Gymnopedie

Essa música do Eric Satie tem algo especial… É perfeita para se ouvir no inverno, pensando num bosque com o chão coberto de samambaias onde tudo fica à meia luz. A música original era apenas ao piano, mas essa versão ficou muito bonita. Vale a pena conferir.

Guri besta

Tirado do blog do Marinho:

Garotinho ontem aqui em Goiás (Mozarlândia):

\”O FHC levantou a bandeira dos homossexuais … é esse o tipo de presidente que o Brasil merece?\”

O homem além de preconceituoso ainda é burro.

É por causa de caras como o Garotinho que eu tenho muitas vezes vergonha de dizer que sou evangélico. Aliás, gostei muito de saber qual é a posição da IECLB em relação ao assunto:

…o Conselho da Igreja defende que, com relação à sexualidade, o cristão deve cuidar para que em sua conduta sexual evite “tudo quanto possa levar nosso irmão ou irmã a tropeçar ou cair em pecado”. O documento lembra que não há consenso absoluto nem do ponto de vista da ciência nem quanto à interpretação bíblica das passagens que fazem alusão ao homossexualismo. \”Esse fato requer da Igreja discernimento, não juízos\”. O posicionamento defende que no convívio comunitário deve haver sensibilidade pastoral, não só para com a pessoa homossexual, mas como para com as famílias e as respectivas comunidades. \”Há nesse particular muito sofrimento, ao qual a Igreja deve sua atenção espiritual e diaconal. De modo algum devem as pessoas homossexuais ser discriminadas ou afastadas do convívio na comunidade de fé\”.

É isso aí 🙂 Respeito à pessoa acima de tudo, e que não se discrimine em função de opções sexuais. Isso sim é ser cristão.

E só para constar, segue uma cópia da mensagem que mandei pro caro candidato \”cristão\”:

To: garotinho@garotinho40.com.br
Subject: Não voto em homofóbico

Caro candidato Garotinho

ser cristão é antes de tudo saber aceitar aquele que é diferente, e um
presidente governa para todos, e não somente para aqueles que seguem a
fé dele. Assim, ao declarar \”O FHC levantou a bandeira dos homossexuais
… é esse o tipo de presidente que o Brasil merece?\” o senhor mostra
que não está pronto para aceitar as várias matizes que compõe a
sociedade brasileira, não sendo merecedor do meu voto. Aliás, mostra
também que não és um bom Cristão. Ainda está em tempo de se arrepender e
aprender o que é ser tolerante.

Fique com Deus

Charles Pilger, um cristão heterossexual.

Não deixe por menos: proteste você também. E avise os seus amigos que este candidato não merece o voto de pessoas que sabem ser tolerantes.

Bamboo

Como bem resumiu ontem a Letícia, uma amiga minha de Porto Alegre: \”O Bamboo é o ponto de encontro da chinelagem com os órfãos do Garagem Hermética\”. E é verdade! Simplesmente uma fauna das mais interessantes, com tudo que é tipo possível e imaginável. Fiquei toda hora dando voltas para cá e para lá só olhando o pessoal e observando o movimento. Aliás, tão de olho que teve um velhão lá que chegou prá mim e perguntou:
– Cara, tu é da polícia?
– Não…
– Mas tu não é policial mesmo? Não tá a paisana?
– Não.
– Ah bom… é que achei que você tava meio perdido por aqui, olhando prá cá e prá lá. Mas me diz aí, quer comprar uma coca?
Fiquei imaginando se eu fosse um policial que tivesse mentindo e tive que me segurar para não cair na gargalhada na frente do cara. Esse com certeza não vai ficar muito tempo no ramo… E antes que perguntem: não, não comprei.

Dia de Festa

Hoje um amigo por ICQ me perguntou se eu conhecia uma banda chamada Casino. No que eu respondi não ele começou a me mandar alguns arquivos MP3 pelo ICQ e me passou o link para comprar o CD da banda. E quer saber? Vou comprar! Porque as músicas são boas, porque é agradável ao coração e porque eu quero ouvir mais e mais vezes. Podia ficar só com os MP3s, mas não: quero ainda que a banda ganhe uma graninha e saiba que tem gente comprando o material dela, e assim ela se anima e faz mais e mais músicas legais. Sim, eu adorei a banda. Posso dizer que lembra Fellini, e lembra Nau (só que sem a voz afetada da Vange Leonel). MPB e rock nacional experimental anos 80, as duas bem casadas, com uma levada d&b no remix da música \”Casa de Praia\”. Bom, muito bom.

O que eu lamento, contudo, é a forma como conheci a banda. Porque ela é de uma gravadora pequena, sem recursos, que não tem condições de ficar disponibilizando o material do cast em MP3 (ok, eles podiam fazer uso de uma MP3.com ou de uma ShowZ, mas enfim…) e o site da banda está fora do ar. Aliás, foi no site da banda que esse meu amigo conseguiu os MP3s… Assim, a divulgação da banda é meio que feito no boca-a-boca cibernético. Sem essa troca de informações quem se arrisca a gastar seu rico dinheirinho com uma banda desconhecida? Afinal, quando é que se ouve música de bandas independentes no rádio brasileiro? Nas rádios comerciais nunca. Felizmente ainda há as rádios universitárias, mas estas são poucas. Assim a gente fica na dependência dos amigos que pegam os MP3s que estão em seus HDs e repassam para a gente. Só assim para que trabalhos como esse sejam conhecidos. Faz parte? Faz, mas enfim, assim é a vida.

Abril abandona DC Comics

Deu no Omelete:

Na noite de ontem, a Editora Abril decidiu cessar a publicação das suas revistas da DC Comics. As edições da linha Planeta DC vão se encerrar em agosto em seu número 5. O site Heróis.com, o porta-voz da editora para essa família de títulos, já foi retirado do ar.

