Nude as the news

Perto do meu apartamento não há outros prédios. O mais próximo está a meia quadra de distância. É o suficiente para que eu possa andar nú dentro de casa sem me importar se os vizinhos vão olhar algo. Sim, eu gosto de ficar nú dentro de casa. Na verdade a coisa é mais estranha ainda: nú usando meias, que só tiro para dormir, quando então boto uma cueca, já que não acho confortável dormir sem nada. Mas, enfim, não é isso que importa. O que importa é que láááá adiante há apartamentos, casas, onde moram prováveis bisbilhoteiros. Eu fico imaginando eles usando binóculos, olhando prá cá, e pensando coisas como \”Por que não é uma loira gostosa?\” ou \”Porque não é um magricelo gostoso?\”. Pensar isso é divertido, e tira toda a vontade de ir em lugares como a Colina do Sol. Afinal, que graça há em ficar nú e ser observado como uma coisa absolutamente normal, não provocando nem ao mesmo desapontamento?

Tira a mão do meu bolso, pô!

Caraca! Fui agora fazer a declaração do imposto de renda e me surpreendi: a restituição à qual eu tenho direito é menos da metade do ano passado! Ok, tive um pequeno aumento esse ano, mas nada assim tão fabuloso…

Putz! 😕

Walverdes de blog novo

Ontem a Walverdes botou o blog novo deles no ar. Coloquei lá o bom e confiável b2, de forma que agora eles não dependem mais de uma ferramenta de terceiros para hospedar os posts e os comentários, além de terem RSS (ainda vou postar no blog um comentário sobre como fãns podem fazer uso dele). E uma coisa que ainda vou fazer é colocar lá os arquivos do blog hospedado no Blogspot, de forma que não há perigo que o que já foi colocado antes se perca…

Sobre a violência e como ela nos afesta…

Está acontecendo uma coisa estranha aqui no meu blog… No dia 24 de fevereiro coloquei aqui um post sobre a morte do Gustavo Tiscoski Filpo e é interessante ver que amigos e parentes dele transformaram a área de comentários numa espécie de memorial. São declarações de tristeza, saudades, memórias… Não sei como tais pessoas acabam chegando aqui no meu blog e confesso que esse é um uso dos meus comentários que nunca imaginei, mas sinto-me honrado pelo meu espaço estar servindo para que essas pessoas expressem o que estão sentindo. Assim sendo, saudosos do Gustavo, fiquem à vontade.

Teclados e mouses reciclados

O Delmo, velho colega do curso de informática, me mandou hoje um email com imagens de objetos feitos com teclados e mouses velhos:


Muuuuuuito legal! Para quem quiser ver as outras imagens é só olhar aqui.

Ah! Claro! Se alguem souber se o autor dessas pequenas obras (Nihat Üstündag?) tem uma página por favor dê um toque 🙂

Prioridades

Já me decidi: não importa o que estiver acontecendo tanto em termos de shows como no meu trabalho, mas, no dia que a minha sobrinha nascer, eu quero estar em Taquara. Peço alguns dos dias de férias que o meu chefe está me devendo das férias do ano passado e fico por lá, pageando a cria. Me arrependo até hoje, nos primeiros dias de vida do meu sobrinho, ter ficado trabalhando feito um doido e ter perdido esses momentos.

A vida tem prioridades, e essa é uma das mais fortes.

Pequenos fracassos não são fracassos

Post longo repassando 4 dias da minha vida… Fazer o quê se deixo de atualizar por alguns dias esse blog? 😉 Mas, enfim, foi uma semana com alguns \”fracassos\” (ou desacertos, sei lá) que acabaram resultando em coisas interessantes.

O primeiro fracasso foi na quarta-feira. Fui no Café do Pé para a conversa sobre Foulcalt e lingua chinesa e a coisa acabou não saindo por falta de quórum. Além dos organizadores só estávamos eu e o Ralf Kayser. Resultado: fomos os quatro (mais o Rogério, artista plástico daqui de São Leopoldo, que chegou quando estávamos sainda do café) na pizzaria Dezz e ficamos lá conversando sobre de tudo um pouco. E quer saber: foi ótima a conversa! Valeu a pena a coisa toda e azar de quem não foi.

Meu segundo fracasso foi na quinta-feira: tinha combinado encontrar o Diego no bar do Podrão e fiquei me ensabando no trabalho e deu que eu cheguei tarde lá, quando ele já tinha desistido de esperar e ido embora (fiquei sabendo disso depois pelo ICQ). Sim, rateei com o meu amigo e me envergonho disso… Mas, o causo é que lá encontrei a Karenina, o Renato e o Ralf, e foram mais horas de papos jogados fora. O grande detalhe da noite foi quando eu, a Karenina e o Renato resolvemos tomar a saideira no Mac Bar. Estamos lá quando eu bem tranqüilo olho prá dentro do bar e vejo a insólita cena: uma garota (ok, nem tão garota assim, mas enfim) chega para um cara sentado e primeiro mostra o sutiã para ele, e, logo em seguida, mostra o conteúdo do sutiã. Sim, ela na maior calma abriu a blusa e tirou o seio prá fora do sutiã, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. O cara só deu uma olhada e não foi atrás dela quando ela foi no banheiro, mesmo ela lançando olhares de \”Vêm!\”. Lembro de uma vez que uma mulher resolveu fazer um strip no bar e tirou toda a roupa em cima de uma mesa, mas isso foi a muito tempo, com outros donos. Pensei que com os donos novos a coisa estava diferente. Pelo jeito a única coisa que mudou é que o bar não é mais 24 horas, que os malucos da cidade continuam batendo o cartão normalmente por lá.

