Um negócio legal


O bom de ser webmaster é que a gente pode pegar coisas legais por aí e fazer testes. Eu li numa lista de discussão sobre um tal de Human Click, que permite que quem estiver acessando o seu site possa conversar contigo. Falando em termos empresariais é algo muito útil, pois equivale a um help-desk. Como eu não posso fazer um teste para esse serviço no site do lugar onde trabalho, resolvi colocar aqui na
minha HP pessoal. Assim sendo, se eu estiver conectado você pode bater um papinho comigo…

E o número 74 do nao-til entrou no ar dia 23/03. Pelo menos é o que diz ali, já que eu acessei esse fim de semana e necas de ter entrado o novo número. Bem, o fato é que dessa vez mudou, tá lá a edição nova, para o seu prazer e dos seus neurônios.

Botando a boca no trombone

Recebi da Santur – Secretaria de Turismo do Estado de Santa Catarina – resposta ao email que enviei no começo do mês, logo que voltei da praia. Segue abaixo:

Prezado Senhor

Acusamos o recebimento de seu email de 02/03/01 manifestando seu protesto em face de ocorrência de trânsito em 27/02/01, envolvendo veículo de transporte coletivo da cidade de Imbituba.

Lamentando pela despropositada, irregular e censurável postura do motorista citado, encaminhamos seu expediente a:

– Empresa de ônibus Santo Anjo da Guarda – Imbituba
– Secretaria de Transportes e Obras de Imbituba
– DETER – Departamento de Transporte e Terminais
– Polícia Rodoviária Federal – Posto Município de Paulo Lopes

Esperando pela adoção das medidas cabíveis ao caso por parte dos setores competentes, apresentamos-lhe nossas desculpas pelo fato, agradecendo-lhe a preocupação em formalizar sua reclamação.

Atenciosamente

Norberto Mette
Diretor de Marketing

Sinceramente, hoje fico meio com pena do motorista do ônibus, que tinha um horário para cumprir… Mas mesmo assim isso não justifica o fato de infrigir as leis de trânsito. Espero que as medidas a serem adotadas não resultem na demissão do motorista, mas sim na reeducação dele e de seus colegas, evitando que aquele tipo de irregularidade volte a acontecer…

E aproveitando: hoje já estou melhor. A dose de remédios que tomei ontem de noite já adiantou um bocado, só tenho que parar de tomar café prá ver se o estômago melhora…

E prá concluir de vez, uma coisa legal que vi hoje: a Claro disponibiliza um meio dos clientes poderem colocar um banner no seu site que entra no sistema de envio de mensagens já com o número do telefone. Bem legal. Vamos ver se a Telefonica ainda oferece um serviço desses… Pelo sim pelo não vou mandar um email para eles perguntando.

O inferno astral está começando…

Nunca fui de acreditar em astrologia, mas a cada ano que passa a minha descrença vem ficando cada vez mais fraca. Não é porque o horoscopo do jornal dá certo, mas sim porque o meu inferno astral vem se tornando cada vez mais forte. Ano passado fiquei com o estômago em pandarecos, com dor de cabeça o tempo todo, com o corpo pedindo paz toda vez que acordava, sendo que de noite eu me arrastava ao entrar nas aulas do mestrado. O negócio foi tão ruim que quando chegou o dia 21 a única coisa que eu queria saber era ficar na cama, sem me mexer, sem fazer nada. Esse ano já estava mais calmo, pensando que sem a pressão psicológica do curso eu ia tirar de letra. Que nada! Tô com 37,4 graus, beirando a febre, com dor de estômago e o pescoço duro. Antes de vir prá casa passei na farmácia e quem me via jurava que eu estava fazendo um rancho, de tanto remédio. É, e pensar que faltam ainda 3 semanas para o meu aniversário…

E só prá não dizer que falo de mazelas, a Viés foi atualizada. Muito legal o bate papo das gurias sobre os anos 80, além da entrevista com o Charles “Cholly” Di Pinto.

E agora, com licença que eu vou dormir, já que tô um caco… 😛

É duro ser fã

Uma das vantagens de não se ter TV em casa é que você perde coisas como o Ratinho, o Gugu e, continuando no SBT, a entrega do Oscar. Apesar de saber que a Björk estava concorrendo a melhor canção, não fazia muita questão de ver uma premiação que prometia dar o Oscar de melhor atriz para a Júlia Roberts (o que da fato aconteceu), entre outros absurdos. Só que eu não estava preparado para chegar no trabalho hoje de manhã e encontrar em cima do meu teclado um encarte da National Geographics sobre a Islândia, com o bilhete:

Charles,

logo lembrei em ti…
espero que gostes desse encarte, bem melhor do que a roupa da Björk no Oscar…! :))

Eu já tinha lido ontem de noite uma chamadinha no site do Terra que a Bjork havia chegado com um vestido “farfalhante”, mas depois desse bilhete fui obrigado a procurar fotos da premiação para ver o que ela estava vestindo… Caramba!!! A mulher foi vestindo um pato! E olhando na Zero Hora, na hora que ela chegou ela estava usando um calçado branco com um OVO amarrado! Socorro!!! A Björk enlouqueceu! Não bastava ela ter ido vestida de bombom Sonho de Valsa em Cannes agora ela quer tirar da Cher o título de pior vestida na festa do Oscar!!!

