Réquiem para um site

Sabe, eu não consigo entender essa tal de Internet. Enquanto a gente vê um monte de gente se mexendo para ser problogger, gerando conteúdo para a rede e usando o Google AdSense, e conseguindo ganhar dinheiro, a gente vê uma iniciativa como o No Mínimo indo por água abaixo. É muito estranho ver um site com 150 mil assinantes e mais de 3 milhões de visitantes mensais não conseguindo se sustentar.
Mas, enfim, o mais triste é o fato de que graças ao sistema de CMS que o site utilizava não há cópia do site no Web Archive. Aliás, tente usar o wget para pegar uma cópia do site para você: viu, não dá. Aquelas URLs malucas que o site usa simplesmente mata qualquer tentativa de se fazer um backup do conteúdo. Mas, voltando ao assunto, a ironia é que, por algum detalhe técnico que desconheço, quando se vai ver um arquivo do site no Web Archive acontece de aparecer uma barra do iG no topo da página, assim:

Pois é, nunca a busca do iG foi tão ineficiente…
Mas enfim, o caso é que os jornalistas do site (o grande patrimônio dele) estão ainda por aí. Então anote os links daqueles que tem site:
- Carla Rodrigues
- Daniel Galera
- José Paulo Kupfer
- Luiz Antonio Ryff
- Pedro Doria
- Ricardo Calil
- Sérgio Rodrigues
E fica a sugestão pro Edney, do InterNey: será que não é o caso de chamar pro site dele os ótimos A palavra é…, (a)provada, Contemporânea, Econominimo, Jogatina (que aliás é um dos blogs brasileiros mais interessantes dos últimos tempos), Nonsense, Olha Só, Toca tudo, Todo prosa e, last but not least, o próprio no mínimo Weblog? Ok, tá certo: eu listei praticamenter todos os blogs, mas pô, o site foi muito bom, não?
Junho 30th, 2007 at 9:53 am
Parece que os “donos” do site simplesmente nunca se deram ao trabalho de pensar na monetização do mesmo, com programas de afiliados AdSense, etc. Ficaram no patrocínio do iG e pronto. É só chute meu, claro, mas fica a impressão de que faltou um porco capitalista ali no meio.
Julho 4th, 2007 at 12:06 pm
Também vou sentir falta do NoMinimo. Espero que eles consigam se reorganizar, de forma um pouco mais “capitalista”. Ou que os colaboradores encontrem outros canais e dêem um jeito de a gente saber quais são.
Abs.
Julho 6th, 2007 at 8:43 pm
O sistema CMS usado é (ou era) brasileiro, feito em Pernambuco, e custava uns 20 mil dólares. Quem compra um CMS por esse preço, quando, na época, já existiam bons sistemas livres, é meio sem noção de negócios.