Putz!

A vida tem dessas… Esse fim de semana a coisa está parada, não tem um show que eu realmente queira ir. Ok, hoje tem Azambuja\’s Blues Band no bar do Podrão, mas blues não é bem o tipo de som que eu curto, por melhor que seja a banda. E o que tem no fim de semana que vem? Tem DOIS shows que eu quero ir no MESMO DIA!!! DOIS!!!


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Lagarto a Vapor e winston em Novo Hamburgo

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Viana Moog, Planondas, Stratopumas e Identidade Zero em Porto Alegre


É mole? Já faz um tempão que eu não vejo um show da Lagarto a Vapor, e faz tempo que eu prometo para a Letícia ir ver ela num show da Planondas… E agora José?

Felizmente esse show aqui vai ser na sexta-feira:


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Só me faltava ser no sábado também… Só faltava…

Forno

E eis que hoje de tarde, segundo o termômetro no fim da Independência, estava fazendo 35º. O detalhe cruel é que terça-feira de manhã estava fazendo uns 8º… Como não ficar gripado com um tempo desses?

Felizmente tem um frente fria vindo da Argentina. Venha frio, venha!

Pois é…

Acabo de receber um email da estudante de comunicação que reforça a impressão de que foi realmente um erro eu não ter começado o projeto do Povaréu de forma anônima. Porquê? Por causa disso:

Tá bem. A repórter universitária não precisa da ajuda de alguém que sequer é capaz de acordar no dia em que pretende realizar um projeto, por mais absurdo e inútil que seja. Pode ser malcriação ou infantilidade da minha parte, mas posso ser \”repórter universitária\”, mas não tenho sangue de barata. Ah, e gostaria de um pequeno conselho? \”Talvez eu devesse matar o Povaréu\” – talvez você devesse é não tentar continuar esse projeto, já que apenas colabora para a proliferação de bobagens na internet e entupimento de caixas de e-mail. Ou talvez, se ainda quiser continuar apoiando essa bobagem, poderia tentar dar um cunho mais social. Tenta melhorar um pouquinho o mundo, ao invés de viver grudado em blogs e flash mobs. valeu.

Fico com algumas dúvidas:

  • Quem escreve para um jornal universitário não é um jornalista universitário? Então porque ela se ofendeu?
  • Se o projeto de um flashmob apenas colabora para a proliferação de bobagens na Internet porque ela escolheu justo essa pauta? Não havia um assunto realmente interessante para ela se pautar?
  • O fato de eu querer participar de um flashmob quer dizer que eu não faço coisas de cunho social? Temos que dar um cunho social para tudo que fazemos? Aliás o flashmob na Lojas Colombo tinha um certo fundo social, visto que tocava na questão de não termos cinema aqui em São Leopoldo.

De qualquer maneira mandei um email dizendo \”Sugestão registrada\”, apesar de já participar de projetos de cunho social e não me preocupar apenas com blogs e flashmobs.

É ou não é de dar vontade de jogar tudo pro alto?

Update: acabo de receber a resposta ao meu \”sugestão registrada\”. Eis:

Talvez vc devesse apoiar essa idéia também. Essa é realmente uma flash mob
interessante.

Flash mob em São Paulo – pode-se mudar para São Leopoldo.

Uma nova flash mob (aquela coisa imbecil que enviam por e-mail e que
pretende provar que vários idiotas são babacas o suficiente para fazer qualquer
tipo de estupidez para ter uma foto no jornal) está sendo organizada em São Paulo. As instruções para tomar parte do fascinante evento são as seguintes: os
participantes da nova flash mob devem se reunir às 15:00 de hoje na cobertura do Edifício Itália no centro de São Paulo. Assim que chegarem todos devem se dirigir para as janelas e ficar por um minuto batendo com a cabeça nos vidros, até que eles sejam quebrados. Depois de desobstruídas as janelas, todos os participantes devem gritar: \”Eu não sei pensar!\” e imediatamente se atirar do edifício. Ao que parece essa é a primeira flash mob com um claro objetivo: elevar o nível intelectual dos internautas brasileiros.

Não, eu não vou publicar o nome da criatura, apesar de estar louco de vontade… Afinal, eu fico imaginando qual seria o destino de uma jornalista que faz isso num jornal com uma pessoa só porque ela não quis dar uma entrevista. Como é uma estudante vou deixar assim, até para não queimar ela.

E como não podia deixar de responder, mandei para ela o seguinte:

Não temos prédios da altura do Edifício Itália em São Leopoldo, de forma que não será possível acatar sua sugestão.

Eu mereço!

Raízes

E eis que procurando no Google por Pilger acho isso:

Lindolfo Collor (ex-Picada Capivara),situada a 6 Km da cidade de Ivoti, sua antiga sede municipal, é uma localidade tipicamente alemã. (…) Numa caverna existente na região, pesquisadores da Unisinos constataram que os primeiros colonizadores teriam se abrigado. As primeiras famílias Gehm, Müller e Pilger.

Puuuuuutttzzz!!! Quer dizer que meus antepassados foram os fundadores de uma cidade que tem o nome do avô do Collor??? Que nhaca!

