Acabei de mandar um email para Deus:

Ó Senhor!

Venho por meio dessa prece dizer que sempre O achei um ser bem-humorado. Eu dizia isso para os meus amigos, mas eles falavam que tal julgamento era blasfemo. Só pararam de incomodar no dia que eu mostrei para eles uma foto do ornitorrinco. Daí, tudo mudou e eles concordaram que você deve ter achado o filme Dogma engraçado (apesar de, perdoai-me Senhor, ter achado só a piada inicial engraçada).

Amém

Quer mandar também? É só ir lá no blog Dele: Blogus Dei, o blog do Senhor.

Eu sempre me perguntei porque era proibido o investimento em usinas de baixa geração de energia, para venda local de eletricidade, coisa que seria muito interessante no campo, visto que nos planos de investimento esses locais sempre são deixados de lado. Ninguém, nunca, soube me responder. Isso até hoje, quando o caro P.A.M.B (da lista Panela mandou uma cópia do ótimo artigo: Foi loucura, mas houve método nela: Gênese, dinâmica e sentido da crise energética brasileira. É um texto longo, porém extremamente esclarecedor de como funciona (ou funcionava, antes de começarem o desmonte da estrutura toda) a geração e distribuição de energia elétrica no Brasil.

E, entre outras coisa, lendo esse texto é que entendi o porquê da proibição e de sua obviedade: é justamente para evitar a crise provocada por uma queda no nível de chuvas. Melhor ter uma energia constante do que uma dependende de intempéries, além do que eu imagino que o custo necessário para abastecer uma região em estado de crise energético (como seria o caso em época de estiagem) seria muito mais alto que o custo necessário para montar a estrutura de distribuição de energia dentro do modelo empregado.

Muito inteligente isso. Só fico me questionando porque é que nenhum órgão de imprensa falou sobre isso esse tempo todo? Entenda-se que um analista de sistemas como eu seja ignorante no assunto, mas os grandes jornais do país tem acesso a tal tipo de informação facilmente. É de se acreditar no tal do “pensamento único” que o Veríssimo tanto mete pau (eu, sinceramente, via como sendo algo exagerado)…

E aproveitando a discussão de “prevenir para não remediar”, alguém aqui ainda é contra o Muro da Mauá?

Já está disponível para download a primeira música da era Vespertine (nome do álbum a ser lançado no final de agosto) da Bjork: Verandi. Enjoy!

Coisa ridícula isso: depois de proibir uma estudante de fazer uma hp homenageando o Vinícius de Moraes, agora a família dele, junto com a do Tom Jobin, estão metendo um processo na Helô Pinheiro. Motivo: uso indevido da imagem e da obra dos músicos. Oras, até onde eu me lembre a Helô Pinheiro sempre foi a Garota de Ipanema. Aliás, reza a lenda que a música foi feita em homenagem a ela! Deve ser recalque tardio das esposas…

Trecho de um email recebido na lista Panela, do caro Humberto Roman:

Mas ontem fui a Blumenau e Rio do Sul. No caminho, estava lá, a placa:

CURVA PERIGOSA
Dirija com cuidado
USE CAMISINHA

Levei um choque. Como fazer a curva se não tinha camisinha comigo? Depois percebi que os alemães estão usando as sinalizações de trânsito para combater a Aids. Duvidosa a eficácia. Ou trânsito e Aids tem tudo a ver?

De fato, boa pergunta… Acho que vou consultar os universitários.

E eis uma cortesia do Fernando Martinewski, do NO VAH que é rú:



E olha só que legal: no blog da ChunPurple encontrei uma foto da minha amiga Básica (de casaco bege), lá do canal #tecno (VIA-RS). Essa guria é muito doida, e muito legal 🙂 É a fã mais doente da Angelina Jolie que eu conheço… Aliás, agora me lembrei que tenho que ir lá na casa dela pegar o monitor 14″ que eu emprestei…

Chove horrores. De onde estou sentado, dá prá ver as pessoas correndo, tentando escapar da água. Minha mente divaga… Uh, chega! Hora de voltar pro trabalho. Com direito a trilha sonora do Eric Satie.

Madruga, e eu ouvindo Nick Cave:

Nick Cave & The Bad Seeds in Amsterdam 29/09/93 02
I found her on a night of fire and noise
Wild bells rang in a wild sky
I knew from that moment on
I‚d love her till the day that I die
And I kissed away a thousand tears
My lady of the Various Sorrows

(…)

Do you love me
Do you love me?
Do you love me
Like I love you

Sempre fui da opinião que música boa é aquela que te dá vontade de cortar os pulsos. Essa, em especial, é daquelas que fico ouvindo e ouvindo e ouvindo várias vezes. Linda, simplesmente linda.

Ah, claro, essa música (Do you love me?) é do disco Let Love In, de 1994. Outra pérola deste disco: Red Right Hand, que cheguei a ouvir (surpreendido) num episódio do Arquivo-X, com legendas traduzindo a letra. Foi a única vez que vi acontecer uma coisa dessas na série…

E fiquei sabendo de mais um eZine no ar: K. Só a presença da Manoella Colla (da Viés) já é garantia de qualidade. Já tá na edição #06, mas não se preocupe: tem o arquivo das edições anteriores na homepage deles.

Eis um livro que eu tenho que conseguir: Financial Intelligence Units in Action (Unidades Financeiras de Inteligência em Ação). Nele há explicações de como são realizadas lavagens de dinheiro. O quê? Eu quero fazer isso? Nããããoooo… O meu interesse é mais investigativo: quero entender como o Uruguai pode ser um dos maiores exportadores do mundo de ouro (e outros minérios) sem ter minas. É coisa muito difícil de entender, e creio que esse livro pode dar uma que outra luz.

E alguém pode ser condenado por assassinato se não há um cadáver para incriminar? Por definição não. Afinal, o cadáver é a prova de que houve o assassinato. Mas não é isso que está acontecendo no Brasil, onde desde 1993 há 5 garimpeiros condenados por terem participado do assassinato de 16 índios. Detalhe: até hoje não foi encontrado um único cadáver destes. Mais detalhes em O Crime da 5ª Turma, matéria do Janer Cristaldo no Baquete Diário.