Mas falando em Oscar, esse fim de semana eu e a minha namorada fomos conferir dois concorrentes a melhor filme: O Tigre e O Dragão e Chocolate. Os dois são ótimos. Nenhum deles é uma obra-prima, é verdade, mas são muito bons. Dos dois, não sei dizer qual gostei mais, pois são filmes completamente diferentes… A cena da luta no bambuzal, em Tigre, é antológica, assim como a preparação das comidas para a festa em Chocolate. O fato é: ambos os filmes são bons, e valem o preço do ingresso.

E para finalizar sobre o Oscar: Angelina Jolie é Angelina Jolie. Não precisa de vestidos deslumbrantes, de nada, só ser ela. Ponto final.

Yo! Good music!

Fugindo rapidinho do trabalho só para fazer um comentário: Agora que a Unisinos tem um link bem mais rápido do que antes (6 MBPS), dá para ouvir algumas rádios independentes online. Uma, que tem me chamado a atenção, é a Dr. Yo Internet Radio, com uma programação com bandas tais como The Art of Noise, Cabaret Voltaire, Nick Cave, Dead Can Dance, Einstürzende Neubauten, Joy Division, King Crimson, Kraftwerk, This Mortal Coil, Velvet Underground, e por aí vai. Nesse exato momento está tocando Wendy (ex-Walter) Carlos, “Title Music from A Clockwork Orange”. Como dá para perceber, essa rádio é de primeira. Para ouví-la, basta ter o WinAMP e clicar aqui.

Charles vai às compras

O fato de eu ir no supermercado e comprar alguma coisa para a minha casa é tão inusitado que até merece ser registrado… O que eu comprei? Ah, essas coisas banais de sempre, mas que prá mim soam como pequenas raridades, já que eu uso o meu apartamento mais para dormir e ficar navegando na Internet do que para comer e receber pessoas. Comer eu como em restaurantes, e isso é uma das principais causas (junto com a compra de revistas e CDs) do meu orçamento ter furos. Visitas? Sei lá, não consegui me enquadrar como morador de São Leopoldo, de forma que assim como recebo pouquíssimas pessoas, visito menos ainda. Na verdade nunca fui um animal muito social. Gosto de ficar no meu cantinho, sentindo o tempo passar, só sendo perturbado pelos amigos que felizmente aparecem. Só que são poucos amigos que aparecem …

Talvez a situação mude um pouco de figura agora, já que um casal de amigos estão se mudando de Taquara para cá. Aliás, hoje mesmo, depois das compras (supermercado que fecha às 22 horas é uma maravilha…), eu e a parte masculina do casal saímos para jogar uma sinuquinha. Prova de que não estou pro amor (pelo menos hoje) : ganhei. E olha que ganhar dele não é assim tão simples. Mas, no mais, é uma vidinha meio sem graça mesmo. Daí que não me importo nem um pouco de ficar na Unisinos de noite: vejo o pessoal do canal #Unisinos (que voltou pro Via-RS), vejo um monte de gente conhecida e conheço algumas figuras. E principalmente: vejo a minha namorada antes e depois das aulas dela. É realmente bom trabalhar num local assim, onde de dia você está dentro de um mundo, entre quatro paredes, mergulhado na tela de um computador, e de noite você vê a agitação, a movimentação de pessoas, o auê. Você passa de uma realidade para outra só atravessando uma porta.

Mas voltando à casa onde me escondo do mundo, estou meio indignado com o telefone. Foi colocada uma nova central digital para o prédio, e quem disse que a coisa funciona direito? Para me conectar, tenho que tirar o fone do gancho, apertar 0 e esperar a linha externa, para daí então apertar o Conectar no Dial-Up. Se eu tentar fazer como era antes (colocar um 0, antes do número do provedor) não consigo linha externa de jeito nenhum. E, além disso, a conexão está ruim, e ficar conectado é um parto. É conectar, dar uns dois, três minutos e pimba! “A conexão foi finalizada. Deseja reconectar?”

Mas enfim deixemos a tristeza de lado, pois, senhoras e senhores, eis que lá vem ela, solteira, com 20 e poucos anos, moderníssima e antenada com o mundo, apesar de ter medo de ter virado sapatão só por que gostou do beijo que ganhou da mulher que faz a depilação. Com vocês Soraya Regina!

Se funk deu

A Zero Zen tá com um artigo muito bom sobre o “funk carioca”. Ok, tem um deslize ali de primeira (“a prefeitura de Porto Alegre tempos atrás distribuiu um folheto contra a prevenção da Aids nas vilas pobres da cidade”- contra a prevenção?) mas no mais tá ok. O artigo foi sugerido pelo Samuel no Tijolão #52 (que, aliás, está com uma crônica sensacional nessa edição: “O Celular”, de Doc Mariz).

