…, dor de cabeça, dor pelo corpo, cansaço. É, tô gripado.
Author Archives: Charles Pilger
Blogs blogs blogs
Estou vendo pela TV Unisinos o professor André Lemos falando sobre blogs. Sim, eu estou assistindo uma explicação teórica sobre weblogs, o que não deixa de ser um grande de um umbiguismo cibernético. E quer saber? Percebe-se que ele lê muito o que blogueiros falam sobre si mesmo e que não tem um blog de caráter pessoal. Se tem não divulga 😉 Mas, enfim, quem sou eu prá apitar. O fato é que ele está correto em dizer que blogs são banais, e que é justamente isso que é legal neles. De qualquer maneira fica o registro: num evento acadêmico foram citados o Arredores (para ilustrar a idéia de vizinhança) e a Lia Caldas (sobre o ato de \”blogar\”).
Update: o André Lemos durante as perguntas divulgou o endereço do blog dele… Bem que eu estava achando estranho 🙂 Ah, claro! É um blog focado em cibercultura 😉
R.E.M.ix
R.E.M.ix, para quem gosta de R.E.M. e não torce o nariz para remixes.
Sinceridade?
Prefiro mil vezes que saia algo sobre o Blogtchê, o Porto Livre ou o Projeto RSSficado do que sobre mim. Sério.
Almost famous
Que coisa. Saí na lista de sugestões de blogs dessa semana do Gravatá, lá nO Globo Online. Aliás, o Globo publicou uma matéria enorme sobre blogs, onde está escrito:
Uma das vantagens principais do blog é ser território livre, onde se escreve (e publica) o que se quer. E, felizmente, a idéia de que eles são “diários na rede” já está sendo ultrapassada. Diferente dos diários de papel, a maior parte dos blogs é escrita para informar e não apenas como forma de desabafo pessoal.
Eu só queria saber de onde tiraram a idéia de que um diário só serve para desabafar. O bom dos diários é recordar, e blogs podem muito bem ser crônicas de uma vida que vai se levando. Se a pessoa usa um diário só pra desabafar o problema está na pessoa, não no diário.
Mas, enfim, o fato é que tô saindo na Zero Hora, tô saindo nO Globo… Tudo Rede Globo 🙂 Acho que se eu ainda estivesse no PT os caras me expulsavam :))
They shoot horses, dont\’t they?
Hoje fiz algo que a muito tempo não fazia: li de uma sentada só um livro. No caso Mas não se mata cavalo?, de Horace McCoy, que já rendeu até filme (A Noite Dos Desesperados, do Sydney Pollack com a Jane Fonda). Ok, o livro é curto, só 153 páginas, mas é uma paulada. Sinta só a abertura:
– Levante-se o réu.Levantei-me. Por um momento tornei a ver Glória sentada naquele banco lá no trapiche. A bala lhe entrara bem no lado do crânio; o sangue nem sequer começara a escorrer. O clarão do tiro ainda lhe iluminava o rosto. Tudo me parecia claro como o dia. Lá estava ela num absoluto repouso, no mais completo bem-estar. Ao golpe da bala a cabeça lhe caíra um pouco para o lado oposto ao em que eu estava; eu não tinha uma visão completa de seu perfil, mas podia ver de seu rosto e de seus lábios o suficiente para saber que ela estava sorrindo. O promotor público estava enganado quando disse ao júri que ela morrera em agonia, sem amigos, sem outra companhia senão a de seu brutal assassino, ali, naquela noite negra, à beira do Pacífico. Ele estava enganado, tanto quanto um ser humano pode estar. Ela não morreu em agonia. Estava em repouso, numa grande felicidade, e sorria… Foi a primeira vez que a vi sorrir. Como podia estar em agonia? Além disso, ela tinha amigos, sim.
Eu era o seu melhor amigo. O seu único amigo. Ninguém pode dizer que ela não tinha amigos.
O livro é de 1935, e a tradução de Érico Veríssimo. Se você encontrar por aí não se furte de ler essa pequena pérola.
Apanhador
Pois vai ter festa dO Apanhador sexta-feira que vem, lá no BR 3. Essa festa é especial por dois motivos: uma que é o aniversário do Marcos, gente fina prá caramba e que é um dos editores. O outro motivo é que vai sair um artigo meu na zine sobre Nick Cave. Depois, quando colocarem uma cópia do zine na rede, eu boto o link aqui 😉
Homem Aranha
Só para matar a curiosidade fui ver o Homem Aranha. O filme é bom, quase fiel aos quadrinhos, e se não fosse por um detalhe eu acharia uma adaptação tão boa quanto X-Men ou Super Homem. Qual é o detalhe? É que o Peter Paker é um tremendo de um babaca!!! De todos os heróis existentes ele só consegue perder pro Surfista Prateado em termos de encheção de saco! Só numa coisa ele é insuperável: é o herói mais pé-frio de todos os tempos. Todos que chegam perto dele acabam se estrepando. E nisso o filme foi fiel. Só não foi 100% porque daí não tinha beijo da mocinha no final, mas daí é pedir demais prá Hollywood.
Ou seja: se você gosta do Aranha, das \”indagações filosóficas\” dele sobre responsabilidade e dos constantes arrependimentos acerca do que ele deixou de fazer na hora certa, vá em frente. É um bom espetáculo, muito bem feito, com belos efeitos especiais e algumas sacadas ótimas (tipo trocar uma aranha radiotiva por uma genéticamente manipulada). Eu da minha parte vou evitar ver algum reprise.
Mais filmes
Comprei mais dois filmes a 3,99: Vidas sem rumo, do Coppola, e A menina do outro lado da rua, com a Jodie Foster. Dois pequenos clássicos sobre jovens solitários com adultos que quando chegam perto é só para oprimir. Stay gold Pony Boy, stay gold.
Caderno Donna
Diário também é coisa de homem, é o que diz o caderno Donna, da Zero Hora de hoje. E lá estou eu, sendo citado, com um trecho transcrito. O que eu achei da matéria? Legal, bem legal. Nada de sencionalismo do tipo \”blogueiros são exibicionistas\”. Tanto que nem foram colocados os links para os blogs citados (o meu e o do Douglas Backes) o que achei muito legal, ao contrário do Douglas 😉
Mas o fato é que eu não consigo entender todo esse hype em cima dos blogs. São legais? Sim, são, mas tem gente que coloca eles como sendo revolucionários, como coisas que vão mudar a face do jornalismo mundial, e por aí vai. Tem gente que está usando a ferramenta blog para agitar as coisas por aí? Sim, tem, mas tem muita gente que usa blogs para uma coisa mais singela que é ter um espaço para lembrar, para contar pequenas novidades, para deixar um registro mínimo de sua passagem por esse planeta enorme. E realmente gostei do artigo pois valorizou justamente isso. Valeu Camila!
Update: Saiu na matéria que eu sou analista de sistemas. Na verdade eu sou formado em análise de sistemas, mas na minha carteira profissional tá webmaster, apesar de ser programador. Eu da minha parte prefiro dizer que sou desenvolvedor web, mas isso é uma coisa que a minha mãe não entende o que é. Aliás, pensando bem, minha mãe deve ser como o Uncle Ben, que fica dizendo que hoje em dia até sistemas de computador precisam de analistas…