Graves

Depois de uma noite em que eu não consegui dormir bem (sabe quando você tem um sonho com história e acorda no meio, e tenta desesperadamente voltar ao sonho? Pois é, eu consegui, só que daí acordava de novo e novamente voltava ao sonho, isso várias e várias vezes durante a noite… Ou seja: já acordei mentalmente cansado) e de uma manhã que foi um pequeno pesadelo, nada melhor que ouvir algo que massageie a mente com soluções criativas.

E eis que a Adriana me empresta o seguinte CD:

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Bass, Bass, Bass, Bass, Bass & Bass, da L\’Orchestre de Contrebasses, grupo francês formado por seis violoncelistas que além de tocar o cello de forma tradicional ainda usam eles como instrumento de percursão. Genial! Era tudo o que eu precisava para me levantar de novo! 🙂

E agora com licença que o trabalho me espera 😉

A fina linha vermelha

Ontem a noite foi um misto de alegria e tristeza. Alegria por ver tantos amigos, tantas pessoas legais reunidas lá no Putzel Beer em mais uma festa dO Apanhador, onde tivemos dois belos shows da Superphones e da Blanched (e a Blemish? Achei uma droga…). Mas por que a tristeza? Por causa do Cidade, vocalista da Viana Moog, que se acidentou feio de carro, junto com o cunhado dele. O Cidade está bem, em casa, com o rosto e a perna com alguns cortes, mas o cunhado chegou a falecer. Acho que eu não conhecia ele, mas fico estremamente triste pela Adriana, que é uma guria muito especial e que perdeu o irmão 🙁

Ó senhor Schindler? Porque você é cruel comigo e me deixa com o dia inteiro livre para pensar? Porquê?

Acabei de ler Contos de Bunker Hill, do John Fante. Já havia lido Pergunte ao pó e achado patético, e novamente continuo achando Fante e o seu Arturo Bandini patético. E mais uma vez sinto que metade do endeusamento que há em cima do que Fante escreve é em função da adoração que Bukowski nutria por ele. Na real Fante é perfeito para quem quer fazer o papel de infer, para quem quer fugir da responsabilidade de fazer coisas por conta própria, com a desculpa de que nunca dão espaço. Sabe essas pessoas que se irritam porque tem tempo sobrando, tempo que poderiam usar para pensar? Pois é…

Spam spam spam

Conversa agora ao meio-dia aqui no setor onde trabalho:

Charles: Putz! Que diabos! Agora o Paparazzo inventou de me mandar email. Eu não pedi para entrar no mailing-list deles e agora acabei de receber um!
Mônica: Ah Charles! Não precisa disfarçar…
Charles: Disfarçar o quê? O Paparazzo é para crianças.
Adriana: Para crianças? Eu fico imaginando o que você acha que não é para crianças então…
Charles: Bem, digamos que eu tenho que entrar nos sites com a opção de pop-up desabilitada.
Colegas: O_o !!!
Adriana: Por favor poupe-nos dos detalhes sórdidos…

Faz-me rir

Achei no site da Veja um teste que diz qual é a minha \”idade real\”. É realmente divertido ver que as perguntas são de múltipla escolha e que algumas opções são simplesmente absurdas. Exemplos:

  • na pergunta \”Quantos cigarros você fuma por dia?\” ou você nunca fumou ou parou de fumar ou fuma obrigatoriamente um maço de cigarro;
  • em \”Qual é o tamanho do veículo que você dirige?\” não há a opção \”Não dirijo\”: você dirige algo e deu prá bola;
  • em \”Quantos orgasmos você tem por ano?\” o humor está no fato de que para as mulheres as respostas possíveis são: \”Estou satisfeita com a quantidade e feliz com a qualidade\”, \”Estou satisfeita com a quantidade e a qualidade\” e \”Estou insatisfeita com a qualidade ou com a quantidade\”. Já os homens: \”Menos de 5 vezes\”, \”Entre 5 e 25 vezes\”, \”Entre 25 e 40 vezes\”, \”Entre 100 e 200 vezes\”, \”Entre 200 e 300 vezes\” e \”Mais de 300 vezes\”. Ué? Mulher não conta?

Mas a melhor de todas é a pergunta \”Você tem um relacionamento monogâmico de mais de 10 anos e seu parceiro é do sexo oposto?\” onde você responde sim ou não. Só. Não importa se você tem um relacionamento monogâmico de menos de 10 anos com alguém do sexo oposto: você está na mesma categoria de alguém que há 10 anos está vivendo com alguém do mesmo sexo. Assim sendo, qual é a lógica de uma pergunta dessas?