Estou organizando (é o termo que se usa, se bem que a coisa não está tão bem organizada assim hehehe) um encontro de usuários de software livre. Esse encontro também vai marcar a inauguração do GU Porto Livre, que é uma reestruturação do GU LinuxPOA. Afinal, software livre é um conceito que vai além do Linux, podendo ser aplicado em qualquer plataforma (tanto que há versões excelentes do Gimp, do Apache, além de outros software livres para Windows. Acrescente aí na lista o FreeBSD, o OpenBSD, entre outros sistemas operacionais, e então se verá que a coisa pode ir longe), e o nome LinuxPOA estava restringindo o grupo. Assim sendo, duplo motivo para se fazer festa. Interessados em participar podem pegar mais detalhes na TchêLinux ou no Projeto Software Livre RS.

E a Camila colocou um texto ótimo lá no milAMORis, falando sobre os problemas que afligem o Desembucha. Concordo plenamente com ela: aquele servidor está instável demais 🙁

A Márcia, minha querida namorada, me deu um livro: Guia do Solteiro – Como fazer de sua casa um confortável chiqueiro, de P.J.O‚Rourke. Está cheio de dicas bem legais para administrar o lar, tais como essa:

Toda cozinha deve ter uma lavadora de pratos. De preferência bem bonitinha, usando apenas um avental e nada mais. Na falta de uma, existe uma abordagem minimalista para se evitar pratos: usar pauzinhos chineses e a mão em concha. É meio complicado com ovos fritos. E há também uma abordagem minimalista inventada pelo roteirista da costa leste Bill Martin. Bill compra pratos em caixa nas lojas de 1,99. Depois das refeições ele põe os pratos na pia e abre a torneira até qua a água os cubra. Ele esvazia então uma dúzia de caixas de gelatina na água (o sabor favorito de Bill é limão). Quando a próxima carga de pratos está suja, ele repete o procedimento com outra camada de gelatina cobrindo os pratos e copos. Finalmente, quando a pia está cheia, Bill põe dois cabos de panelas grandes na última camada de gelatina. Isso permite criar um par de puxadores para que ele possa retirar toda a massa solidificada da pia, enterrá-la no quintal e sair para comprar mais pratos.

Mamãezinha dos céus, como é que eu nunca tive uma idéia genial dessas antes! Vou amanhã mesmo comprar um monte de gelatina e de pratos e talheres de plástico. O único problema vai ser achar um quintal para enterrar a coisa. É o que dá morar em apartamento… Já sei! A solução é óbvia: vou jogar pela sacada e pronto! Ah, problema resolvido!

E outro livro que estou lendo é o Vocabulário de Música Pop, de Roy Shuker. E lá no termo art rock temos que:

Apesar das muitas diferenças entre as bandas que podem ser incluídas no eclético campo da art rock, “todas tem em comum o compromisso de apresentar transições abruptas e inesperadas de tom. Às vezes, o artifício estava entre os tempos, algumas vezes entre os níveis de volume, outras entre o conjunto de estilos musicais. O efeito, de qualquer maneira, era violento, dilacerador e tenso” (Rockwell:1992;p.494). A art rock caracteriza-se: 1) pelo uso de rubricas musicais obscuras e mutáveis; 2) por não ser orientada para a dança; e 3) por apresentar uma certa obscuridade, particularmente nas letras. (…) A essas características pode-se acrescentar a ênfase ao solo de guitarra, ao uso de sintetizadores, à preferência por músicas longas (por mais de 20 minutos) e à importância das técnicas performáticas derivadas do teatro.

Ok, essa é a definição que se deu ao termo. Segue-se ainda alguns comentários negativos que os críticos de música erudita fazem (“pastiche de música clássica”, “superaniquilação brutalmente sintetizada”, etc) e como é comum em cada verbete a lista “Escutar”, onde estão:

  • Yes, The Yes Album, Atlantic, 1971
  • Procul Harum, “A Whiter Shade of Pale”, em The Best of Procul Harum, A&M, 1972
  • Pink Floy, Dark Side of the Moon, Harvest, 1973
  • Emerson, Lake & Palmer, The Besto of ELP, Atlantic, 1980
  • Radiohead, Ok Computer, Capitol, 1997

Hein? Radiohead? No meio desse monte de dinossauro? Com um disco cuja música mais longa tem 6m23s (Paranoid Android), que é um nada diante de 20 minutos ou mais das coisas citadas acima? O qué que é isso, Lombardi?

E para aqueles que como eu adoram música, aí vão dois sites que são uma beleza: Listen e GetMusic. Ambos oferecem videoclips via streamming nos mesmos moldes da Usina do Som. É simplesmente sensacional poder olhar quando quiser o Teardrop, do Massive Attack ou Cites and Dust, da Siouxsie & The Banshes, entre outras pérolas. Maravilha! 🙂 Assim como é uma maravilha descobrir o nome de uma música que se gosta mas que nunca conseguia se pegar o nome direito, seja dela, seja da banda. No caso: Ballad of Peter Pumpkinghead, do XTC. par aquem não conhece vale a pena conferir: Muuuuito legal!

