Não há violino

Hoje acordei com Björk na cabeça. Mais especificamente falando com The Next To The Last Song, música que fecha o filme \”Dancer in The Dark\” e que para mim é uma das músicas mais demolidoras que eu conheço:

Dear Gene, of course you are here
And now it\’s nothing to fear
Oooh, I should have known
Oooh, I was never alone

This isn\’t the last song
There is no violin
The choir is so quiet
And no one takes a spin
This is the next to last song
And that\’s all, all

Remember what I have said
Remember, wrap up the bread
Do this, do that, make your bed

This isn\’t the last song
There is no violin
The choir is quiet
And no one takes a spin
This is the next to last song

And that\’s all …

Deus, como eu gostaria de ter um porcento da voz da Björk, só para poder cantar essa música… Pensando bem, ainda bem que eu não tenho voz, senão meus colegas de trabalho me matavam.

Ponte da Memória

Pois é, às vezes eu paro e fico pensando o quanto fui feliz por ter nascido tarde, por ter vivido a minha infância sem perceber que coisas estranhas aconteciam e por ter vivido uma adolescência onde a grande preocupação era se a Fafá de Belém ia cantar em Balneário Camboriú e eu ia conseguir ver ela. Sim, eu fui num comício pelas Diretas Já e nem sabia o que estava acontecendo…

Fico estraordinariamente feliz, principalmente ao ver uma página como esta, que faz com que eu, meio que pendendo para o lado esquerdo da vida, respire aliviado por não ter vivido anos tão negros.

E o que me resta? Resta lutar do meu jeito para que o mundo seja um lugar melhor.

Chatos

Há coisa mais odiosa quando alguém liga para um local no horário do almoço e fica insistindo? Será que as pessoas não levam em consideração que as pessoas tem necessidades básicas como comer e descançar a cabeça depois da refeição? Para o meu azar eu trabalho do lado de um setor que fica recebendo ligações toda hora, onde se conversa o tempo todo. Não posso reclamar pois é o trabalho do pessoal, mas para um programador é como tentar meditar e alcançar o nirvana parado do lado de uma turbina de avião. Tinha um tempo que até atendia esses chamados, só para responder \”Não, fulano de tal não pode atender agora, está no horário de almoço\”. Se a pessoa insistia, pedindo para deixar um recado, eu abria o email, mandava o recado por ele e dizia prá pessoa: \”Ok, mandei um email para ela\”, email esse que a pessoa muito bem poderia ter mandado.

Hoje? Hoje estou deixando o telefone tocar. Afinal, se a pessoa sabe o telefone provavelmente sabe também o email. Que se habitue a usar essa ferramenta que é muito mais prática e silenciosa, oras…

Compromissos

Pois é, tinha combinado de ir com a Nay no Acampamento Intercontinental da Juventude, do Fórum Social Mundial, ver a Viana Moog e a Girlish, mas um amigo me pediu para eu dar uma força na homepage dele hoje de noite. Sim, eu vou deixar de sair com uma garota legal para fazer uma hp… Se isso não é ser nerd eu não sei o que é 😕 Assim sendo peço desculpas à Nay, já prometendo que isso não vai acontecer de novo da próxima vez que combinarmos algo.

Mas falando em Nay aí vão umas fotinhas que eu tirei dela no elevador, quando ela veio buscar um CD do Nick Cave aqui em casa. A Pencam é legalzinha, mas só para fotos diurnas…

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Fotos pegas de surpresa é o que há 😉

Matando insetos

Joel on Software – Acompanhamento de Bugs Indolor

O BASIC do TRS-80 Level-I só armazenava duas variáveis string, A$ e B$. Da mesma forma, eu também nasci com apenas dois slots para armazenar bugs no meu cérebro. Em qualquer momento, eu só consigo me lembrar de dois bugs. Se você me pedir para lembrar de três, um deles cairá no chão e será varrido para debaixo da cama junto com os montinhos de poeira, que irão engoli-lo.

Manter um banco de dados de bugs é uma das características imprescindíveis de qualquer boa equipe de software. Eu não canso de me espantar com a quantidade mínima de equipes que efetivamente fazem isto. Um dos fatos mais errados em que os programadores parecem consistentemente acreditar é que eles podem lembrar de todos os seus bugs, ou mantê-los em post-its.

Sabe aquela sensação quando você lê algo e a coisa parece que foi escrita especialmente para você? Pois é, foi isso que eu senti quando li essa dos bugs \”documentados\” em post-its. Sim, eu confesso: eu tenho esse hábito terrível. Mas como eu meti na cabeça que esse ano eu vou melhorar o meu ambiente de trabalho resolvi me mexer e fui atrás de um sistema para acompanhamento de bugs. E eis que eu achei um que me pareceu muito bom: phpBugTracker. A pretenção dele é ser um substituto para o Bugzilla, mas muito mais fácil de instalar e manter. Do pouco que já usei vi que ele supre as minhas necessidades atuais, de forma que fica aqui a dica 😉

CMS

Estou montando um site para/com um amigo e estou procurando uma ferramenta CMS. É incrível como eu não acho nada que se encaixe no que eu quero, que todas as ferramentas free à disposição trabalham com um conceito parecido com o de blogs. As excessões são coisas por demais geeks, que exigem que o usuário já tenha um certo conhecimento de informática, como o Drupal e o Typo3. São boas ferramentas? Até são, mas digamos que são canhões para matar passarinho. Eu fico impressionado como até hoje não apareceu uma ferramenta simples de publicação online, com workflow e templates diferenciados para edições. Se eu estava procurando mais um projeto para ficar me conçando acho que acabo de achar… (Quem dera! E cadê tempo com todos os outros projetos que eu já tenho?)

Alunos do Dorothea

A Ana Paula Hardt é gente que faz: Yahoo! Grupos : alunosdodorothea_80

Espaco criado para nós, ex-alunos da Escola Evangélica Dorothéa Schäfke na década de 80. Troca de idéias, comentários, opiniões, fotos e material gráfico, nostalgia e fofocas.

Eu confesso que uma vez tinha até pensado em fazer uma lista dessas… Porém, como eu fui o cara mais chato que passou por aquela escola em toda a sua história, achei que ninguém ia querer entrar na lista 🙂

Alguém aí?

Segunda-feira de noite estava falando com uns amigos sobre a música Alguém aí, do Ponto Chic, que fez um certo sucesso entre os \”alternativos\” em 2001 (chegou até a sair uma letra comentada na coluna do Lúcio Ribeiro – coisa mais deprimente…) e refletindo justamente dessa coisa de ser indie, de como isso era/é uma grande de uma bobagem (como sintetizou perfeitamente o Maurício: indie é qualquer um que discuta o que significa ser indie. para o resto do mundo isso não tem a menor importância.). Típico bate-papo sem compromisso, só para ir matando o tempo. Pois é, e depois de ver no Mofo Del-Rey algumas considerações sobre esse post da Chemical Sister mais do que nunca me deu vontade de ouvir de novo a música. Parece que ela continua atual (tirando uma que outra coisinha), e irônia é sempre uma coisa boa.

O problema… Não, não, a desgraça (já que a música é, mesmo que simples, realmente legal) é que não tem mais no site da Slag Records 🙁 Assim sendo: alguém aqui tem uma cópia de Alguém aí?

Update: abençoado seja o soulseek 😉