Um aniversário

Pois o Marcos me mandou um email dizendo que hoje faz um ano que a gente se conheceu. Foi por conta da primeira festa dO Apanhador que eu fui, onde o Douglas me apresentou ele e o Leonardo.

Assim sendo, aos dois bons amigos que conheci nesse dia digo parabéns prá nós 😉

Ah, claro: isso quer dizer que faz um ano que conheço Walverdes, uma banda que só ouvia falar, mas que nunca tinha ouvido…

 

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WayPath

Cheguei do almoço e a Adriana, a minha colega que deveria ter um blog, me apontou essa: WayPath. No caso o que é isso? É uma ferramenta de busca onde você, procurando por determinado assunto, fica sabendo de posts em outros blogs que tratam sobre este. Ok, até aí nada demais, mas se você der uma olhada ali nos comentários vai ver que eu coloquei um link Mais sobre o assunto. O que isso quer dizer? Quer dizer que se você clicar ali o site vai analisar o post de origem e procurar outros post co-relacionados, assim, sem precisar entrar com nada. Assim sendo, se eu fizer um post falando sobre a Blanched, por exemplo, aparecerão outros sites falando sobre a banda, ou falando sobre a cena rockeira aqui do Vale do Rio dos Sinos (sim, ele procura por contexto, não somente por palavra-chave). Muito legal!

Interessante é que fui procurar por waypath no Google e a única página em português que retornou falando sobre esse serviço foi a do Daniel Pádua. E isso lá em novembro do ano passado. Caramba! Esse cara tá por dentro de tudo sempre! :-)

Doar sangue é…

Jovem, ao completar 18 anos dirija-se até o posto de saúde mais próximo e doe sangue. Só que, cuidado: preste muita atenção naqueles seres demoníacos arrombadores de veias chamados enfermeiros. Se eles falarem para você ficar deitado mais um pouco fique, mesmo você se sentido bem. Acredite, eles estão falando isso para o seu próprio bem. Isso evita que você levante e após ficar parado uns instante em pé resolva ir beijar o chão de forma impetuosa, simplesmente se atirando nele de forma insana e sem sentidos, para daí então se ficar com uma cara de quem levou um soco:

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Pois é, nessa de doar sangue sempre tem um que faz fiasco e o sorteado pelos deuses hoje fui eu. Tchê, eu estava em pé, apoiado na cama onde me deitei para tirar o sangue, numa boa, pensando em algo, e quando percebo estou deitado no chão. Eu não interrompi o fluxo do que estava pensando, pelo menos não tive essa impressão. Simplesmente eu mudei a minha realidade física (de pé para deitado) de forma imediata. As enfermeiras dizem que fiquei um nada desmaiado, segundos, o suficiente para simplesmente cair. É desconcertante descobrir que você apagou, que você não está mais em pé e que está com o rosto doendo por que inventou de usar ele como pano de chão. Sim, essa foi a primeira vez que eu, estando sóbrio, desmaiei.

E o que mais achei estranho foi o fato de que, quando acordei, o cara que tinha acabado de doar sangue na outra cama tava querendo me ajudar a levantar. Na mesma hora eu levei um susto e disse que não precisava da ajuda dele, que estava bem e ele não era prá se preocupar. Vai entender como o cérebro da gente funciona para perceber que o cara não deveria estar ali em pé fazendo força…

O lado humano da coisa

Meio da madrugada… Fui dormir lá pelas 23 horas e acabei acordando faz pouco tempo. Acordei e resolvi dar um tempinho na frente do computador. E nessas de ficar indo de link em link acabei no blog da Nay indo parar no Free Bee e ali acabei descobrindo uma coisa que me faria me mudar para São Paulo. Detalhe: eu odeio São Paulo, com o seu cheiro, o seu concreto, sua urbanidade mastodôntica. Na verdade não gosto de qualquer cidade que eu sei que eu levaria mais de um dia para atravessar ela de ponta a ponta a pé. E São Paulo é tarefa para uma semana de caminhada.

Mas, enfim, achei um motivo para morar em São Paulo. Deixemos o Darqueson Honneybee (cada nickname que se vê por aí…) falar:

Alguém viu que fantástico o novo curso da USP denominado \”Humanidades\”? É fantástico. Voltado para a formação de poliglotas culturais. Você passa seus 4 ou 5 anos dentro da faculdade fazendo, basicamente, o que você quer dentro da área de cultura. Seu estudo se resumirá em ler os grandes clássicos, discutir as questões mais interessantes e polêmicas a respeito de filosofia, escutar o que há de melhor em música, aprender línguas e boas maneiras, história, política e civilização de modo não-massante. É o curso de meus sonhos.

