Tio sofre! Minha irmã inventou de dizer pro meu sobrinho que eu ia dar uma espada prá ele. Sim, claro, não é uma espada qualquer: é uma espada com som, luzes e o diabo a quatro. Assim sendo, lá vai o prestimonioso tio atrás da dita espada, feito um Lancelot moderno. E vos digo: a busca é árdua e difícil. Não se acha mais espada legal hoje em dia. E quando se acha, ela vale o seu peso em ouro. Olhe só essa que eu vi hoje, que esta à venda numa loja de brinquedos aqui da São Leopoldo. Bonita a espada, grande, tão grande que é maior que o meu sobrinho. Com sons: dois botões de barulho. Caixa com motivos do O Senhor dos Anéis. Uma beleza! Só falta soltar fogos de artifício o troço. Ok, agora senta que lá vem a pedrada: o brinquedinho custa nada mais nada menos que R$ 109,00. Isso mesmo: cento e nove reais! Por essa Tolkien não esperava…

Mas falando em dinheiro, “genial” a promoção do Supermercado Nacional. Você compra 50 reais em mercadorias e ganha de presente… tchrãn! Uma bola de Natal para o seu pinheirinho! Sim, uma bolinha vermelhinha, com o logotipo do Nacional no meio em linhas douradas tão finas que se você passar o dedo por cima apaga o troço, por 50 reais. Assim sendo, se você quer uma arvorezinha cheia de bolinhas de Natal do Nacional (não que eu ache que você seja maluco a ponto de fazer uma coisa dessas) prepare o seu bolso e vá pronto para comprar um caminhão de mudanças, já que eles não vendem avulso (mas pegam o teu telefone para avisarem quando tiver à venda).

Aviso aos caros amigos: quando verem que o Charles está deprimido é melhor não perguntar o que há. Geralmente é algo indefinido, que pode não passar de imaginação, e que tem a ver com alguma insatisfação besta, mas que assume no momento dimensões apoteóticas. Algo extremamente infanitl. E quem gosta de se sentir infantil com 30 anos? E acreditem: perguntar o que há e se pode ajudar só piora a situação. Assim sendo, não se preocupe que em um dia ou dois a crise passa.

Aliás, odeio dezembro. Fico deprimido de cinco em cinco minutos, naquele espírito de Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire. E odeio mais ainda me sentir o idiota sentimental e suscetível a emoções baratas que me torno nessa época.

Ontem fui com a Márcia e mais uma tropa para Gramado (que, apesar da velha decoração alemã fake da cidade – o que a torna extremamente artificial – não posso negar que a mesma estava bonita), ver o Natal Luz. Chargamos lá e foi um parto achar lugar para estacionar. Depois de achar o local, o parto seguinte foi achar um local para ver o desfile, já que os ingressos para as arquibancadas estavam esgotados (apesar de haver um monte de lugares sobrando). Acabamos indo para o local de concentração dos carros no fim do desfile e lá ficamos. O detalhe é que não fomos os únicos a terem essa idéia, o que forçou o pessoal da organização a espichar o desfile um pouco mais, já que não dava para parar os carros alí onde estava o povo. Resultado: acabamos vendo o desfile, só quem sem a iluminação da avenida. E mesmo assim valeu a pena.

Conversando com o pessoal que estava ali, se via que era gente que queria ver o desfile e acabou ficando sem ingressos também. Creio que essa foi a grande falha do evento: não havia ingressos suficientes, assim como, devido ao fato do desfile percorrer apenas 3 quadras pequenas do centro de Gramado, não havia muitos lugares. Seria interessante que em outras edições do evento houvesse um estudo do local onde será feito o desfile, para dar chance a todos interessados olharem. Um local interessante seria na faixa entre Gramado e Canela, se houvesse uma segunda via de ligação entre as cidades.

E depois do desfile, óbvio: janta. E digo: não há regime que sobreviva ao mês de dezembro. O meu plano agora não é mais perder peso, mas simplesmente não recuperar mais que uns 2 quilos. Em janeiro eu volto à luta, e dessa vez com a bicicleta para ajudar.

Carácoles!

