Medo do Mobilis


É incrível como não se acha quase nada sobre o tal do Encore Mobilis na rede… E para completar a página da Telavo não fala nada sobre o assunto, não tem nenhuma página de pré-venda na Polishop, nada.

Mas o que me assusta mesmo é que não achei uma página que fosse com o texto de um usuário do Mobilis. Nenhuma. Isso sim que me dá medo. Era de se esperar que se pudesse achar uma página que fosse dizendo “estou usando o Encore Mobilis e gostando” ou “uso essa droga e ela não presta”, mas nada… Achei um grupo de usuários no Google Groups, mas lá só tem 2 integrantes (3 comigo) e apenas duas mensagens, lá de 2005. Procurei no Yahoo Answers e nada. Procurei por foruns e nada. Nada. Simplesmente nada. A essas alturas do campeonato eu só acredito que esse computador existe e é útil por causa das impressões do Jaime Balbino.

E por que eu fico com medo por não encontrar mensagens de usuários? Porque são justamente os usuários que podem dizer o que dá para fazer ou não com esse computador. Vale lembrar: ele usa uma distribuição não muito conhecida (a Linux Montavista) que roda sobre um chip (o Intel PXA-255) que não é o mesmo que a gente vê no nosso desktop de todo santo dia. Assim, é de se perguntar: como os usuários fazem para instalar programas nele? Pelo que eu vi das fotos do Mobilis ele não vem, por exemplo, com o Gimp. E se eu quiser instalar? Tem como? No Ubuntu você vai em Adicionar Aplicações e voilá, tem todo um mundo de aplicativos para instalar. E nessa distribuição, tem algo parecido? E se não tiver, há como o usuário abrir uma janela de terminal e apelar pro velho make install? Aliás, ele vai encontrar algum compilador C na máquina? Vi na apresentação que a Encore fez no Encontro Empresarial IBSA que o mesmo tem instalado o .GNU Engine, assim como uma JVM, mas isso num item “Advanced”. É de se perguntar se algo como o Discador de Internet Gratuíta roda nesse bichinho, não?

Eu fico me perguntando se o pessoal que está desenvolvendo o Mobilis no país pensou nisso. Espero que sim. De qualquer maneira, dia primeiro de julho tô na página da Polishop pedindo o meu :-) Como o que eu mais quero é um dispositivo móvel que me permita ler textos no ônibus esse bichinho vem bem a calhar. Se tiver um leitor de PDF perfeito, o pessoal da eBooks Brasil e do Domínio Público agradecem, senão o jeito vai ser recorrer pro bom e velho HTML de guerra.

5 Responses to “Medo do Mobilis”

  1. cardoso Says:

    Estou na ansiedade aqui também.

  2. crisdias Says:

    Legal é pensar que ainda existem cidades onde você pode pensar em andar de ônibus com um treco desses. Bang! Bang! Pow! Pow!

  3. pilgerowski Says:

    Bem, dependendo da linha que se pega por aqui é bang bang pow pow também Cris =) Mas o lance é que ainda dá para arriscar ler um livro digital.

    Por isso a importância desse troço ser barato: eventuais prejuízos não são tão traumáticos =P

  4. jaimebalb Says:

    Agradeço a confiança Charles. A maioria das últimas notícias que encontrei foram pela imprensa, em agências destinadas a informes sobre negócios e corporações, do tipo que abastecem principalmente o jornal “Valor Econômico’.

    De lá fiquei sabendo que 2000 Móbilis e outros modelos desktop e tipo palm serão produzidos no Rio Grande do Sul em Junho. A partir de julho a produção será de 10.000 mensais.

    Creio que as pré-vendas iniciaram em 1o de julho, na Polishop. Por isso não faria sentido anunciar nada antes por lá.

    Quanto ao uso em situação real… bem, o projeto está pronto desde junho de 2005 e é uma variação de outro modelo que ela fabrica desde 2002 e que readaptou e vendeu uma grande quantidade para o exército indiano. Eles também já fizeram muitas modificações no software desde que distribuíram quase 100 desses modelos no Brasil, para o UCA e outros atores.

    Não sei se eles pensam em fazer um SDK para ajudar no desenvolvimento, mas a Encore também tem experiência em trabalhar com a comunidade livre, não é gaiata neste universo. Na verdade nasceu nele.

    Quanto ao fato de não aparecer na imprensa, não me surpreende. Um executivo da Intel deu uma entrevista a pouco sobre o Classmate ao Idg-Now e não citou a Encore ou o Mobilis. Se esta história de fato explodir, vai ser engraçado ver os jornalistas e analistas correndo para tentar entender o que aconteceu (alguns até chamando isso de milagre).

    O jeito e esperar… Eu vou tentar fazer um pouco mais que isso e cavar mais alguma informação direto da fonte.

  5. Meira da Rocha Says:

    A falta de programas é também minha preocupação, já que vou comprar um logo que sair. Acho que vou me resignar a baixar toneladas de codigos fonte e passar incontáveis horas compilando programas pra ele. BTW, parece que o teclado está melhorado. Era muito ruim de digitar, com acentos em lugares não padronizados. Também tinha problemas no WiFi mas já foram resolvidos, conforme o Peter Knight, representante no Brasil. Mas é bem levinho (em gramas) e rápido. Quem quiser, pode visitar o LEC da Ufrgs e olhar o aparelho. Ah, vou comprar com TV, claro!

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