Dinossauro do rock

Retirado do eZine 700km:

Líder do Dire Straits vira nome de dinossauro

Mark Knopfler, líder da banda britânica Dire Straits, recebeu uma homenagem um tanto quanto diferente de um grupo de cientistas norte-americanos. Uma nova espécie de dinossauros encontrada na Ilha de Madagascar foi batizada de Masiakasaurus knopfleri. O dr. Scott Sampson, líder da equipe que encontrou o fóssil, é fã do Dire Straits e disse que a melhor maneira de homenagear Knopfler era justamente dando seu nome a um dinossauro. Os cientistas afirmaram que ouviram várias músicas do grupo durante as escavações e que elas serviram de inspiração ao trabalho.

Fonte: Diário Catarinense.

Agora só falta aparecerem o Tiranossaurus Jethrotullri, o Velociraptor Rushri, o …

Vamos cantar

Fui na casa do Renato Velho hoje. Ele tem uma empresa, a Vamos Cantar, e vou fazer o site dela. Gostei de ver que ele quer uma coisa do jeito que eu gosto: simples, sem frescuras. Foi legal conversar com o Nato, sair prá tomar um chopps e comer uma pizza com ele e esposa. Deveria ser feita uma campanha pelo governo: O Ministério da Saúde adverte: sair com os amigos faz bem pro coração.

E amigo é o que não faltou para o maestro Zé Pedro, lá da Unisinos. Infelizmente ele faleceu, junto com dois de seus filhos, domingo num acidente de carro. Não se sabe bem ao certo o que aconteceu, se ele dormiu na direção ou se teve um mal súbito. Na verdade isso não importa. Importa que ele foi uma pessoa incrível. Nunca vou esquecer como fiquei conhecendo ele: estava parado, na frente do meu computador, olhando prá tela, quando de repente alguém segura a minha cabeça e dá um beijo na minha bochecha. Levei o maior cagaço com o susto, enquanto ele caía na risada. Não entendi nada na hora… Quem era aquele doido? Que história era aquela? Depois é que fui ver que ele era daquele jeito mesmo: irreverente, agitado, sempre procurando chocar um pouco os outros com a sua alegria. E além de tudo um ótimo maestro. Inesquecível a vez em que, ele regendo, deixou o palco e desceu à platéia, para assistir junto o espetáculo… É Zé Pedro, não preciso dizer vá com Deus, pois certamente já estás batendo um papinho com ele.

E já que é para falar de alegria, aliste-se na A.L.A.J – Associação dos Libertadores dos Anões de Jardim e ajude esses pequenos seres a serem felizes.

Update em 2010: acabei não fazendo o site. Estava com tão pouco tempo que não deu para fazer :-( Devo essa pro Renato até hoje. :-(

Que bobagem!

Tagline da semana, na coluna do Gravatá, d’O Globo:

É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido. – José Saramago

Ainda bem que não se pode chorar sobre um hd. Imagine o que isso pode acarretar aos dados armazenados… Mas falando sério, é incrível como certas pessoas ditas inteligentes (afinal, se espera que um vencedor do Nobel seja uma pessoa inteligente) se opõem contra a leitura de livros na tela de computador. Não consigo acreditar que um texto lido em um papel tenha mais impacto sobre a pessoa do que se ele for lido em um monitor. Bobagem! Um texto bom é sempre um texto bom, seja impresso ou num monitor. Está aí o Notícia e Opinião que não me deixa mentir.

Mas o mais absurdo ainda: fala-se mal do livro eletrônico, mas quanto se consome de papel diariamente no mundo? 630 mil toneladas. Exatamente! Imagine quantas árvores são necessárias para produzir tudo isso. Outros dados interessantes sobre o papel:

Nos últimos 50 anos, o consumo mundial de papel aumentou em mais de seis vezes, usando para isso um quinto da madeira extraída das florestas. Em alguns países, o papel é responsável por até 40% do lixo sólido. Embora a reciclagem do papel tenha aumentado em 300% nos últimos 25 anos, mais da metade do papel usado no mundo vira lixo.

É por essas que espero que o papel eletrônico seja logo lançado. É muito mais ecológico.

Hmmm… pensando bem, o José Saramago está certo ao dizer que podemos chorar sobre as páginas de um livro: é só imaginar as árvores cortadas, as florestas derrubadas, o ecossistema aviltado…

Coisa de doido

Quem sou eu para julgar o que passa pela cabeça das pessoas? Na verdade, cada um pode fazer o que quiser consigo mesmo, desde que não machuque outra pessoa por mim tudo bem. Mas, mesmo assim, confesso que é difícil aceitar o que o pessoal que pratica body modification faz. Cortar a lingua ao meio para parecer uma lagartixa, encher o corpo de ganchos e ficar pendurado por eles… Não, não é para mim. Mas cada um cada um…

E num esquema mais light, ainda não sei se vou ou não tatooar um código de barras com a minha data de nascimento. O efeito seria interessante, mas o que me desanima é a idéia de que aquela coisa é algo meio que permanente. Ok, tem cirurgia laser para remoção, mas mesmo assim deixa marcas. E como eu não gosto de nada que eu não possa mudar de lugar ao meu bel prazer, não me animo. É por essas que eu acho que quem faz tattoagens na verdade é meio conservador.

