Almoço com Larry

Paguei mico prá Márcia… Estávamos no restaurante daqui do centro de eventos da Puc, indo sentar, quando olhamos pro lado e vemos um cidadão bigodudo olhando para os lugares vagos na nossa mesa. O detalhe que não estavam vagos, mas sim havia uns dois caras que iriam ocupá-los. Resultado: fiquei todo nervoso, sem saber direito o que fazer, olhando pros lados procurando um lugar, até que a Márcia me tirou do nervosismo, dizendo calmamente para pedir uma cadeira pro pessoal da mesa ao lado.

Bem, o que eu posso dizer é que apesar de não termos conversado muito, até porque o meu inglês é para lá de fraco, Larry Wall é um cara muito legal. Ainda bem que tava o Xiru, de Caxias do Sul, ali junto na mesa, e ele puxava mais assunto. Assim falamos sobre churrasco, guaraná e o fato de que japonês é muito, mas muito difícil 😉 Só num evento desses para acontecer uma coisa dessas…

Figurinhas

Jon \”Maddog\” Hal é uma figura, legítimo Unix Wizard naquele barbão dele. Já o Larry Wall parece ser um sujeito prá lá de apressado, sempre.

Coisa gozada ver \”grandes nomes\” do software livre zanzando prá cá e prá lá… Isso não aconteceu com o Richard Stallman na primeira edição do evento. Nesse ponto o fato do fórum ser na PUC ajudou, já que no salão de atos da UFRGS era cheio de túneis de acesso, de forma que os \”grandes\” passeavam longe dos olhos dos meros mortais.

Porto Livre

Esse foi o ano que mais encontrei colegas do Porto Livre no fórum. Conversa vai conversa vem chegamos à conclusão que somos uma ótima lista de discussão, contudo um péssimo grupo de usuários 😛 A idéia é colocar para a lista o que foi a não participação do grupo no fórum e questionar para onde afinal a gente quer ir…

FISL 2002 – Primeiro dia

Primeiro dia do Fórum Internacional de Software Livre 2002. Depois da abertura com as \”otoridades\”, onde não ouvi o caro governador Olívio Dutra chamando o código fonte de código força como ele fez em anos anteriores, fui ver a sessão livre UNIVATES: Uma fábrica universitária de Software Livre. Olha, é de ficar arrepiado vendo o que os caras lá estão fazendo… Simplesmente eles estão mostrando que equipes enxutas podem desenvolver software de qualidade dentro de um esquema colaborativo. E que produção: além do GNUteca e do Sagu, agora eles estão com o Miolo, o Agata Report e o Pila, isse sem falar do projeto Código Livre, que tem apoio da Free Software Foundation, um portal de projetos de software livre (já há 205 projetos registrados). A linguagem que a Univates está usando para desenvolvimento de seus projetos é o PHP (para projetos não web eles usam o PHP-GTK). Quando questionei do porque da adoção do PHP, e não do Java, o pessoal colocou que a maior vantagem de um em relação ao outro é que os desenvolvedores da universidade fazem parte da PHP.net, ou seja, não se fica na dependência da vontade de uma empresa no que diz respeito à ferramenta de desenvolvimento, podem interferir no desenvolvimento dela conforme for necessário. Achei isso uma boa idéia.

De tarde assisti à sessão livre E o FUST, vem ou não vem para as escolas?, onde foi colocado a quantas andas o projeto de universilização do acesso à Internet no Brasil. Foi a primeira palestra onde eu vi que o pessoal falando o nome Microsoft sem nenhum pudor, xingando até não poder mais o lobby que a empresa está fazendo junto ao MEC para que o PC Popular seja entregue às escolas sem dual-boot, isto é, apenas com Windows. Todos os palestrantes estavam indignados, e com razão, se levarmos em conta as histórias que eles contaram: desrespeito a leis já aprovadas, propaganda negativa junto aos diretores de escolas e professores no que diz respeito ao Linux, etc, etc, etc… Some a isso o apagão, a mudança de enfoque feito pelas empresas fabricantes de computador (\”popularizar\” o computador via isenção de impostos) e a falta de apoio político (software livre não é considerado estratégico, e o maior exemplo é o fato do IR poder ser declarado usando apenas Windows) e compreende-se porque o projeto não sai. Contudo o pessoal diz que há um lado bom nesse auê todo, que é a popularização do nome Linux.

