Deu no NY Times uma prova da ignorância que os americanos tem em relação a como o mundo vê eles: Somos odiados porque somos um povo bom. Eles simplesmente ignoram o fato de que são uma nação intervencionista, que se mete nos assuntos dos outros países quando os rumos políticos / econômicos desses países contrariam os seus interesses econômicos. Está certo que eles querem levantar a moral dos seus leitores, mas um pouco de verdade ia bem.
Author Archives: Charles Pilger
No italiano isso tem um nome bem apropriado, e é “vendeta”: Americanos atacam mesquitas no Texas e em Chicago. Ou seja: não importa se você tem culpa ou não no cartório, mas o fato de pensar igual a alguém, ou de ser da mesma religião, ou de ser da mesma cor, ou de ter nascido no mesmo país, ou ou ou, motivam a vingança estúpida e cruel. E o detalhe é que ainda não se tem certeza se foram realmente árabes os responsáveis pelo atentado, mas sim uma forte suspeita.
E 15 anos atrás quem diria que isso seria possível: Moscovitas dão sangue às vítimas da tragédia nos EUA.
E é incrível: eu acesso a web para procurar notícias de informática e constantemente acabo parando numa notícia sobre os atentados. Meu cérebro não consegue se desligar do assunto… Estou chocado com a minha curiosidade mórbida 🙁
Nunca ouvir o meu nome foi tão assustador e tão tranquilizador: “Já passamos do grau máximo, chamado Delta, para o grau Charlie, que é o imediatamente inferior”, disse o secretário de Defesa Donald Rumsfeld. Ou seja: o dedo estava sobre o botão da bomba. A sorte é que os americanos não sabiam onde atirar.
E na correria de ontem para colocar trabalho em dia e para participar de um evento acabei não olhando os jornais em papel. Pois não é que uma conhecida minha lá de Taquara trabalhou no World Trade Center?
Taquarense não localiza os amigos e ex-namorado
Fonte: Jornal VSA vereadora Michelle Sápiras (PDT), de Taquara, tem familiares em Nova York e atuou profissionalmente por dois anos no World Trade Center, prédio onde trabalham o ex-namorado e 15 amigos. Ela voltou ao Brasil há um ano e três meses para se dedicar à carreira política. “Agradeço a Deus pelo rumo que a minha vida tomou pois, caso contrário, estaria trabalhando normalmente no World Trade Center”, desabafou. Michelle enfrentou três horas de angústia, sem saber se os pais, que moram a 30 minutos do World Trade Center, estavam bem. “Só conseguiram me ligar por volta das 13 horas.” Quanto ao ex-namorado, o consultor de empresas Nikolay Pannun, 28, e aos 15 amigos que trabalham no 82° andar da torre sul, só haviam incertezas. De um dos amigos, Inder Mohan Singh, 40 anos, natural da Índia, guarda lembranças especiais. “É ua pessoa religiosa e condena ataques deste tipo.”
Procurei o nome dos dois (Nikolay Pannun e Inder Singh) no safe.millennium.berkeley.edu e não achei 🙁
E periga jogarem uma bomba sobre as nossas cabeças por causa desse cara: Polícia Federal investiga ligação de prefeito brasileiro com Bin Laden. Pior que o cara é prefeito daqui do Chuí, extremo sul do Brasil. Agora, mais do que nunca, torço para que tenha sido um grupo de americanos de extrema-esquerda o autor dos atentados.
Mensagem publicada na lista FutBrasil,
repassada pelo Fábio Caparica de Luna para a lista Palíndromo:
From: Newton Cunha de Sena
To: futbrasil@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, September 12, 2001 12:18 PM
Subject: Re: [FutBrasil
Aviso aos navegantes: Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos e Um Copo de Uísque por Companhia de casa nova.
E tem um monte de gente censurando o Bush por ter se escondido ontem de tarde… O que esse pessoal queria? Que o cara fosse em praça pública com uma placa “alvo aqui” no pescoço? Se a moral do país já está baixa com os atentados, imagina como ficaria se o presidente fosse assassinado. Afundaria tudo de vez. Não gosto do Bush, mas o papel simbólico que o presidente tem numa hora dessas é extremamente importante.
Mais: no Centro de Midia Independente Noam Chomsky comenta os ataques. Aliás, uma dúvida: será que o NakedNews fez cobertura jornalística do atentado com strip-tease?
O CrisDias disse que boa parte das moedas usam o dolar como lastro. E que o lastro do dolar é o ouro. Bem, e se eu disser que desde a época do Nixon o lastro do dolar é o próprio dolar?