Mas voltando ao funk, ainda vou entender por que diabos leio tantos textos assim sobre o assunto. É um estilo que não me atrai, que eu não gosto de ouvir, que não me chama a atenção (musicalmente falando), etc, etc, etc… Ok, gostei do DeFalla cantando Popozuda, mas há de se concordar que a batida ali é muito boa, mas no mais essas músicas não fedem nem cheiram… Assim sendo, chega de falar sobre isso, que já tá enchendo o saco :)

Tempo sobrando

Essa é daquelas que a gente olha e pensa: tem gente com tempo sobrando nesse mundo. Um matemático, Phil Carmody, encontrou um número primo que uma vez convertido para a base 16 (hexadecimal) e for gravado num arquivo, gerará um gzip com o código fonte em C das rotinas de descriptografação do DVD (DeCSS). A pergunta que o pessoal agora está se fazendo na Slashdot é se o governo americano vai tornar esse número ilegal 😉

Uma coisinha que esqueci de comentar: Comprei a edição número 1 da revista da MTV. Gostei do conteúdo, já o aspecto visual… Pelo que pude sentir, eu fui o único pelo jeito que não gostou 😛 Mas fazer o quê? Eu olho pra aquilo e vejo uma tentativa desesperada de parecer: 1. jovem, 2. uma homepage. Não, não consegui gostar.

E o Sauron também é outro que se irrita com sites que não respeitam o gosto do usuário e forçam a barra… Se bem que da minha parte eu já decidi: se a Renata, do Undertraxx, não quer que eu a visite, eu não a visitarei.

Mas o fato é: a Blogueiros já é reconhecida como a maior blog coletiva do país. Está lá na Magnet… Vou procurar sempre que puder dar contribuições lá, meio que duplicando o que está aqui. Tipo: o que for mais interessante eu coloco lá. Espero que os demais companheiros do log gostem.

Aliás, é algo muito estranho descobrir que o seu nome consta de um trabalho de conclusão… Se bem que se a gente olhar o título, e levar em conta que eu adoro listas de discussão, não deveria ser algo tão estranho assim: Internet: Novos caminhos de socialização – Um estudo das listas eletrônicas de discussão. Só que, como prova de que devemos tomar cuidado com que escrevemos nos nossos emails, está lá registrada para a posterioridade a piadinha sacana:

Como já disse certa japonesinha ao seu namorado:
– Os maiores prazeres da vida estão nas pequenas coisas.

Caramba! Se alguém daqui a 20 anos pegar esse trabalho para traçar um perfil dos primeiros anos da Internet comercial no Brasil vai acabar se defrontando com essa signature sem-vergonha que eu usava… Sinistro 😛

Finalmente achei!

Tenho uma amiga com quem me correspondo a anos, sem nunca termos nos encontrado, num legítimo esquema “nunca te vi sempre te amei”. É a Andrea Onida Gruber. Trocamos correspondência desde 1987, quando que publiquei na revista Bizz uma nota dizendo que eu queria trocar cartas com pessoas que gostava de Talking Heads e Legião Urbana. Veio uma série enorme de cartas, mas depois de responder a quase todas elas (tinham algumas que era ridículas) mantive correspondência com umas 4 ou 5 pessoas até que fiquei trocando idéias só com a Andréa. Ela, aliás, é uma das pessoas mais legais que eu conheço e nesse meio tempo já trocamos dezenas de cartas, como gastamos horas e mais horas no telefone. Atualmente ela mora na Áustria, e tem um filhinho lindo, que conheço por fotos.

E foram essas fotos que me fizeram parar de escrever para ela. De vergonha. É que na carta ela pediu para eu enviá-las de volta, já que eram a única cópia. Ok, nenhum problema se eu não tivesse perdido as fotos. Sim, elas simplesmente se escafederam da minha vista, não sabia mais onde encontrá-las Eu revirei o meu apartamento aqui em São Leopoldo, a casa dos meus pais em Taquara, e nada… E quem é que disse que eu tinha coragem de contar pra Andrea que tinha perdido as fotos do filhinho dela? Isso sem contar a do casamento! Caramba!

Pois bem, hoje, ao olhar pela milésima vez o email que ela tinha me mandado pedindo notícias, de repente me deu o estalo. Abri a gaveta aqui na mesa do meu computador, revirei e voilá: achei! Achei numa gaveta que eu já tinha revirado várias e várias vezes. Não consigo entender como é que antes eu não tinha visto o envelope da carta antes, como é que eu não tinha notado ele, mas o fato é que a carta estava aqui, ao meu lado, esse tempo todo. Assim sendo, pude mandar uma mensagem para a Andrea dizendo que estou morrendo de vergonha por não dar notícias, que eu não entrara mais em contato pois achava que tinha perdido as fotos e que amanhã, com mais calma, eu dou mais detalhes de como eu estou… Que coisa…