Na sexta-feira teve o show da Not So Easy e da Winston no Tequila Pub. O meu \”fracasso\” da noite foi algo estranho: o Marcos pediu a minha ajuda e dos colegas apanhadorísticos para fazer a discotecagem, e no pedido colocou que seria interessante que o som colocado tivesse algo a ver com as bandas. Comecei bem até, tocando Fun People (banda que por sinal conhecia na mesma noite graças ao Gordinez), Tom Bloch, Walverdes, Autoramas, Queens of the stoned age, Iggy Pop e por aí vai. Só que tenho que ser sincero… O som que eu geralmente coloco tem mais a ver com rocktrônica e foi batata: logo meu repertório \”que tem a ver com as bandas\” (ou seja, hardcore alternativo e rock) foi pro saco e tive que apelar. Detalhe: a minha discotecagem deve ter durado quase 3 horas… Bem, enfim, ficou algo estranho, uma noite com três estilos de som. Houve quem dissesse que a discotecagem foi muito boa (Manu, querida, entre elas) e teve gente falando que estava palha. De fato, o troço não casou direito com as bandas e isso é uma coisa que eu tenho que evitar na próxima discotecagem. E quanto aos shows? Bem, o da Not So Easy eu perdi, já que a Camila não tava legal e eu fiquei dando uma força prá ela. Já o da Winston eu consegui assistir, e posso dizer que tava muito legal. O Marcos mandou bem na estréia dele no baixo e até gente que não gostava muito da banda achou o show muito bom.

Sábado o \”fracasso\” foi ter ido na imobiliária que faz administração aqui do condomínio pagar os atrasados e descobrir que o setor que cuida disso só funciona durante a semana. Sim, me senti um tolo total, e só não fiquei indignado de ter acordado cedo depois de uma noite inteira trabalhando/fazendo festa pelo fato de ter encontrado a Nay. Tomamos um sorvete e ficamos conversando sobre coisas que aconteceram na festa. Foi legal, bem legal. E depois fui almoçar no Vegetal do Oriente, o restaurante taiwandês perto daqui de casa (ao interessados, o endereço é Presidente Roosevelt, 1601 – só tem almoço, janta não), para chegar em casa, cair na cama e simplesmente apagar, só acordando lá pelas 19 horas. Se dormisse mais um pouco perigava não pegar o Big aberto, onde comprei os 2 quilos de alimentos não perecíveis para a festa da Unisinos FM. Mas tudo bem, consegui comprar a comida e depois fui lá no bar do Podrão, onde encontrei o Maurício, a Franzon, a Karenina, o Renato, o Ralf e mais um bando de gente legal.

Domingo acordei tarde e cheguei lá pelas 16 horas na festa da rádio. Pensei que ia chegar depois das bandas fraquinhas terem tocado, mas mesmo assim peguei aquela coisa chamada Canamaré… Ok, fazer o quê? Menos mal que encontrei a Renata e a Let lá e ficamos batendo um papo. O Marcos e o Pimenta logo apareceram e ficamos esperando o show da Autoramas começar. Olha: graaaaaande show! A banda é muito boa, com uma energia enorme. Aliás, durante o show aconteceu algo engraçado. Uma galera começou a pogar e eu fiquei parado no lugar, de braços cruzados, olhando o show. E era interessante que à minha frente foi se formando um espaço aberto, onde volta e meia passava um vulto. E eu ali, na boa, olhando o show. Foi quando alguém esbarrou em mim que me toquei que eu tava bem no meio da roda! O povo tava enlouquecido pulando um no outro e eu ali, bem tranqüilo no meio… Fiquei um pouco mais e só saí quando as figuras passaram a pular em mim também. O insólito foi o diálogo com uns guris que tavam olhando a coisa toda:
– Cara, volta pro meio!
– Mas eu tô olhando o show…
– Cara, volta! Tu ali no meio tá muito engraçado!
De fato, eu ali no meio daquele distúrbio todo, calmo, na minha, devia formar um quadro e tanto 😉 Mas, enfim, fui pro meio da galera na frente do palco e vi um dos melhores shows que eu já vi. E logo em seguida veio a Bidê ou Balde. Ok, você pode até achar o som dos caras meio fraquinho, mas tem que concordar: os caras sabem fazer um show. E eles mandaram muito bem, mesmo tendo que encarar a tarefa de fazer meio de campo entre Autoramas e Tequila Baby, botando um monte de punkzinho prá pular junto com eles. Se isso não é ser profissa eu não sei o que é. Aliás, outra coisa para se falar bem do BouB: eles cantaram a versão original do \”E porque não?\”. É engraçado pensar essa música, que é um ode à pedofilia incestuosa, tocando numa festa de uma rádio católica. Cara de pau pura. E se isso não é a tal da \”atitude rock\” eu não sei o que é… E quanto ao show da Tequila Baby? Ah, sei lá! Quem disse que eu fiquei para ver aquilo?

E é basicamente isso… O chato de ficar sem atualizar é que dá posts nesse tamanhinho, mas, enfim, fazer o que quando não se tá com vontade de escrever?

Programa da Márcia

A Karenina acabou de me mandar esse gif animado por email:

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Genial!

Mas genial mesmo é o que eu ouvi ontem (aliás vou falar com mais calma sobre ontem e anteontem, mas isso vai ser depois do trabalho…). O marido da Karenina, o Renato, me mostrou uma versão (na verdade um virundum) de Whisky A Go Go, do Roupa Nova, onde em vez de se cantar \”do you wanna dance\” era cantado \”e o holandês\”:

Eu pergunta \”E o holandês?\”
E te abraçava e o holandês
Lembrar você
E um sonho a mais não faz mal

Bah, e eu achando que amor a três era com o Stereo Total…