Para não esquecer

Uma coisa que esqueci de comentar: domingo, dia 29, passei no BR-3 e lá fiquei conversando com a gurizada madrugada adentro. Daí saimos para dar umas bandas de carro e quando estávamos na federal um carro atrás de nós perde o controle, bate no muro central e vem pro lado da gente, sobre duas rodas. O Gastão acelera e consegue evitar que o carro bata na gente. Andamos até o primeiro retorno e voltamos, para ver como estava o carro. A frente estava arrebentada e o motorista estava bem, só com um corte na testa. Disse que já tinha ligado para um amigo dele para vir buscá-lo e a única coisa que fizemos foi tirar a metade do carro que estava na estrada, botando no estacionamento. Voltando pro carro lembramos que ele tinha dito que bateu porque o carro da frente (nós) tinha freado subitamente, o que não é verdade. De qualquer maneira ajudamos no que deu e o Gastão ficou com um cartão dele. Se vamos ligar prá ele? Prá quê? Para ouvir que a culpa foi nossa? Não obrigado…

Tempo tempo mano velho

Entre as várias coisas que não tive tempo de fazer nas férias, seja porque estava na praia, seja porque estava metido até a cabeça com a mudança de apartamento, estão as aulas de HTML para a Jordana. Desculpe querida! Logo entro em contato contigo para a gente combinar uma hora. Aliás, pode ser num fim de semana? Só não vai dar nessa pois domingo tem festa de aniversário do velho Pilger lá em Taquara…

Guria bonita

Da coluna de hoje do Roger Lerina na ZH:

\"\"

A guria aí de ladinho é a Samantha Carvalho, 23 anos, jornalista – e relutante modelo. Convidada para um ensaio fotográfico para uma revista, recusou, alegando, vejam só, que “não levava jeito”. Depois de muita insistência, a moça – que em breve estréia como apresentadora de TV – capitulou e provou em imagens como esta que leva jeito, sim, pra coisa.

Ah, as listrinhas vermelhas do moleton não são puro acaso: Samantha é filha de Fernando Carvalho, presidente do Internacional.

É impressão minha ou essa aí é a Samantha amiga do Douglas?

Pequeno caos

Pois é, e eis que hoje de tarde o interfone toca. Era o pessoal da companhia elétrica vindo instalar a luz. Detalhe: estou com ela ligada desde sexta-feira. Na verdade a luz do apartamento nunca foi desligada, ela estava lá, ligada, assim como o telefone também está ligado, e funcionando de vez em quando. Quero ver quando o pessoal da Brasil Telecom vai lá e vai instalar o meu número de fato, já que já percebi que o número que está lá não é o meu… Sim, a antiga dona mudou de apartamento e o telefone dela está ligado lá e no antigo ap dela! Tenho que tomar cuidado para que isso não aconteça com o meu número também… Mas o que mais me surpreende nessa história de a luz já estar ligada é que de qualquer maneira eu vou ter que pagar 60 reais pelo \”religamento\”. Sim, os técnicos não fizeram nada, só anotaram a quantas estava o contador de luz e mesmo assim vou ter que pagar… E vou reclamar para quem? Pro bispo?

Mas, enfim, o fato é que desde sexta já estou lá no ap. A mudança foi feita de manhã, e sexta-feira de tarde é que eu finalmente dormi, depois de ter virado a noite empacotando coisas. Na verdade dormi umas 3 horas e depois não teve jeito de continuar dormindo, repondo o sono perdido. Acordei, instalei o computador, queimei as caixas de som, etc, etc… E lá pelas 23 horas eis que eu recebo a minha primeira visita: o Maurício, que foi me devolver os CDs que tinha pegado emprestado antes de eu sair de férias e que eu precisava para a festa do Apanhador. E foi graças ao Maurício e seu jeito de falar gritando que eu já levei o primeiro puxão de orelha da síndica do prédio. Sim, eu não tinha completado nem 24 horas no ap e já estava me estressando! Eu mereço! Logo em seguida saí e fui jantar e acabei ficando um pouco lá no BR-3, conversando com o povo.

E sábado fiquei o dia todo num curso, de forma que só fui juntar os CDs para a discotecagem da festa no comecinho da noite. Correria pura, tanto para achar os CDs como para escolher o que eu ia tocar. Nessa hora fiquei me xingando até não poder mais, afinal se eu não fosse tão tapado eu poderia ter feito isso um dia antes se tivesse prestado mais atenção na voltagem das caixas de som. De qualquer maneira fiz a seleção e fui correndo pro antigo ap, onde havia um chuveiro disponível, para poder tomar banho antes de pegar a carona para a festa no Douglas. Quanto à festa eu comento com mais calma no decorrer da semana, por causa do tempo aqui do ciber-café, mas que ela estava muito boa estava. Quem não foi perdeu.