Atenção desligada

Luz cortada em casa. Me distraí e esqueci de pagar a conta de luz de dezembro e de janeiro. Fui correndo no caixa automático aqui perto de casa, que faz leitura de bloquetos com código de barras e paguei os dois. Avisei a companhia de luz e daí veio a facada. Se eu quisesse ter luz ainda esse fim de semana deveria pagar 19 reais. Senão, luz só na segunda. Paguei, me xingando de tudo que é nome, maldizendo essa droga de falta de atenção que eu tenho. O lado positivo da história (tem que ter um, para manter o bom humor) é que limpei a geladeira, que estava com uma camada grossa de gelo no congelador.

Minha namorada veio aqui em casa na quinta. Cervejinha gelada e muito papo madrugada adentro. Uma noite ótima, comprovando que Cocteau Twins (principalmente) serve perfeitamente como uma trilha sonora para momentos agradáveis. O único problema foi trabalhar no dia seguinte, mas nada que um café reforçado não desse uma mãozinha. E o pessoal do Fórum Mundial Social dormiu no ponto e não registrou o endereço www.forumsocialmundial.org. Mas o Instituto Século XXI não e foi lá: criou uma página criticando o fórum, principalmente os gastos feitos pelo governo do Estado com os convidados. Chega a ser engraçado, devido ao tom irritado e aos colaboradores (principalmente o Olavo de Carvalho, o "filósofo" que consegue chamar o maior capacho neo-liberalista do mundo - Fernando Henrique Cardoso - de marxista sem ficar com a cara vermelha). Mas, apesar disso, acho a iniciativa válida: sempre que há o poder tem que haver a crítica ao poder, senão vai pro espaço a democracia. E é lamentável como a gente nunca ouve falar de algumas pérolas. Você já ouviu falar do Anima? Pois é, até hoje de manhã eu também não. Mas foi com alegria que fiquei conhecendo e comprei o CD Especiarias, composta de músicas que vão do século XIII ao século XVI, canções populares e composições próprias. Muito, mas muito bom de ouvir, além do que a caixa do CD é um espetáculo a parte. Aliás, como é que um grupo de tão bom gosto tem uma homepage tão feia ??? E pior: desatualizada, argh!!! Mistério...

Tá explicado!

Da coluna do José Barrinuevo de 24/01:

Se o governo gastar R$ 1 milhão ou mais no fórum, trata-se de um investimento com retorno. São milhares de visitantes gastando em hotéis, restaurantes, lojas. Sem falar na divulgação do Estado.

Tá explicado por que nos últimos dias ele parou de meter pau no Fórum Social Mundial. Até ontem era um encontro de esquerdistas enlouquecidos. Hoje, é um encontro que está rendendo dividendos para a cidade. Nada como o dinheiro para mudar a opinião das pessoas…

Mas é até compreensível esse tipo de comportamento por parte do Barrinuevo. É infelizmente o comportamento típico dos jornalistas de maior expressão no Rio Grande do Sul. Nesse sentido, um site que é indispensável, apesar de pouco atualizado, é o Tomando na Cuia. Destaque para a secção Mate Novo, onde estão algumas histórias bem interessantes do que acontece nos bastidores dos veículos de comunicação do estado.

Mellon Collie and the Infinite Sadness

Hoje fui ver o Entrando numa fria. É uma comédia boa, com um Robert DeNiro impecável e uma história até que bem bolada. Mas é estranho olhar uma comédia num cinema quase vazio. Você começa a rir de uma bobagem e se sente meio estúpido por estar rindo sozinho… Li certa vez que a risada era algo coletivo, onde você entra em correspondência com outras pessoas, e é justamente por causa disso que é difícil ver alguém rindo sozinho. E lá fiquei eu, com a impressão de que só eu entendi a piada. Foi justamente esse clima de estranhamento que me estragou o filme. Sim, ele é bom, mas eu não curti. Saí da sala como se tivesse visto um drama sueco (sim, eu sei que estou sendo dramático). E não bastasse o desconforto, eu até já havia visto filmes com sogras monstruosas, mas nenhuma tão monstruosa quanto aquele sogro alí. E o cara confessou. Tá lá, na página do Lúcio Ribeiro, o que quer dizer que não dá prá levar muito a sério, mas vá lá: Pergunta de uma jornalista para o Noel, na coletiva de imprensa do Oasis: "Diz aí, Noel. Essas suas briguinhas com o Liam são para valer ou é tudo estratégia de marketing?". Noel: "Marketing". E precisava perguntar? Como se ninguém soubesse disso... Mas eu realmente acho divertido é como há pessoas que acreditam nessa imagem de bad-boy que o pessoal do Oasis vende... O detalhe é que nem precisava, já que as músicas são boas. (Só para pegar no pé dos fãs do Oasis: tão boas quanto as do Blur!)

Musashi-san

Musashi, que tá botando no ar logo logo a sua página e que é uma das 4 pessoas que acessam esse site, hoje me brindou com uma das despedidas mais legais que já ví no irc, mais especificamente no canal #Unisinos, na Vant:

[03:36] fui
[03:36] T+ aee
[03:36] Meu filho, consiga para você um outro reino
[03:36] Pois este que deixo é pequeno demais para você

Se a gente for parar para ver quanta gente fica brigando lá para ser Op (não propriamente no canal que nesse ponto o pessoal não se encuca muito, mas no irc como um todo), esse frase final adquire um significado especial.

E esqueçam o Cardosonline. Não só por causa das férias do staff, mas também por que, com menos pretensão, o pessoal da 700km tá dando um banho. Além do que é editado pelo Luis Gustavo Claumann, um doido de Florianópolis que até hoje não entendi se é um cara que engana muito bem ou se é genial mesmo.

Duas dicas tirado do weblog do Kyioshi:

Muito legais!