E falando em coisas legais, do M a N i F e S t O retirei uma dica e tanto, que é ::: presstube + pitaru = insertsilence :::. É realmente de olhar e se deliciar…

Com certeza o Brasil deve ter batido um record: hoje finalmente foi aprovado o novo Código Civil Brasileiro, depois de 26 anos de discussão. Agora é só esperar mais dois anos para ele entrar em vigor. Mas o que são 2 anos diante de 26? Um nada…

O jornal Valor Econômico pediu pro pessoal da W/Brasil fazer um anúncio qualquer. Saiu essa obra-prima: Tem gente achando que você é analfabeto, e você nem desconfia. Aliás, muito legal da parte do Dênis, da Concatenum, transcrever o texto e disponibilizá-lo na rede. É o tipo de iniciativa voluntária que está se perdendo na rede.

E via ICQ recebo do Jorge Rocha uma dica de revista eletrônica bem legal: Rizoma. Timothy Leary, net ativismo, psicodelia no Brasil, o UiVo de Allen Ginsberg e muito mais. Vale a pena dar uma olhada 🙂

Maravilhas da Internet: o novo álbum da Bjork, Vespertine, nem foi lançado ainda e já estou ouvindo todas as músicas. Está bom, mas muito bom mesmo! Dá até para a gente perdoar o fato dela sair vestida com um pato e sair colocando ovos por aí. A estréia mundial é agora dia 28 de agosto. Espero que não demore muito tempo pro CD ser lançado aqui no Brasil (e se vier com as músicas extras melhor) para não precisar importar a dita.

A sua noite está monótona? Nào tem nada para fazer? Pois bem, preste atenção que o titio Charles vai dar uma dica para passar o seu tempo: Primeiro, pegue um pacote de Creme de Cebola, da Knor. Depois, seguindo à risca a receita, despeje o conteúdo do envelope em 1 litro de água fria ou leite. Para o efeito desejado eu recomendo leite. Mexa devagar até levantar fervura. Cozinhe em fogo brando (ou seja, coloque em fogo baixo, assim como eu fiz), com a panela parcialmente tampada, por 3 minutos. Se você tiver a mesma sorte que eu nem precisa esperar tanto tempo: em 1 minuto já tava feita a meleca, com creme de cebola transbordando pelas bordas da panela. A sorte é que eu fiquei do lado do fogão, cuidando, e apaguei logo que começou a sair creme por tudo que é canto. Mas mesmo assim, a sujeira já foi suficiente para passar o tempo…

E o Luciano “London Burning” Vianna tropeçou e disse num email de divulgação que o Bebeco Garcia era do TNT. Bem, na verdade o Bebeco era do Garotos da Rua e o TNT tinha a seguinte formação:

Charles Master: Baixo e Vocal
Márcio Petracco: Guitarra e Backing
Luís Henrique Tchê Gomes: Guitarra e Vocal
Felipe Jotz: Bateria

Ainda participaram do TNT: Flávio Basso (conhecido hoje como Jupiter Apple) e Ney Van Sória.

A confusão deve ter surgido do fato do Bebeco Garcia, como se pode ver na
página dele, ter regravado no novo disco a música Tô de saco cheio com a participação do Charles Master. Bem, independente de ser do TNT ou não, de ser do Garotos da Rua ou não, o fato é que é legal lembrar essas duas bandas, ainda mais se levarmos em conta o quanto elas eram ruins 🙂 Dessa tropa toda o único que se salva é o Márcio Petracco, que hoje está no Cowboys Espirituais. O resto Deus me livre e guarde!

Aliás, falando em bandas de rock ruins, é sempre muito engraçado em dar uma olhada na ZeroZen. Simplesmente é jogado pedra em tudo! Não sei quantas pessoas colocam a mão no desenvolvimento dessa página, mas o fato é que quase todos os artigos são assinados por um tal de J. Tavares, que deve rezar todo santo dia para ser o Andre Forastieri dessa geração. Bem, se o cara um dia se cansar e resolver abrir uma Editora Conrad da vida a gente agradece.

O roquenrou está com uma promoção bem legal: você indica 5 das melhores músicas do rock nacional e concorre a um CD com uma compilação das 10 mais votadas. A minha lista foi:

  • Panis et Circences – Mutantes
  • Geração Coca-Cola – Legião Urbana
  • Todo camburão tem um pouco de navio negreiro – O Rappa
  • Rotomusic de Liquidificapum – Pato Fu
  • Amigo Punk – Graforréia Xilarmônica

Claro que esses critérios são prá lá de subjetivos. Por exemplo, Amigo Punk é tão sensacional assim? Eu acho que é: é uma piada muito bem contada, tão bem contada que dá gosto ouvir várias vezes, ao contrário de outros representantes do rock besteirol (outro que merece destaque como um bom rock besteirol é o 1406, dos Mamonas Assassinas). O Rappa também é questionável, mas é que eu realmente gosto dessa música 🙂 Assim como gosto do Rotomusic, uma das coisas mais criativas que apareceu no rock brasileiro. O chato é que poder colocar só 5 é que é cruel. Assim não dá espaço pro Chico Science, pro Lobão, pro Fellini, pro Secos e Molhados, prá Plebe Rude, enfim, prá todo mundo que fez e faz rock de primeira nesse Brasilzão…

