Só checando . . .



Só tô dando uma olhadinha na sua mesa…

Puxa vida, você não faz nada mesmo, hein ?!?!

O autor? Nem imagino, recebi por email, mas é legal :-) Agora com licença que vou voltar pro trabalho, que ao contrário de você tenho bastante coisa prá fazer 😉

Agendando

O Leonardo acabou de me ligar e pediu para atualizar a agenda lá no site da Blanched. Assim sendo, quem estiver em São Leopoldo dia 8 é bom ficar antenado e não perder a oportunidade de ir assistir a banda no 356. Vale realmente a pena.

Aprendizado

Pois é, logo logo vai sair uma edição nova dO Apanhador e novamente estarei contribuindo. O detalhe é que pela primeira vez vou escrever um artigo sobre uma banda local (a ótima Viana Moog), sem usar qualquer base de artigos anteriores, mas sim conversas com integrantes da banda, principalmente com o Cidade, vocalista e legítimo band-leader. E sinceramente é muito estranho isso, diferente. O trabalho de entrevistar, perguntar, coletar informações, perguntar por datas, é algo novo para mim. Sempre fui um cara de pegar informações textuais e ir colando num mega texto e depois ir ordenando o que estava lá, ir cortando, editando, decifrando o mosaico que tinha montado até que saisse algo que me agradasse. E dessa vez não tenho o suporte desse texto anterior, tenho, isso sim, a informação crua. Sim, estou com medo do texto que vai sair, e espero dar conta do recado…

E falando em Viana cabe registrar o show de ontem no BR3, onde foi lançando o CD Boemia adolescente após os 30. Vou deixar os comentários sobre o show a cargo dos meus colegas de zine no blog, mas adianto que estava bom, muito bom, assim como foi muito bom encontrar um monte de gente legal ali no bar, como a gurizada da Lagarto a Vapor e o pessoal da Deus e o Diabo. Aliás, aos poucos vou me lembrando de detalhes antigos da Thiane, vocalista da Deus e que morava em São Leopoldo na mesma época que eu vim morar aqui. Uma coisa que eu lembro é que ela cruzava por mim e sempre me cumprimentava com um sorriso, só não consigo me lembrar onde e quando ela fazia isso, se era na Unisinos ou nas ruas de São Leopoldo. Mas o detalhe é que ela me cumprimentava mesmo sem nunca ter falado comigo e eu ficava enternecido com isso. Vale lembrar que eu estava chegando na cidade, não conhecia ninguém e que eu ficava sempre lá no Mac Bar lendo um livro que outro, esperando o tempo passar, e tentando fazer algum contato com os boêmios que estudavam na Unisinos e que por lá passavam. Assim, um cumprimento de uma pessoa que você só conhecia de vista era algo muito agradável. Um pequeno gesto de educação e humanidade no meio de uma cidade fria.

Dúvida

Estava pensando cá com o meu umbigo: porque será que políticos eleitos sempre contratam jornalistas para fazer o papel de porta-voz? Será que o \”cargo\” não é mais adequado para um profissional de relações públicas? Afinal, sendo o cara jornalista parece que ele está alí cobrindo alguma coisa, o que não é o caso. Na verdade o cara ali está servindo de interface (o que não tem muita lógica, já que como político ele deveria prestar contas diretamente ao eleitor, e não usar uma pessoa para isso) entre o político e a sociedade, logo não há trabalho jornalistico nenhum. Bem, talvez, é o que eu acho… Se um jornalista ou RP passar por aqui, fique a vontade para usar os comentários 😉

Aliás…

Segundo os textos do Nix, na Fraude, nerd é magro. Preconceito idiota baseado em filmes de Hollywood. Nerd é aquele que não só sabe que kilngon é apenas uma língua alienígena mas também sabe que ela foi criado por um linguísta (Marc Orkrand) e é considerada a melhor língua artificial, ganhando do Esperanto em termos de facilidade. Isso sim é ser nerd 😉

Boa!

Vi essa no Rastro Digital: Nerds mandam bem. Muito bem.

Nerds lêem. Nerds pesquisam. Nerds gastam 70% do salário em música. Nerds adquirem conhecimento. Não importa em que área, o que importa é que o vocabulário deles é ilimitado. Um “Você é a estrela mais brilhante do céu” certamente virá acompanhado de uma aula sobre o Sistema Solar onde você descobrirá que, na classificação de tamanho das estrelas, a Alfa é a estrela mais brilhante de uma constelação, e se o Centauro é a constelação mais perto do nosso sistema solar, você é a Alfa-Centauro brilhando no coração dele. Um bilhetinho com uma letra de música nunca, graças a deus, nunca vai ser uma letra cafona do Bryan Adams: ele sempre vai achar uma banda obscura, um cantor performático, ou vai te convencer de que aquela guitarra FALA, e é sobre amor. Ele pode inclusive escrever um conto em sua homenagem, fazer cartões feitos de disquetes obsoletos, realizar instalações artísticas em vídeo digital, criar uma conta no servidor dele pra você baixar o que quiser do HD dele, mas NUNCA, NUNCA, NUNCA vai demonstrar seu amor chamando aqueles carros com alto-falante e fogos de artifício. Nunca. Pense nisso.

Pior é que realmente eu gasto 70% do meu salário (isso é: o que sobra do aluguel e comida) em música e quadrinhos, e eu jamais, em hipótese nenhuma, contrataria um daqueles carros de som para fazer uma declaração de amor. Se é para fazer algo do gênero eu faria algo mais singelo, tipo contratar um tocador de gaita (gaiteiro não, tocador de gaita) para ficar tocando músicas do Chet Baker. Mas carro de som não.

Aliás…

Na verdade eu não deveria falar isso, já que é bem uma demonstração da minha solidão, mas enfim: o que ficou faltando nesse fim de semana foi alguém para ficar abraçado no escuro e ouvindo Mum bem baixinho… Bem que eu queria me apaixonar de novo.

Não falei que já ia sair mudando?

Estou ouvindo uma coletânea chamada Listen to the Planet – A musical journey around the world. Esse nome pomposo é só prá disfarçar, já que na verdade é uma coletânea de músicas de filmes, com direito a mais duas músicas barrocas no final. Tem verdadeiras preciosidades, como Merry Christmas, Mr. Lawrence, de Ryuchi Sakamoto, do filme de mesmo nome, Ay Manu Wata Ai, de Stewart Copeland para o filme Rapa Nui, e Tuesday Night in Memphis, do John Lurie para o filme Mystery Train. Sim, outras daquelas preciosidades que se acham em balaio… Mas o que eu quero falar é de The Host of Seraphim, do Dead Can Dance. Essa música aparece numa cena belíssima do filme Baraka, feita num lixão, mostrando pessoas ali naquele ambiente deplorável procurando comida. Estou ouvindo ela e fico pensando se não seria o caso de colocar ali na lista abaixo ela como sendo a música apropriada para o meu enterro, em vez de This Mortal Coil. Talvez não, pois é uma música que não trás consolo algum, ao contrário da voz da Liz Fraser, que acalanta… Mesmo assim, é uma belíssima canção para momentos tristes.