O que eu acho? Acho que as histórias da DC estão um lixo, e que isso acontecer é algo até esperado. Ok, a notícia surpreende porque é uma parceria de mais de 20 anos, mas que sentido há em continuar publicando revistas que tem uma arte bela mas história que é bom necas? Agora é torcer para ver se a Abril resolve continuar apostando no segmento jovem e passe a publicar outros quadrinhos. Não seria de estranhar se eles começassem a publicar mangás numa dessas…

Sem sentido

Esses dias estava conversando com uns amigos sobre que sentido cada um escolheria caso tivesse que perder um. Sim, perder um sentido, por um motivo qualquer, do tipo um alienígina pousou na sua frente e disse que você teria que entregar um dos sentidos para ele, senão ele te desintegraria sob o calor de mil sóis. Sim, a gente fica discutindo essas coisas… Mas, enfim, uns disseram que preferiam ficar cegos, outros disseram que preferiam ficar surdos. Teve a turma que preferiu perder o tato. E eu, justo eu, o gordo da turma, fui o único que escolhi o paladar. Fiquei pensando no que seria a minha vida se não pudesse ler ou se não pudesse ouvir música. No que seria se não pudesse sentir o calor de alguém me abraçando… E levando tudo isso em conta achei que a minha vida ficaria terrivelmente vazia. E fiquei pensando no olfato, no sentir o cheiro de algo e como é o cheiro que nos faz ficar com água na boca. Lembrei do meu pai, que devido ao fato de ser alérgico a pó praticamente não sente o cheiro de nada e não consegue desfrutar plenamente da comida (o estranho é que ele é ótimo cozinheiro… ), de forma que eu optei pelo paladar e a ser condenado a uma vida insossa, porém vida.

E agora a pouco, relembrando toda essa bobagem, percebi que se minha capacidade de falar fosse junto isso não faria muita diferença… Fiquei pensando em como seria fácil a vida de ser mudo, sem a obrigação de falar, de ser social, de ter que atender o telefone, de ter que dizer alguma coisa quando tudo que precisa ser dito pode ser dito com um sorriso ou um olhar. Acho que para mim ficar mudo não seria algo terrível, só desconfortável.

Óbvio que com isso não quero dizer que um alienígena pode aparecer na minha frente e sair por aí me desmontando…

Flocos de neve

Madrugada com insônia de novo. E sem vontade de continuar nas salas de chat da vida fico ouvindo música, tentando esvaziar a mente. Ficou ouvindo várias e várias vezes Snowflakes, do The Durutti Column, e fico pensando nesse inverno que não é frio, nessa vida sem amores, nessas amizades que ainda me deixam envergonhado em pensar fazer uma visita. Penso em Sakura Card Captors e Video Girl AI e em como os mangás são melhores que as HQs ocidentais, com seus personagens que tem alma, coisa que só se vê nas novelas Love & Rocket dos irmãos Hernandez. Penso em continuar o segundo volume do Senhor dos Anéis mas a vontade é pouca, assim como é pequena a vontade dar qualquer opinião sobre o Mate-me Por Favor que eu acabei de ler. Penso em fazer coisas pro RSSficado e pro Blogtchê, mas resolvo deixar isso para sábado, já que estou sem a mínima vontade de programar ou ficar botando ordem em coisas. Penso em mais alguma coisa e percebo que essa coisa me fugiu da cabeça envergonhada por ter chamado a minha atenção…

E assim fico ouvindo Vini Reilly dedilhando a sua guitarra de forma distante, como que pedindo desculpas por estar aqui tocando na minha caixa de som com a suavidade dos flocos de neve que dão nome à sua canção. Abençoado seja Vini, que com a sua música acalenta a madrugada desse triste insône. E abençoados sejam também os desconhecidos senhores do Pornopop, cuja doce Yfirtona serve de vírgula entre as várias audições de Snowflakes.

Susto

Fui dar uma conferida na página do Los Hermanos para ver se já tinha alguma coisa sobre o show em Porto Alegre. Tinha. Daí vi o link A Opinião de Quem Foi. Clico e a primeira opinião é minha! É de um texto aqui do blog! Ou estava meio tonto do show e não me lembro de ter mandado pros caras (acho que não mandei, mas quem sabe…) ou alguém gostou, repassou pros caras e eles publicaram. Eu da minha parte gostei, mas que levei um susto levei 🙂

Barulheira

Com essa a Manu vai dizer que estou saindo muito de novo… Fui hoje no 356 ver Blanched, e estava bom, muito bom. Foi legal o bar ter aberto espaço prá bandas mostrarem músicas próprias, fugindo do esquema aquele de bandinha cover. Assim, toda a terça-feira é para ter 4 bandas tocando, cada uma uns 45 minutos, a partir das 22h30. Assim dá prá ir e ficar sem medo de entrar madruga adentro, o que é ruim no trabalho no dia seguinte. Ok, toca tudo que é coisa possível e imaginável, e até chegar na Blanched tive que aguentar duas bandas fraquinhas, mas valeu a pena 🙂 Guitarras a mil, distorção, enfim, a velha e boa barulheira. E tudo isso por 2 reais 🙂

E semana que vem no 356 tem a Not So Easy tocando, meio que esquentando as turbinas prá sexta-feira, quando eles se apresentarão no Extreme Pub, em Novo Hamburgo, junto com a Blanched. Coisa dO Apanhador… E na outra terça parece que é para ter Viana Moog. Ou seja: toda semana tem uma banda que manda bem nos ruídos e isso é muito bom… 🙂