Hoje o Google liberou o arquivo de 20 anos de posts da Usenet, e não é que eu achei um post meu de 1994? O post é justamente um pedido de inscrição para participar de uma lista sobre fractais. Como isso foi parar num newsgroup eu nem imagino. Aliás, encontrei a prova que precisava para mostrar que desde 1996 eu uso o nick Tuddy :)) Vou ser obrigado a mostrar isso pro Tudy do canal #linux da Via-RS 🙂 Quem sabe assim ele para de me encher o saco dizendo que usa o nick a mais tempo que eu…

Mas o que me surpreendeu foi ver que a mensagem de inscrição na fract-l é a quarta mensagem mais antiga na Usenet onde aparece o nome da universidade onde me formei. A primeira foi um evento da universidade divulgado num boletim da SBPC em 11/01/1994. Já a segunda, a terceira e a quarta ocorrência foram todas no mesmo dia: 17/08/1994. Interessante, não?

E interessante também é ver a primeira referência à Björk em outubro de 1989. Já a primeira referência ao Pato Fu é de novembro de 1996. Eu poderia ficar procurando outras coisinhas, mas melhor deixar isso de lado e ir dormir 🙂

E essa eu vi essa na coluna do Gravatá (do jornal O Globo) e dá para dizer que é uma daquelas coisas inacreditáveis: a Simone gravou uma música muito legal falando sobre Internet! A peça foi escrita pelo maranhense Zé da Riba, em parceria com o potiguar Romildo Soares e a letra é um verdadeiro achado:

www.sem
(Zé da Riba – Romildo Soares)

Sem amor, sem ninguém
Sem nenhum, sem cem
Sem bondade, sem maldade
Sem saudade, sem alguém
Sem agora, sem passado
Sem futuro, sem presente
Sem memória
Sou www.sem

Sem sim, sem não
Sem baião, nem de dois
Sem tom, sem som
Sem baton, sem cachaça
Sem graça, sem dó
Sem pó, sem pirraça
Sem feijão, sem arroz

Sem teto, sem chão

É o w do w do w ponto plugado

E nesse jogo inventado eu fico sem ponto sem.

Sem amor, sem ninguém
Sem Rimbaud, sem cem
Sem queijo, sem rato
Sem beijo, sem Lacan
Sem Freud, sem manhã
Sem sina, sem menino, sem menina
Sem karma, sem cama,
sem drama, sem gasolina

Sem comédia
Sem a mídia, sem a média
Sou ponto sem

Sem cem, sem sol,

Sem Uol, sem anzol
Sem mar, sem lar

É o w do w do w ponto plugado

E nesse jogo inventado eu fico sem ponto sem.

Sem verbo, sem advérbio
Sou transitivo direto

E nesse verbo de amor e de paixão

Tão só tão tão

Absolutamente genial! Para quem quiser conferir, a música está disponível na Usina do Som. Até dá para relevar o fato de que é a Simone cantando.

E outra dica de música é essa aqui:

Natural Blues
(Moby)

oh lordy, trouble so hard
oh lordy, trouble so hard,
don‚t nobody know my troubles but God
don‚t nobody know my troubles but God

went down the hill, the other day
my soul got happy and stayed all day

oh lordy…

went in the room, didn‚t stay long,
looked on the bed and brother was dead

oh lordy…

Se você usar uma ferramenta tipo Morpheus você vai conseguir achar essa música com a Jill Scott (que tem um vozeirão dos diabos) cantando e o Blue Man Group (aqueles mesmo da propaganda da Intel que usam Macs nos seus shows) acompanhando na percursão. O nome do arquivo é Moby, Jill Scott, Blue Man Group – Natural Blues.mpg e mostra uma apresentação no Grammy Awards 2000. Levando em conta que os shows do Grammy geralmente são burocráticos esse realmente surpreende. Muito, mas muito bom. O termo apoteótico cabe bem aqui. Vale a pena procurar e baixar.

Pois é. Dois dias de bicicleta ergométrica aqui em casa. Dois dias onde já pedalei 1 hora por dia. Caramba, como eu estava precisando de um exercício! Só essas pedaladinhas já fazem com que eu me sinta bem melhor. E o legal de ter um troço desses em casa é que posso ficar pedalando e lendo. Atualmente estou lendo O futuro começou, uma coletânea dos primeiros textos do Isaac Asimov. Tem umas coisas muito ruins ali, mas mesmo assim vale a pena: a principal característica do Asimov é que ele não era um escritor literato, mas sim um escritor que expunha idéias. Para entender isso é só reparar nos diálogos, por exemplo, que nada mais são do que monólogos disfarçados. Ele mesmo confessa essa pobreza de estilo, só que lendo os textos iniciais se vê que Eu Robô e a Fundação é Shakespeare.