E se antes eram 3 horas de atraso, agora a coisa está mais sofisticada: 12 horas para um email enviado ao charles@pilger.net ser redirecionado para a minha caixa postal. A NamePlanet deve estar com um fluxo animal de emails…
Não sei dizer se é loucura ou estupidez: Frejat regravou Um índio. Não dá prá entender porque alguém sem voz inventa de regravar justo uma música do Caetano. E não é uma música qualquer: é uma das melhores interpretações dele. Bem, nem preciso dizer que a música foi assassinada.
Link para desativar as drogas dos popups da X10.
E sim, um dia depois já dá prá pensar em outras coisas que não o atentado nos Estados Unidos. Não dá para ignorar, mas dá para ir levando a vida.
É brabo! Olha só essa: uma jornalista me mandou um email fazendo perguntas sobre blogs. Eis a mensagem que eu mandei para ela:
Olá
Editoria Informatica wrote:
> Oi,
> Meu nome é Tacilda e sou subeditora do Caderno de Informática
> e Telecomunicações do jornal O Popular (www.opopular.com.br),
> de Goiânia. Estou fazendo uma matéria sobre Blogs e gostaria
> de colocar sua opinião sobre o assunto. Por que você decidiu
> fazer um blog?
por que é um jeito fácil de manter uma página pessoal. Não queria ficar perdendo tempo criando estruturas de navegação dentro de um site, com áreas, subáreas, etc. Um blog é mais simples, vou
metendo o que aparece na cabeça, e pronto. É algo meio anárquico.
> O que você acha que tem de interessante em sua vida que pode
> interessar a outros internautas?
Nem imagino. Meu blog seria interessante para que os meus amigos pudessem saber o que ando lendo atualmente, o que ando vendo, mas só. Eu realmente me surpreendo em saber que pessoas que estão fora do meu círculo de amizadas gostam de ler o mesmo…
> Você conheceu muitas pessoas na internet depois de colocar
> seu blog na rede?
Muitas não. Conheci algumas, mas foi mais porque eu comecei a ler os blogs delas do que o contrário.
> Qual o blog que você conhece – além do seu — que acha que
> vale a pena fazer uma visita?
Eu não acho o meu blog interessante para se fazer uma visita. Interessante é o Concatenum.com, do Denis, ou o 42, ou o rtfm, por exemplo.> Você pode me enviar uma foto sua para eu ilustrar a matéria?
Não 🙂 Não sou bonito :)) Assim sendo, melhor não ter foto 🙂
> Agradeço a colaboração
De nada.
Agora olha só o que saiu no jornal
O Popular:
Uma das vantagens do blog, segundo Charles Pilger (charles@pilger.net), é a possibilidade de restringir o acesso apenas a quem o autor da página quiser. Mas há outras vantagens, como não precisar pagar pela hospedagem da página nem ter conhecimento de HTML. “Um blog é mais simples, vou metendo o que aparece na cabeça. É um pouco anárquico”, resume Charles, por e-mail.
Pergunta: onde é que foi que eu disse que uma das vantagens do blog era ter o seu acesso restrito? Está certo que isso é uma funcionalidade muito legal, que alguns servidores de blog oferecem, mas eu não sei de onde tiraram isso… 🙁
Já temos o pé frio do ano: Silvio Santos. Afinal, depois de ter sua filha sequestrada e de ser rendido na sua casa pelo seqüestrador, ele resolveu ir descançar em… Miami.
Verbix, uma ferramenta online útil:
Verbix — study and learn the verb grammar, conjugation and inflection of: Afrikaans, Asturian, Batticaloan Portuguese, Cape Verdian, Catalan, Danish, Dutch, English, Esperanto, Etruscan, Faroese, Finnish, French, Galician, German, Gothic, Hausa, Hindi, Icelandic, Ido, Interlingua, Irish, Italian, Jamaican, Jiwarli, Kreyol, Kreyol Louisienne, Latin, Latino sine flexione, Martiniquais, Master Language, Middle High-German, Norn, Norwegian (bokmål), Novial, Occitan, Old English, Old Norse, Old Occitan, Old Scandinavian, Old Swedish, Papiá Cristang, Papiamento, Português de Corlai, Portuguese, Proto-Indo-European, Rhaeto-Romanic, Romanian, Runic Swedish, Sardinian (Logudorese), Setu, Shona, Spanish, Sranantongo, St.Lucien, Swahili, Swedish, Tamil, Turkish, Urdu, Welsh, Volapük, Wolof.
Ou seja: se você não sabe como conjugar aquele verbo maluco no pretérito mais que perfeito não há mais problema.