Foxy Ladies

Fotografia erótica na rede é uma coisa complicada. Creio eu que é por culpa dos sites pornôs, que nivelaram por baixo a coisa. Pare e pense: dá para comparar uma baixaria qualquer com o trabalho de um Petter Hegre? Não, é óbvio que não dá. O que temos aqui é arte, legítima arte. Você vê aquilo e o que sente vai além da excitação passageira, da satisfação de uma necessidade animal de ser voyeur. Transcendência, eis uma das características da boa foto erótica.

E como eu estava falando fotografia erótica na rede é complicado. Os custos de manter um site desses geralmente são altos, seja pela largura de banda, seja porque são poucos os provedores que botam um site no ar na boa, sem ficar enchendo o saco (culpa do maldito moralismo americano, que prefere um filme onde se matam quinhentas pessoas a um filme onde uma é gerada). Fotologs eróticos então sofrem… A Andie Lodi, ou nietotchka, é um exemplo claro disso. Volta e meia ela é censurada pelo fotolog, por colocar fotos explícitas demais (demais para o padrão do Fotolog). Importa se as fotos dela são belas, feitas com bom gosto? Não, não importa. O que não pode é mostrar demais. Felizmente em outros países, como a Alemanha, há uma tolerância maior, tanto que podemos ver os belos ensaios do fotografo chileno JuanitO.

De qualquer maneira, a fotografia erótica está na rede. Seja na versão soft das Fotógrafas Super Sexies, seja no trabalho hardcore da Natacha Merritt, revelando detalhes da sensualidade humana, e isso é ótimo. Apenas gostaria que as coisas fossem mais simples, sem tantas dores de cabeça…

E aproveitando que eu falei nas Fotógrafas Super Sexies (na verdade tudo que tá aí em cima é uma enrolação para esse parágrafo aqui), elas estão procurando voluntárias em Porto Alegre, São Paulo e Londres dispostas a posar nuas ou com pouca roupa para ensaios fotográficos. Já há voluntários masculinos, segundo o que eu fiquei sabendo pela Sabrina lá no Curitiba Pop Festival (obrigado por ter nos apresentado Hermano), mas faltam modelos femininas. Assim sendo, senhoritas que quiserem posar para trabalhos de bom gosto, eis a oportunidade. Se houver alguma interessada é só entrar em contato.

Botando ordem na casa

Hoje resolvi fazer uma limpa no Orkut. Simplesmente estava uma coisa absurda aquilo lá, com centenas de \”amigos\” que eu nunca conversei, cadastrado em várias comunidades onde não se trocavam uma mensagem, etc, etc… Primeiro pensei em ir apagando um por um os desconhecidos e ir me descadastrando das comunidades, mas daí eu reparei que isso simplesmente ia dar um trabalho desgraçado. O que eu resolvi fazer então? Criei um novo Charles, passei para ele a administração de todas as comunidades que eu criei (17 ao todo), salvei os testimoniais e os scrapbooks no HD para ter de lembrança e mandei o velho Charles pro espaço. Sim, matei ele, com os seus 300 e poucos \”amigos\”, os seus 70 fãs (tinha gente lá que era da India e que nunca trocou uma mensagem que fosse comigo! Qualé?) e resolvi: vou apenas aceitar na minha lista pessoas com quem eu já troquei pelo menos mais de 2 emails.

E quanto aos meus amigos de verdade, como é que ficam? Bem, eu botei os profiles deles no meu bookmark e irei acrescentando eles aos poucos. Já percebi que se eu cadastrar muita gente, enviar muitas mensagens, essas coisas, sou bloqueado. Na época da fisura braba do Orkut (sim, fisura, porque essa coisa vicia) eu cheguei a ser bloqueado 7 vezes. Assim sendo, aos poucos vou botando o pessoal na roda. 😉

Jornalismo fede

Folha: Teenage Fanclub conquista público do Curitiba Pop Festival com \”hits\”

O único incidente foi a derrubada da grade de separação do público no meio da apresentação do Teenage Fanclub. Quem estava na parte de trás invadiu a área reservada para os primeiros 3.000 pagantes que adquiriram os bilhetes quando o evento ainda estava programado para acontecer na ópera de Arame.

Folha: Bandas brasileiras independentes crescem no Curitiba Pop Festival

Dedicando uma música para os \”excluídos\” que estavam distantes do palco, depois da divisória, o vocalista causou uma reação imediata do público, que gritava \”derruba, derruba\”. A liberação do espaço em frente ao palco já havia acontecido na sexta-feira à noite, no primeiro dia do evento.

Folha: Curitiba Pop Festival cresce e termina com saldo positivo

A intenção de separar as pessoas que adquiriram os primeiros lotes de ingressos em uma área especial em frente ao palco também se mostrou ineficiente, dadas as reclamações, o que levou à abertura da separação nas duas noites.

Olha, quando eu leio abertura eu entendo como sendo um ato da produção do evento. E o que foi o que tivemos? Tivemos no segundo dia a invasão (a meu ver justa, muito justa) de um espaço, não uma abertura. A Folha aqui nesse caso está dando uma aula de novalíngua.

