenhum software livre teria bugs, o que está longe de ser verdade. Portanto Pilger, por favor não generalize esta “facilidade” de auditoria para todos os tipos de softwares, e nem que você teria condições de fazê-la facilmente como sugere no post. Isso é subestimar a capacidade dos autores do software.
Abril 1st, 2005 at 1:23 am
César, tudo bem, eu não sou um super-programador com capacidade para auditar tudo. Porém é melhor ter um código à disposição para ser auditado por um especialista do que nenhum código. Preferem que o termo “código aberto” seja trocado por “código passivel de visualização pelo cliente diante de termo de compromisso de que não haverá cópia de tecnologias”, que é o caso de shared code, ok, porém, o importante é que o cliente tenha acesso ao código, para que ele possa ver se o que está sendo entregue para ele é o que ele realmente pediu, nem a mais, nem a menos.
Abril 1st, 2005 at 1:52 am
tu te equivocou no julgamento da minha opinião: eu não acho ISSO do software livre, tanto é que caso eu venha a produzir software no meu tempo livre ou na faculdade eu vou ponderar em escolher o tipo de licença que ele terá, podendo ele ser até mesmo GPL. eu acho *ISSO* é do trabalho que eu faço, onde aplico o meu conhecimento, a minha capacidade e a maior parte do meu tempo em algo mais relevante, sério, de maior qualidade e de onde eu tiro o meu sustento e assim prospero financeiramente.
eu uso o Wordpress, o PHP e o mySQL porque até o momento são as melhores opções que eu tenho (muito embora eu pense seriamente em migrar para ASP.NET, coisa que provavelmente acontecerá em breve). não estou lucrando dinheiro escrevendo no blogue; os autores dessas ferramentas devem ter seus motivos para acharem conveniente liberar o código-fonte; e estou as utilizando dentro daquilo a que elas se propõem (leia-se: meus interesses foram de encontro com os deles), sem desrespeitar as suas licenças. ok?
Abril 1st, 2005 at 2:02 am
Certo… bem, antes de continuar qualquer discussão, me mata uma dúvida: “o dia que tu ganhares a vida programando SOFTWARE talvez tu vai aprender o devido valor que existe em fechar o código-fonte”. Afinal, o que tu acha que eu faço na minha vida?
Abril 1st, 2005 at 2:35 am
não importa: se o tal dia já chegou, observe o “talvez” da frase. significa que uma das possibilidades que eu esperava estava correta.
Abril 1st, 2005 at 2:45 am
E que possibilidade é essa?
Abril 1st, 2005 at 2:55 am
a de que discordamos ideologicamente com relação ao código fechado. tu aplica um valor diferente à ele do que eu aplico. o cerne evidente desde o início é: tu considera “imoral”, enquanto que eu não.
Abril 1st, 2005 at 3:01 am
Charles, concordo com você que ter os fontes disponíveis é uma vantagem. Mas só é uma vantagem significativa se também forem disponibilizadas abertamente as documentações que eu citei (arquitetura, projeto, etc), de forma que o cliente possa montar ou contratar uma equipe com condições de trabalhar nos fontes. Caso contrário, apesar de ter acesso aos fontes o cliente não terá condições de “ver se o que está sendo entregue para ele é o que ele realmente pediu”, e portanto estará sendo *iludido*. Aplicações web como o WordPress geralmente são simples e portanto podem ser manejadas com mão-de-obra barata, o que torna um caso ideal para abrir os fontes.
Muitas vezes o código pode ser difícil de manter, como o do Firefox e do OpenOffice por exemplo, e portanto ser de manutenção cara. Ou o próprio autor do software pode seguir o modelo de cobrar pelo “suporte” e desta forma prender o cliente, apresentando-se como a única opção economicamente viável. Somando todos estes custos, muitas vezes a liberdade pode ser ilusória e mesmo assim custar mais caro que um software fechado. Aí é tudo uma questão de mercado mesmo, cada nicho tem suas características específicas, vantagens e desvantagens.