E se você gosta desse blog se antene: daqui alguns dias estarei de endereço novo. Será www.charles.pilger.com.br. Porque não .com.br? Por que eu não sou produto a venda, oras bolas! E porque não .nom.br? Porque essa terminação é ridícula! Não sei quem foi o gênio que teve essa idéia fabulosa. Mil vezes melhor .inf.br, que é de informação, e ainda por cima remete à informática. E o que vai ser o endereço www.pilger.com.br? Ainda não sei… Uma idéia que eu tenho é que pode ser a árvore genealógica da minha família. Isso seria legal 🙂 Aliás, muito legal a força que o meu cunhado me deu, emprestando o CIC da empresa dele para que eu pudesse registrar o domínio.

Falando em domínio, esses dias repassei uma idéia na lista blogueiros e parece que ninguém se interessou… A idéia é registrar o domínio is.not.br (.not.br é para ser usado por notários) e fazer uma página só com informações falsas sobre o Brasil: tipo que a capital é Buenos Aires, que a moeda oficial é a pataca, etc, etc. O mapa do país poderia ser aquele falso, onde a Amazônia aparece como área internacional. Eu até faria uma coisa dessas se tivesse dinheiro sobrando. Como não é o caso, passo a idéia adiante. Mas o que seria legal mesmo é usar sub-domínios, de forma que o endereço ficasse http://this.is.not.br. Que tal?

Pois é, hoje recebi uma advertência no trabalho. Não sou mais para ficar depois do horário lá. Como quando estou lá eu tento colocar o trabalho (que está extremamente atrasado) em dia, aproveitando que o ambiente fica bem mais calmo, isso quer dizer que as coisas vão atrasar mais ainda. Bem, como ordens são ordens, fazer o quê?

E hoje no Cafezinho, da PopRock, fiquei sabendo de um livro que me pareceu bem interessante: Once upon a time um inglês: a história, os truques e os tiques do idioma mais falado do planeta, de John Godinho. O livro conta a história da língua inglesa, sua formação e algumas curiosidades. Pode parecer chato, mas quem já leu livros como As línguas do mundo, de Charles Berlitz, sabe que o assunto é fascinante. Um problema seria achar o livro, já que ele foi lançado por uma tal de Editora Relume Dumará (alguém já ouviu falar dela?), mas felizmente existe o Miner. Pô, e não é que o livro é barato? Só 38 reais. Acho que vou comprar em janeiro (primeiro as despesas de Natal) para levar para a praia. Leitura desprentensiosa e relax prá descançar a cabeça…

Mas falando em pretensão, que tal a revista Play, da Conrad Editora? Toda moderninha, cheia de texturas “expertas”, de textos quebrados, inclinados, com fundos com baixo contraste… E querem saber? Eu gostei! É o renascimento da revista General, que eu adorava 🙂 Teve gente que não gostou, como o Rafa, e que meteu pau direto, mas eu acho que de todas as revistas que apareceram nos últimos tempos essa é a que mais promete. Até porque por trás estão o André Forastieri e Rogério de Campos, os dois críticos mais pretensiosos e (talvez por isso mesmo) mais interessantes da extinta revista Bizz. Só o fato de fazer uma reportagem sobre LAN Houses (um fenômeno que está ocorrendo até em cidades pequenas como Taquara, onde a gurizada fez uma vaquinha e comprou um roteador) já valeu a revista.

Mas como é que eu esqueço de comentar uma coisa dessas? Momento trash absoluto: no programa do Serginho Groismann de sábado eis que, cantando Fernando, se apresenta a Perla! Sim, senhoras e senhores, ela, a mulher que fez uma versão em portunhol de ABBA, ainda vive! E o que é pior: com um pique que mostrava escancaradamente que o Serginho não agita nem gelatina no pote.

E sim: eu tenho um disco da Perla. Mas foi o meu pai que comprou a trocentos anos atrás :))) Bom para ouvir e dar risada 🙂