Bahia, setembro de 1968

É um prazer enorme ir no CMI Brasil e acompanhar o que está acontecendo na Bahia. Para quem estava como eu boiando sobre o assunto até hoje de manhã é o seguinte: quinta-feira passada os estudantes baianos resolveram sair as ruas para protestar contra o aumento das passagens de ônibus. São milhares de estudantes parando o trânsito da cidade, sem fazer uso da violência (já foram registrados casos de uso da violência, mas foi por parte dos estudantes que entraram em confronto com a polícia), apenas se valendo do fato de serem uma multidão, tornando a situação um caos. O detalhe realmente bom dessa história toda é que é uma ação espontânea: os estudantes entrevistados (assim como os que deixam seus depoimentos no CMI) negam bandeiras partidárias, representação da UNE, líderes. A única coisa que há é o desejo de ver as passagens diminuídas (ok, deixem-me bancar um pouco o ingênuo aqui: é óbvio que há garotos ali que estão no meio mais pela festa e pela baderna do que por causa do preço da passagem, mas mesmo isso não torna o protesto menos importante). Óbvio que os grandes meios de comunicação baianos estão chamando os estudantes de baderneiros, esquecendo que os tais baderneiros são justamente os filhos dos leitores/ouvintes de tais meios, numa atitude que nada mais é do que atirar nos próprios pés, pois mostra que é um veículo que está do lado dos poderosos, não da população. Para saber mais dê uma olhada nessas matérias do CMI:

E há mais um detalhe interessante que fiquei sabendo por listas de discussão: boa parte das ações são feitas pela gurizada usando telefones celulares. Tipo os garotos de diferentes escolas se comunicam entre si usando SMS, definindo onde vão se encontrar, além do que outros garotos vigiam algumas quadras adiante para ver se a polícia está chegando e, se for o caso, já avisam os amigos que estão na multidão. O aviso é repassado e a multidão se dispersa, se reunindo em outro local, congestionando ali o trânsito. Isso sim é flashmob, o resto é bobagem! Afinal flashmob é para ser uma intervenção dadaísta no cotidiano, e ações desse tipo são tão dadaísta quanto as ações surreais por trás da idéia. Isso é tão genial que a coisa toda já está se alastrando para outras cidades.

E agora?

No meio da tarde uma estudante de comunicação me escreveu um email querendo saber se eu queria falar sobre sobre flashmobs para um jornal universitário e agora uma jornalista da Zero Hora ligou para o meu celular. No caso da estudante só retornei um email dizendo que havia lido a mensagem (logo ela não precisava ficar esperando em vão uma resposta) e no caso da ZH disse que preferia não falar nada sobre o assunto. Qual é o sentido de se organizar e/ou participar de um flashmob se é para ficar dando declaração para jornais?

Na verdade foi um erro eu ter iniciado o projeto do jeito que eu fiz, anunciando ele aqui. Deveria, isso sim, ter feito a coisa de forma anônima, usando apenas a troca de emails para agregar as pessoas. Há muitos amigos jornalistas que lêem esse blog e que espalham a coisa dentro da redação onde trabalham (o que é mais do que certo, já que o assunto é hype), de forma que acontecem telefonemas como esse. Se meu nome não estivesse associado a coisa seria mais anárquica, bem mais. Talvez eu devesse matar o Povaréu, já que há um nome associado ao projeto. Vou pensar melhor sobre o assunto e ver o que eu faço.

Aliás, agora que eu me toquei: eu deveria ter perguntado à reporter \”um flash-o-quê?\”. Rateei mais uma vez.

Seis graus de separação

Recebi esse email de Percy Voelker na lista Poanet:

Me apresento como Percy Voelker, vivo no estado de New Jersey, USA e ando procurando o endereço de meu irmão Berthold Voelker – Engenheiro Civil, Arquiteto. A razão do favor é que não consigo guia telefônico de Porto Alegre. Berthold agora está com 73 anos de idade. Há mais de 20 anos que perdí contato com ele devido minhas constantes mudas e viagens. É mais que certo que possua micro (PC) e ligado a rede mas difícil de conseguir seu e-endereço.

Bastante grato pela ajuda.

Se alguém souber de alguma coisa sobre o Berthold é só mandar um email pro Percy.

Nova geração

Estava conversando agora com a Lisi durante o almoço e ela me falou que vários alunos do curso de Realização Audiovisual da Unisinos tinham blog. Pensei: \”deve ter muita coisa legal aí\”. Fui lá conferir e vi a página dos alunos, onde, junto com a descrição de cada um, tem o link para o seu blog. O que eu achei mais legal foi o do Tiago Coelho, que, por acaso, não é linkado na página dele, mas que os colegas apontam em seus blogs. Aliás, muito legal ver que o filme que eles estão produzindo tem blog também…

E foi olhando esses blogs, ficar indo de link em link, que de repente me deu saudades do Blogtchê. Era uma trabalheira desgraçada manter o troço atualizado, mas durante o processo conheci blogs (e pessoas) muito legais. Talvez seja o caso de repensar a opção de deixar ele fora do ar.