This monkey\’s gone to heaven

\"Pixies

there was a guy
an under water guy who controlled the sea
got killed by ten million pounds of sludge
from new york and new jersey
this monkey\’s gone to heaven

the creature in the sky
got sucked in ahole
now there\’s a hole in the sky
and the ground\’s not cold
and if the ground\’s not cold
everything is gonna burn
we\’ll all take turns
i\’ll get mine, too
this monkey\’s gone to haven

rock me joe!

if man is 5 [3x]
then the devil is 6 [5x]
then god is 7 [3x]
this monkey\’s gone to heaven


Não tenho a mínima vergonha de confessar: chorei na hora que tocou essa música. Sim, chorei feito uma criança. Cara, era simplesmente o PIXIES que tava ali na minha frente! Sabe o PIXIES? Pois é, era o PIXIES. E dane-se se os caras se reuniram por dinheiro, se o Frank Black nem disse oi para o público, dane-se. EU VI O PIXIES TOCAR!

EU VI PIXIES!!!

Já posso morrer feliz. Não realizado, mas feliz. Para morrer realizado preciso antes ver ao vivo o Talking Heads tocando alguma música do Speaking in Tongues. Daí por diante o que acontecer na minha vida será lucro.

Mas por hora…

CARA, EU VI PIXIES!!! EU VI PIXIES!!!

Come on Pilgrim! lml

Maza

E o mandovar dostrucou um plexando protézio. Pobre, era um muríndio maneiro, digno de maiores comentários quando sobrar algum estrumpo. Mas enfim, oblitou o foco e trasiou um parabléico. Munfa! Queria obtrar se fosse um cazarilho, mas não, era um gostruico e a coisa toda doutrubou para um molenco. Tronso…

Mão na massa, mashup

Lembro muito bem quando se falava que a música eletrônica ia revolucionar a música. Isso era em 1987, 1988, quando o que estava se fazendo eram colagens e mais colagens. Maior prova do que estava vindo era o Bomb The Bass, \”banda\” do DJ Tim Simenon. O futuro era aciiiiidddd e a ordem era misturar, misturar, juntar experimentalismo com dança. Tudo muito lindo, tudo muito maravilhoso, se não fosse um pequeno detalhe: as gravadoras não gostaram de ver trechos de músicas de artistas contratados seus e começaram a cortar a brincadeira, processando um DJ atrás do outro. Com isso houve uma retração da coisa toda. E antes que alguém diga que desse tipo de trabalho de ficar remixando coisa não sai nada que preste eu aconselho que vá ouvir o trabalho do US3, que é formada por um espertos que tiveram a manha de procurar a Blue Note Records e propor a utilização de material do acervo deles. Como se pode ver ali, sendo criativo se pode fazer coisas maravilhosas.

E é com gosto que eu vejo hoje o site da Wired uma reportagem sobre mashups, que são músicas mescladas (geralmente utilizando-se a melodia de uma com o vocal de outra). Eu confesso que os primeiros que eu ouvi eram um terror, coisa apavorante mesmo, mas ouvindo agora os arquivos do site mash up soundsystem tenho que voltar atrás: simplesmente aquela revolução que se anunciava em 1987 está lá. Ok, ok, a maioria das músicas é dance, eletro até não poder mais, mas há excessões. E fica a pergunta: e a questão dos direitos autorais? Bem, novamente temos artistas sendo caçados, mas nada impede que alguém faça como o pessoal do Cocadaboa e coloque o seu servidor na Eslovênia, se aproveitando do fato da Internet não ter fronteiras. E certamente as gravadoras estão mais preocupadas com pessoas que botam as músicas de forma integral na rede do que com aquelas que usam apenas trechos. Se no começo dos anos 90 caçar tais pessoas rendia dinheiro para as gravadoras, com o pagamento de direitos autoraias, hoje o custo é alto, devido ao trabalho de pesquisa. Quanto vai custar para descobrir se o \”concrete cookie\”, que misturou trechos do Sex Pistols com uma outra música, é o José da Silva ou o João dos Santos? Pois é…

E esse é o primeiro passo da história toda. Por hora temos gente trabalhando com música de forma ilegal. Mas e na hora que alguém resolver fazer um mashup de músicas liberadas na rede sob a Creative Commons? Creio que é o caso do Re:combo, mas não tenho bem certeza… De qualquer maneira, por hora eu não conheço nenhum grande nome liberando músicas nessa licença, mas logo logo deve aparecer. Afinal um dos maiores incentivadores da licença é o Gilberto Gil, e não duvido que ele seja esse primeiro grande nome… E aí, com softwares cada vez mais fáceis de se trabalhar, é de se imaginar o que pode surgir. Afinal o mashup não é só para dançar

E aproveitando, já que estamos falando de música, fica a sugestão: dá uma conferida no Trama Virtual (o site com a pior navegabilidade da rede brasileira) o material deixado pelo pessoal da Stratopumas, Salão Figaro e Cabaret HiTec, que o trabalho deles tá muito legal. E se antena que logo a Blanched vai estar disponibilizando material do novo CD, que será lançado em breve. E fica a pergunta: porque esse povo todo não lança o seu material utilizando a Creative Commons?

Celular antigo morreu

Pois bem, eu ganhei um celular novo na hora certa… Afinal desde ontem eu não consigo ligar o velho. Detalhe cruel: ainda não tinha passado toda a minha agenda telefônica do velho para o novo. Sim acho que perdi tudo.

🙁

Assim sendo, peço pros caros amigos que me mandem um email dizendo qual é o seu telefone para eu cadastrar no celular novo.