Segunda-feira de manhã e recebo email do pessoal do Caio Cesar, do todosnoz, dizendo que estou devendo um real por ter sido acrescentado na relação de blogs deles. Se não pagar, eles mandam um jagunço para cobrar pessoalmente. Bem, é por essas e outros que concordo com o Garfield: Odeio Segundas-Feiras! Mas que os cabras me mandem o jagunço, que boto o vivente prá correr a golpe de facão, oras bolas! :))) Aliás, levando em conta que acabo de citar ele no meu blog, o que é um pouco mais caro do que simplesmente colocar numa lista, acho que agora é ele quem está me devendo!

E na coluna de sexta-feira (e que só vi hoje) do LFV na Zero Hora saiu essa pérola sobre o Jorge Amado:

Gosto de uma história que contou o pintor Calasans Neto, amigo do Jorge. A mãe do escritor comentou numa roda que, graças a Deus, seu filho nunca se envolvera em política. Depois de um instante de espanto silencioso, alguém disse: “Mas, dona Eulália, o Jorge goi deputado constituinte pelo Partido Comunista!” E dona Eulália: “Ah, um partidinho de nada…”

Hmmm… será que o PC era o Partidão devido ao complexo de inferioridade?

E tem alguém aqui que não sabe preparar Miojo?

Sem saber que música procurar nos servidores opennap da vida? Aí vai uma dica: Front Line Assembly (featuring Kristy from Delerium) – Justify My Love. Sim, Justify My Love, da Madonna, numa versão linda. Pena que nem todas as versões são tão boas quanto esta. Outro exemplo de versão que é tão boa (ou melhor) que a música original? Across the Universe, com o Laibach, no disco Let It Be, de 1988. Sim, eles regravaram TODO o Let It Be. Porém, não espere muita coisa. De todas, só Across the Universe vale o disco. Só para ter uma idéia, pense num coral infantil cantando a capela essa música. É a versão que a Fionna Apple queria ter feito e não conseguiu. Outra versão arrasadora? Bem, qualquer uma feita pelo Cowboys Junkies, principalmente se a música for do Velvet Underground.

E hoje teve comemoração dos dias dos pais no apartamento da minha irmã. Dei um vinho do porto pro meu pai e o meu sobrinho perguntou se tinha um presente prá ele. Malandro o guri, e isso que ele ainda nem tem três anos 🙂 Meu cunhado fez o churrasco, e até a minha mãe participou a distância (ela está em Santa Catarina, dando uma mão para a minha prima Cristina, que está com problemas de saúde) telefonando. Infelizmente a Márcia não pode ficar muito tempo, já que tinha que fazer trabalho pro pós dela com dois colegas… Enfim, domingão.

E o Rafael Spoladore manda recado dizendo que também leu o Só por prazer e que a leitura realmente vale a pena. Inclusive, quem der uma olhada nos arquivos dele vai ver alguns posts bem interessantes sobre software livre. Vale a pena dar uma olhada.

Minha “sogra” está no hospital. Não, nada sério, felizmente. Só uma inflamação virótica em um nervo, o que faz com que ela tenha fortes dores na cabeça, mas é coisa que mais um ou dois dias passa. O problema todo é a dor, o que a está obrigando a tomar analgésicos extremamente fortes, por isso a hospitalização. Felizmente mais uns dias e vai voltar para casa. Quando se pensa que poderia ser um problema bem mais sério, daqueles que obrigam uma pessoa a ficar um tempo enorme no hospital, tomando remédios que produzem efeitos colaterais de longo prazo, se vê que o problema que ela tem não é tão sério assim… Isso é bom 🙂

E bom é ver que eu me mexi e fui às compras hoje: além de um presente para o meu pai, comprei duas calças jeans para mim. Confesso: odeio comprar roupas, ficar provando, tendo que escolher o que é melhor. Odeio ainda mais quando entro numa loja e o vendedor chega perto e pergunta o que eu desejo. Dá vontade de responder: “Sair correndo daqui!” E assim faço justamente isso: compro sempre na corrida, o que invariavelmente gera comentários do tipo “Não tinha coisa melhor?” ou “Você realmente não sabe se vestir!” por parte da minha mãe. Assim, vou levando até o ponto em que não dá mais para escapar das compras. Como consegui rasgar o bolso de uma das minhas calças que eu tenho, acabei ficando só com duas calças decentes à disposição. Como vocês podem perceber, para ter um conjunto tão pequeno de opções eu realmente não gosto de sair para comprar roupas… Mas fui hoje às compras. Duas calças novas no armário. Aleluia!

E outra coisa boa? Lavar louça numa pia com água que sai quente da torneira. 🙂 Se o meu apartamento não fosse alugado instalava um aquecedor lá.