Procurei maiores informações e achei essa matéria sobre o curso. Realmente dá vontade de largar tudo, procurar um emprego em Sampa que pague o suficiente para se sustentar e se meter de cara nesse curso. Mas gostei do que o Bee falou logo em seguida:

Porém, acho que muita gente consegue fazer isso tudo acima sem estar numa faculdade, bastando ter boa-vontade e bom-senso. Não duvido que, se eu me esforçar bastante, consiga, além de fazer o meu curso normal, todas as coisas que estes poliglotas culturais farão. Com isso, este curso dos sonhos pode se tornar um certo karma. Acho até que eles podem ficar com uma bagagem cultural enorme, mas vão sair numa desvantagem muito maior de ser recuperada. É mais fácil aprender sobre literatura e arte em geral sozinho, do que economia.

Bastante lúcido o garoto. De fato uma pessoa organizada da conta de ler todos esses clássicos, de aprender linguas, etc. Contudo o que eu acho que vale realmente a pena num curso desses não é o que o professor te explica, mas sim as pessoas com quem você vai conviver. É a troca de idéias com colegas que fazem com que a universidade seja um dos períodos mais legais da vida de uma pessoa (ou um dos mais terríveis, se você não consegue achar colegas que te digam alguma coisa de relevante). É pensando no tipo de pessoa que vai fazer esse curso que fiquei me imaginando morando em Sampa. Pode até não ser O curso, mas com certeza as conversas no bar junto com a cervejinha seriam memoráveis. 😉

Mas falando sério, se tivesse hoje 17, 18 anos certamente ia olhar esse curso e perguntar: \”Puta la merda, mas onde vou conseguir emprego depois de fazer uma coisa dessas?\” ignorando que analisar o mundo, como as pessoas se relacionam e quais são as regras culturais por trás de tais relacionamentos é algo muito mais complexo que aprender economia (para ficar no exemplo dado). De duas uma: ou essa pessoa vai acabar trabalhando dentro da própria universidade ou vai acabar sendo administrador de alguma empresa mais descolada, que pedem pessoas que atirem para todos os lado e que não estejam com paradigmas cimentados dentro da cabeça. Aliás se sabe muito bem que mudar um paradigma não é mole não… Sim, eu faria esse curso. Levando em conta a obrigatoriedade de ter um ano num curso qualquer da USP para fazer este eu pegaria um curso mais técnico (Informática, obviamente) para contrabalançar e meteria a cara.

Agora, com licença que vou dormir mais algumas horas antes de literalmente ir dar meu sangue por uma colega de trabalho.

Como? Eu sou um fato relevante de 2002?

Por ICQ o Rafa manda essa:

olha o cara entrando em retrospectiva
http://www.magnet.com.br/bits/especiais/2002/12/0005

Vou lá dar uma olhada e dou de cara com isso:

Charles Pilger e mais um grupo de programadores ganham terreno com o RSSFicado, uma agregação milagrosa do melhor da mídia brasileira e de uma tecnologia simples e interessante.

Tu vê. Meu nome entrando numa retrospectiva é mais uma prova para a teoria dos 15 minutos de fama do Andy Warhol… Aliás é gozado criar fama em cima de um padrão criado por outras pessoas. A única coisa que eu faço é tentar difundir o formato no país, nada além disso. E mais uma vez chamo a atenção: o projeto RSSficado nasceu graças ao Kenji, que saiu por aí tentando convencer o pessoal a RSSficar seus blogs… Ele sim é que deveria levar o crédito.

Meio desligado

Folha Online – Sinapse – Desconectados em busca do tempo perdido

Dá vontade de comprar essa edição da Folha para ter como lembrança :-) Afinal o fato de não ter TV em casa é algo que choca muitas pessoas com quem eu falo. Como é que você consegue ficar sem TV??? Simples: ou fico na Internet, ou fico lendo um livro, ou ouvindo música. Ficar olhando TV prá mim é algo incômodo, já que é difícil desgrudar os olhos da tela. A TV me rouba toda a atenção se estiver ligada…

Bem na foto

Idéia legal essa do Bem na Foto. Já conhecia a um bom tempo, mas nunca tinha me detido a ficar olhando ele. Mas uma amiga disse que tinha uma foto dela e fui lá conferir… Resultado: não achei só ela, mas outros amigos também:


\"Nana\"
Eliana (direita)
\"Letícia\"
Letícia (direita)
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Cidade (esquerda) e Sérgio (direita)

E ainda tem o pessoal da winston na praia, mas essas eu deixo pro Marcos mostrar 😉

Compromisso

Não posso esquecer: quinta-feira eu tenho que chegar aqui no trabalho antes das 8 da manhã, já que vou participar de uma \”caravana\” que vai doar sangue, pois temos uma colega que está com leucemia. Como o banco de sangue tem que ser reposto serão necessários 37 (uh!) doadores. Isso me faz lembrar que como tenho que ir dormir cedo foi-se o show da Superphones. Azar! Afinal nem tem como ficar comparando a importância de um show de rock com a vida de uma pessoa. Aliás, o dia que eu colocar um show sobre a vida de uma pessoa podem me internar, que com certeza tem alguma coisa errada na minha cabeça…