De tarde ainda vi o workshop Desenvolvimento de uma intranet com software livre, onde o pessoal da UCPel desenvolveu a intranet deles em PHP. Status atual: inicial, apesar de já ter um monte de coisa pronto. E que o projeto em si vai passar por uma reestruturação, onde há a intenção de liberar um sistema para o público externo nos mesmo moldes que os projetos desenvolvidos pela Univates. Aliás, conversando pelos corredores, deu para perceber que a Univates está se tornando referência em termos de uso de software livre no meio acadêmico brasileiro…

Já de noite assisti ao tutorial Orientação a Objetos: dos conceitos básicos à análise, usando ferramentas livres, ministrada pelo Alessandro Binhara, da OpenSystem. Ok, tirando as três primeiras lâminas, onde o Binhara mostrou que não sabe o que é programação estruturada (pô Binhara, desde quando código estruturado tem goto? 😉 ), o tutorial foi muito bom. Sem dúvida foi a melhor explicação que eu já vi sobre o que é OO. Exemplos muito bem escolhidos, com uma abordagem que mostrava perfeitamente cada conceito, além de mostrar como desenvolver com ferramentas livres. Foi uma palestra que realmente valeu a pena, apesar de achar que programar usando vi é exagerar um pouco… 😉

E para encerrar o dia fui assistir ao Fernando Roxo, da Conectiva, falando sobre Software Livre: um novo modelo de negócios, onde pelas lâminas sobre TCO se percebe perfeitamente a forma que a Conectiva encontrou para se manter: suporte e treinamento. E pode-se dizer que eles cobram bem pelo treinamento… De qualquer maneira, para quem é empresário a palestra foi muito boa, desmistificando algumas coisas que falam por aí sobre o software livre. Um detalhe muito interessante que foi passado é que quase todos os bancos brasileiros hoje estão trabalhando com software livre. E como o próprio Roxo lembrou, quem gosta mais de ganhar e menos de perder dinheiro que banco? Assim sendo, se alguém tem dúvidas se SL é viável ou não é melhor parar para pensar…

Apavorante

Professor que parou chacina na Alemanha diz que não é herói

\”Ele encostou uma pistola em meu peito. De repente, arrancou a máscara. Seus cabelos estavam suados, grudados à cabeça. Eu o reconheci. Falei: Robert, era você quem estava atirando? Lentamente, ele fez que sim com a cabeça. Puxei meu suéter e disse a ele: Vá em frente, atire em mim, mas me olhe nos olhos!. Ele falou: Herr Heise, já chega por hoje, e pôs a pistola no chão.\” Ele falava com Robert Steinhaueser, que tinha sido reprovado no Abitur no ano passado e não pudera refazer o exame este ano porque tinha sido expulso da escola em fevereiro, depois de falsificar um bilhete justificando uma falta.

\”Falei para ele: Vamos conversar sobre isso. Ele disse: Sim, Herr Heiser. Abri a porta, disse por favor, convidando-o com um gesto educado a entrar, e aí o empurrei para dentro. Devo ter empurrado forte, porque ele tropeçou. Então bati a porta atrás dele e a tranquei. Corri para a sala da direção.\”

Vá em frente, atire em mim, mas me olhe nos olhos!ele pode não se achar herói, mas que é corajoso é… Só para lembrar, esse maluco matou 16 pessoas antes de se matar.

Cada uma

Show da Sorrowful Dream. Música \”gótica\”, com quase todos no público de preto, e eu de camiseta vermelha e com a jaqueta jeans velha de guerra levemente deslocado. Logo ali tem um casal se beijando. Desconheço os dois, e eles são muito bonitos. Fico olhando na direção deles e vejo que a guria está olhando prá mim. Penso: \”Ela não gostou que eu estou olhando\” e desvio o olhar. Passa um tempinho e olho de novo. Eles continuam se beijando, e ela continua olhando prá mim. Olho pros lados para ter certeza se está olhando mesmo para mim, não para outra pessoa, e parece que está. Só para testar dou um tchauzinho com a mão. Ela responde, e continua beijando o cara e olhando prá mim. Na saída do show o casal passa por mim e os dois(?!?) me dão tchau.

Até daria para entender se eu fosse o David Bowie e estivesse acompanhado da Catherine Deneuve, mas definitivamente este não era o caso.

Meus ouvidos zunem…

Acabo de chegar do BR 3. Meus ouvidos estão zunindo com a barulheira que o pessoal da
Not So Easy fez. Sabe power trio? Pois é, é um, e dos bons, que faz um barulho infernal com música da boa. Muito bala.

E bala também é a Jana, do #rs-rock, que conheci hoje de noite, num daqueles legítimos esquemas \”esse mundo é pequeno…\”. Poderia entrar em detalhes, mas o post ia ficar muito longo e já são 5 horas da matina.

Nothing\’s gonna change my world



[ Rufus Wainwright ]

Across The Universe
The Beatles (Lennon/McCartney)

Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither while they pass, they slip away across the universe
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my open mind,
Possessing and caressing me.
Jai guru de va om
Nothing\’s gonna change my world,
Nothing\’s gonna change my world.

Images of broken light which dance before me like a million eyes,
That call me on and on across the universe,
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box they
Tumble blindly as they make their way
Across the universe
Jai guru de va om
Nothing\’s gonna change my world,
Nothing\’s gonna change my world.

Sounds of laughter shades of earth are ringing
Through my open views inviting and inciting me
Limitless undying love which shines around me like a
Million suns, it calls me on and on
Across the universe
Jai guru de va om
Nothing\’s gonna change my world,
Nothing\’s gonna change my world.

[ Laibach ]