Assim tá complicado…

E eis que o UOL lançou o UOL Messenger a questão de alguns dias atrás, com o detalhe que ele está sendo lançado sob a licença CC-GNU GPL. Legal né? Pois é, seria muito legal se não fosse um pequeno fato: o arquivo com o código-fonte está corrompido :-P

E agora a pergunta: será que ninguém dos sites que anunciaram esse lançamento se deu ao trabalho de fazer o download e tentar descompactar os dois arquivos .zip que estão dentro do pacote uolmessenger-src.zip ? :-(

Update: pois é, renomeei os .zip para.rar (seguindo uma dica que saiu na LinuxBR) e daí sim consegui ter acesso aos fontes… :-P

3 Responses to “Assim tá complicado…”

  1. kadu Says:

    depois do uol k, pelo menos não passaram a ser apenas mais um messenger no mercado, esse diferencial do open-source fez toda a diferença… []’s

  2. marcos ludwig Says:

    Engraçado constatar que esse código do UOLMessenger (que é um trabalho derivado do GAIM, escrito em linguagem C) foi feito com o Microsoft Visual Studio 2003, usando as Microsoft Foundation Classes (a MFC, em linguagem C++, e que por razões óbvias não é código GPL).

    Ou seja:
    1. O código-fonte não é 100% GPL.
    2. Apesar do compilador C++ da Microsoft ser gratuito, para alterar as interfaces com o usuário feitas pela UOL tu precisa pagar por uma licença do MS VS 2003 (ou superior) — em outras palavras: o projeto é dependente de uma tecnologia proprietária.
    3. Isso demonstra que os desenvolvedores do UOLMessenger não estão com a mínima pretensão no momento de portar esse código para outros sistemas operacionais, como o Linux.

    ;)

  3. Felipe Sanches Says:

    marcus,
    quanto à sua observação sobre o software não ser livre, vou ter que discordar. Não é por que o código usa/linka com programas proprietários que ele deixa de ser livre. Existem “toneladas” de softwares livres que rodam em Windows . Existem muitos que são feitos usando o Visual Studio, e existem vários que utilizam componentes proprietários via API. E isto é permitido.
    Óbviamente é uma má conduta, pois o usuário perde liberdades, mas o software não deixa de ser livre.

    Além disso, lembre-se de que o próprio projeto GNU começou implementando suas ferramentas em cima do UNIX(proprietário). Tentemos então acabar com o radicalismo no discurso pró-software livre…

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