Viu? Pois é, passou…
E eis que teve mais uma edição do Fórum Internacional de Software Livre esse ano. Eu, da minha parte, não tive a mínima vontade de ir lá, tanto que só fui me antenar sexta-feira que estava tendo o evento. E olhando notícias como essa fica fácil de entender porquê:
Baguete: FISL - Quem quer ser Neo?
O fisl8.0 teve seu momento mais folclórico até agora nesta sexta-feira, 13, com a palestra “Free Software and The Matrix”, realizada por um dos fundadores da Free Software Fundation América Latina, Alexandre Oliva.
O engenheiro de compiladores Red Hat, que teve participação em diversos projetos ligados ao GNU, fez comentários sobre trechos do sucesso Matrix, relacionando a luta do protagonista, Neo, com o trabalho diário da comunidade do software livre.
“Se o software é livre, você é livre para fazer o que quiser. Quem quer ser Neo?”, questionou Oliva para a sala lotada de jovens programadores. O paulista acabou sua apresentação bastante aplaudido.
Por Deus… Os caras ainda levam Matrix a sério depois do segundo episódio da triologia ter passado nos cinemas! Não, assim não dá. Pode ter palestras boas lá, podem haver pessoas interessantes para conversar, mas esse oba-oba anti-establishment é dos mais chatos? Eu da minha parte não agüento ouvir as choradeiras de integrantes da Free Software Fundation (seja da matriz, seja a “da América Latina”) do tipo que o Linux não é chamado de GNU/Linux, que a Novell é uma traidora do movimento, esse tipo de coisa.
Não é por nada, mas a cada dia que passa a minha hipotética empresa de computadores dentro do programa “Computador Para Todos” se inclina mais para vender máquinas com o FreeBSD instalado.
Abril 16th, 2007 at 8:02 am
bah, nem é por nada, mas não ouvi nada acerca dessas duas reclamações eternas por lá… e se a FSF(LA) é que mais incomoda, eu mal e mal vi eles fazendo marketing por lá esse ano. aliás, isso de Linux vs. GNU/Linux é uma coisa que eu não ouço há anos (seja no fisl ou em qualquer outro lugar).
eu, de minha parte, fiquei até chateada de não poder ter ido nessa palestra do Alexandre Oliva: tu olha elas no programa e elas parecem bem sem pé-nem-cabeça, mas são sempre super divertidas. mas claro, não tem como saber disso só olhando uma reportagem do baguete sobre a palestra.
em todo caso, um amigo meu costuma dizer que “a gente vem no fisl é pra reencontrar os amigos”, e eu acho que se não valeu por todo o resto pra alguém, por isso valeu bastante.