A iniciativa “shared source” que você citou é defendida pela Microsoft em oposição ao “software livre”, e utilizada em diversos produtos como por exemplo o sistema operacional Windows CE. Ela dá acesso aos fontes para quem quiser ver, sem que a Microsoft abra mão do controle das modificações ou vendas. Mas é interessante notar que essa licença não é bem-vinda pelos defensores do “software livre”, portanto cuidado ao generalizar conceitos que podem assumir significados opostos.
Abril 1st, 2005 at 3:18 am
Marcos, você poderia desde o começo ter colocado que discordava que era imoral e teríamos evitado de perder tempo com essa conversa que na minha opinião não acrescentou nada. No momento estou sem vontade para entrar em detalhes, mas desde já me comprometo em fazer um post mais detalhado onde irei colocar os motivos pela qual eu acho que se deve entregar o código de um software a um cliente, post esse em que também procurarei entrar em mais detalhes sobre as questões levantadas pelo Cesar. Como você tem o seu blog, espero que você também faça um post com o seu ponto de vista. Prometo que linkarei para esse post, já que todo debate é interessante e podemos todos ganhar com isso.
Ah sim, já que é para escrever algo realmente sério vou levar um tempinho. Se você achar que eu estou demorando muito não se acanhe em me cobrar: você me conhece suficientemente bem para saber que sou meio enrolado.
Abril 1st, 2005 at 3:21 am
Apenas para concluir minha linha de raciocínio, em relação ao post original:
- Este caso do WordPress é um exemplo de *fracasso* do open source, uma tentativa desonesta de ganhar dinheiro em cima de um modelo que, neste projeto, fracassou. É uma evidência de que é necessário cuidado ao generalizar o uso do open source como uma “solução perfeita para todos os casos”; isso me preocupa principalmente em relação ao governo;
- Código fechado não é uma *imoralidade*: é apenas uma alternativa de mercado, que apresenta vantagens e desvantagens. Compra um produto fechado quem quer, pela qualidade e pelo preço, que quase sempre é uma fração do custo de desenvolvimento e manutenção do software. É um desrespeito com os desenvolvedores de software chamar o modelo que os sustentam de “imoral”.
Abril 1st, 2005 at 3:24 am
Cesar, como falei anteriormente vou entrar com maiores detalhes num post especifico sobre o assunto. Obrigado pelos pontos levantados.
Abril 1st, 2005 at 3:43 am
me desculpa não ter sido TÃO claro, mas eu coloquei desde o início que discordava que isso era “imoral”.
Abril 1st, 2005 at 12:39 pm
Que gurizada faceira e cheia de tempo livre.
Abril 1st, 2005 at 5:32 pm
não sou programadora de nada, nem do meu videocassete.
mas sou metida, então eu digo: concordo contigo, Charles, o cliente tem direito de saber e tudo tem que ser livre!
Abril 1st, 2005 at 5:50 pm
Concordo em não termos apenas o software com código aberto! Temos que ter em mãos o projeto do carro que compramos, do biscoito que comemos (afinal, não basta apenas dizer os ingredientes, né), temos que ter o código secreto da coca-cola (imaginem o absurdo, a Coca-cola não liberou isso até agora).
Enfim, assim teremos o direito de auditar tudo e todos.
Maio 13th, 2005 at 3:10 pm
[…] inuidade Pois é, estou devendo ainda pro Marcos o artigo onde vou defender que software fechado é imoral. Estou lendo umas coisinhas sobre moral e ética para servi […]
Maio 20th, 2005 at 10:56 pm
Concordando com o Charles…
Vou rodar algo sério, preciso ter alguma segurança de que isso não vai ser abandonado de uma hora p’ra outra.
Não sou programador, mas “escovo uns bits” de quando em vez. Graças a documentação de como fazer, fiz com que um plugin do GKRellm (o gkrellmms, que controla o XMMS) conseguisse controlar o Beep-Media-Player.
Faz isso sem acesso aos fontes e a documentação…
Maio 24th, 2005 at 12:29 pm
Você poderia me falar quais são as vantagens e desvantagens do softwere fechado (ex.: windows)