Domingueira. Acordo às 2 da tarde e fico dando um tempo na frente do computador, esperando o Rogério chegar para fazer a instalação elétrica. Ficamos a tarde inteira nisso, acertando coisas lá e instalando o chuveiro. Sim, finalmente eu podia tomar banho em casa. Sinceramente o chuveiro elétrico é o ápice da civilização, é o que separa o lar do muquifo. E de noite? Bem, me cadastrei no cibercafé onde estou agora (3 reais a hora) e que vou usar até o telefone estar ok. E depois BR-3 novamente, onde fiquei até as 4 da matina, conversando com o pessoal. É nessas horas que me lembro que minhas férias estão terminando…

E hoje? Hoje foi dia de terminar de pegar as últimas coisas que eu tinha deixado no ap antigo (principalmente toalhas e material de limpeza) e de deixar tudo pronto para entregar ele (a mulher que fez a limpeza fez um bom trabalho). Já combinei com a filha da dona do ap (que hoje mora em Camboriú) que farei amanhã de manhã a entrega da chave, e vamos ver se há coisas para serem reparadas e pinturas para serem feitas. Eu espero que não (na verdade há um buraco no teto do banheiro, mas aí é coisa que a vizinha do apartamento de cima vai ter que pagar, já que o buraco apareceu por causa de um vazamento no apartamento dela), já que o orçamento tá estourando e eu ainda tenho que sair para comprar móveis e transformar aquele caos onde estou hospedado num lar.

Começando…

Com as caixas de som já encontradas eis que estou inaugurando musicalmente o apartamento novo:

\"\"

Afinal hoje é dia de festa, e não precisa me contar algo engraçado para eu rir.

Putz! No meio da música, enauqnto estava escrevendo as linhas acima, a caixa de som do computador queimou! A voltagem aqui do apartamento é 220V, e a caixa era de 110V. O que me surpreende é que cheguei a ouvir uma música inteira antes do bichinho começar a feder e morrer… Bem, enfim, sempre que se muda de apartamento, casa, sempre tem alguma coisa que queima. Espero que a coisa pare por aqui.

Romi is-uiti romi

Já estou no novo apartamento! Agora a luta vai ser instalar o chuveiro, comprar os móveis e tirar tudo das caixas e ver onde colocar cada coisa. No momento passo pela estranha experiência de não saber onde estão as minhas coisas. Estão naquela caixa alí? Ou será naquela? Não, deve ser naquela ali. Caos puro.

Mas quer saber? Estou feliz! 🙂

E agora com licença que eu tenho que achar as caixas de som do computador… Nào! Tenho que correr no super-mercado e comprar Mat-Insect! Acabo de ver um mosquito!

Despedida

Daqui a umas horas o computador onde estou será desligado. Serão rompidos os cordões umbilicais ligando ele ao monitor, à rede elétrica e ao telefone. Esse é o último post vindo daqui do Edifício Don alberto, local onde estou morando/morei durante quase 5 anos. É o último. Quando paro e penso no tempo que passei aqui, no que eu vivi aqui, dá um gosto ruim na boca. Vivi muito aqui, nesse JK apertado. Vivi horas agradáveis, vivi momentos terríveis, mas vivi. Foi aqui que eu virei noites estudando pro mestrado, sem sucesso. Foi aqui que vivi com a Márcia algumas das melhores noites da minha vida. Foi aqui que recebi amigos meio envergonhado, seja por causa da eterna bagunça, seja porque não tinha um sofazinho para eles sentarem. Foi aqui que não recebi amigos, pois tive vergonha de convidar eles. Hoje, empacotando as coisas, separando o que vai comigo ou o que fica no lixo, batia volta e meia uma tristeza enorme. Via as fotos (fotos essas que vão me acompanhar se possível para todo o sempre) que eu tirei com a Marina e lembrava das conversas noite adentro que tínhamos ali, deitados na minha cama. Via os polígrafos do mestrado (que mandei pro lixo) e me vinha à mente a angústia que vivi naquela época. Via os livros acumulados e lembrava da época que fiquei recluso, distante de todos. Eu olho agora para o monte de caixas que estão no chão e penso: pois é, eis uma parte da minha vida que está me acompanhado, e eis ali naquele monte uma que fica para trás.

É, são coisas, momentos, sentimentos… Lembranças…

Herrr… Hmmm… Bem… É, com licença, que eu tenho que me mexer e continuar empacotando as coisas que vou levar para o meu novo lar… Na verdade para o meu lar.

E a festa de recepção deve sair semana que vem. É só dar tempo para comprar um sofa 😉

Uma noite legal

Pois é, o lado bom de ter ido no banco ver os rolos é que depois eu encontrei o Marcos. Conversa vai, conversa vem, fomos jantar e encontramos a Madi e o Morsa. Mais conversa, mais papo jogado fora e eis a constatação de que o Morsa está se tornando um cara sério, ou pelo menos virou um cara que mostra algumas preocupações, coisa nunca vista antes…

E depois da janta fui pro centro, onde fui me encontrar com o Douglas. No meio do caminho cruzei com um amigo (o Ralf Kayser) que comentou que havia cafés temáticos numa cafeteria aqui no centro de São Leopoldo. Pobre do Douglas que foi lá comigo ouvir uma palestra sobre Atahualpa Yupanqui. Tenho a leve impressão de que ele, apesar das presenças femininas bonitas que lá haviam, saiu mais cedo não apenas porque precisava sair para o super-mercado… Mas enfim, foi bem legal a experiência, e creio que vou na próxima quarta.

E depois: Histórias do Rock Gaúcho, lá no três se comendo (como diz o caro professor ZéHof). E o legal é que, além do show em si, finalmente fiquei conhecendo pessoalmente a Nina Flores e o Ricardo Guerrillero (belo casal, por sinal). E dá-lhe conversas, versando sobre tudo um pouco (dicas sobre rock feito no Nordeste ainda virão)…

Pois é, uma noite agradável essa. E é gozado ver que não faz nem um dia que eu voltei da praia.