Trilha sonora da tarde

Durante o trabalho costumo ficar ouvindo rádios do site mp3.com, e volta e meia acabo dando de cara com umas coisas muito legais. Olhe só o caso dessa banda que disse que é argentina e que se classificaram como sendo pop (e que tá mais prá world music): Aalavandhan – TamilPower. Fico imaginando a Gretchen dos anos 70 fazendo uma versão de \”Siri Siri\”…

Participe!

E o pessoal da Agenda do Samba & Choro criou logos para espalhar por aí promovendo o boicote aos CDs anti-cópias. Segue abaixo os mesmos e o html necessário para botar no seu blog e/ou site:


<center> <a href=\”http://www.samba-choro.com.br/debates/1037142061\” ><img src=\”http://www.samba-choro.com.br/s-c/imagens/artigos/anticopiasmenor.gif\” width=78 height=78 border=0 ></a> </center>


<center> <a href=\”http://www.samba-choro.com.br/debates/1037142061\” ><img src=\”http://www.samba-choro.com.br/s-c/imagens/artigos/anticopias.gif\” width=122 height=122 border=0 ></a> </center>

Faça a sua parte! Divulgue! 😉

Revolução à vista com o software livre

Esses dias dei uma entrevista via email, assim como várias outras pessoas, para a Luz Fernandes, jornalista do jornal A Tribuna falando sobre software livre, e ela acaba de me mandar um email avisando que a matéria está no ar. Sinceramente eu acho que ficou muito bom o artigo. Ela conseguiu sintetizar muito bem o que é software livre, destacando a idéia de comunidade que há ali.

A única coisa que eu não gostei é que uma das minhas respostas foi resumida demais. No caso no parágrafo:

A atuação do GASLi, segundo Pádua, respalda a Bancada Livre, um grupo de parlamentares que luta pela implantação do software livre nas redes de ensino público. Mas o GASLi quer ir além. Na perspectiva de Pilger, o SL deve ganhar cada vez mais espaço, por estar adaptado às necessidades de diversos tipos de usuários. “O SL está pronto para o usuário final e é a melhor opção”, destaca.

Na verdade o que eu escrevi para ela foi:

Vocês concordam que o SL ainda não está pronto para conquistar o usuário doméstico, que não tem noções de informática?

Antes de responder essa eu gostaria que você me dizesse o que é usuário doméstico. Por exemplo meu pai é um usuário doméstico, e ele faz um uso completamente diferente do computador que faz um garoto que faz o ensino médio. Para o meu pai, se o computador tiver um browser, um programa de email e um editor de texto, além de estar com
a impressora configurada, o Linux é o sistema perfeito. A única coisa que atrapalharia ele é o fato do programa do Imposto de Renda rodar apenas em Windows. Já para o um garoto que gosta de jogos, por exemplo, o Linux seria um problema, já que, comparado com o Windows,
há pouco jogos. Há jogos excelentes, porém poucos.

E outra coisa que tem que ser levada em consideração é que usuários domésticos dificilmente se relacionam com o sistema. Eles não usam o Windows por ser o sistema que eles escolheram, mas por ser o sistema que veio junto com a máquina. Pegue uma pessoa que de cara pegou um computador com o Linux instalado, com KDE ou Gnome rodando, e veja depois como ele se sai na frente de um computador com Windows. Já vi um caso em que um técnico tirou o Linux que um amigo meu tinha instalado dizendo que o Windows era mais fácil e a dona do computador
depois pediu para o Linux ser instalado novamente, pois o tal de Windows era muito complicado.

Assim, quando me perguntam se o Linux está pronto para conquistar o usuário doméstico eu só pergunto: que usuário? Dependendo da resposta
ele não só está pronto como é a melhor opção.

Como se vê a resposta curta lá de cima não reflete totalmente o que eu penso. Aliás, ela até soa meio cínica, já que quem me conhece sabe que eu não uso totalmente software livre. Em casa, por exemplo, uso Windows 98, já que quando comprei o computador ele veio com um winmodem, o que fazia com que eu não conseguisse me conectar direito no Linux. Até conseguia, mas o driver desenvolvido era tão primário que nem CRC tinha. Daí eu mudei de modem, mas me vi com o fato de que tinha que fazer o backup dos meus arquivos para ter espaço para reparticionar o disco. E daí bateu a preguiça de fazer backup dos dados… Opa! Isso quer dizer que eu não uso software livre em casa? Não, eu uso: uso o OpenOffice.org, uso o Mozilla, uso o GIMP, e por aí vai (a maravilha do software livre é que a maior parte dos sistemas é multi-plataforma, o que já não se pode dizer dos sistemas desenvolvidos pela Microsoft). E no meu caso seria melhor usar Linux? Sem dúvida nenhuma, aliás usar Windows em casa só me atrapalha, já que tenho que estar conectado para testar meus scripts. Poderia instalar o PHP no Personal Web Server? Sim, poderia, mas aí a segurança do meu computador seria mais precária do que já é hoje com o Windows rodando. Assim sendo, deixem-me comprar um HD ou uma unidade CD-R para salvar os meus dados que daí me livro da coisa. Na verdade me livro não: deixo numa partição para visitar de vez em quando, para testar um que outro programa \”for Windows\”. Aliás, quer saber? Ontem veio a restituição do IR, de forma que vou ver ainda hoje quanto tá um HD de 30 GB, que aquele meu de 4 GB realmente não dá mais.

E, aproveitando, como está o GASLi? Estou ainda juntando argumentos. Não são muitos, mas quero argumentos sérios, não suposições. Assim, dê-lhe procurar pelo relatório do Gartner Group dizendo que o TCO do Linux é menor que o do Windows, dá-lhe ler material do exército americano dizendo porque sistemas livres são melhores que sistemas proprietários, e por aí vai… Quero ver se até metade de dezembro estou apresentando a primeira relação de argumentos para discussão com o grupo.

Update: a Luz me mandou o seguinte email, explicando o porque do corte:

Sei que ficou resumido, mas se fosse explicar todos os tipos de usuários,
teria que abrir mais uma retranca e a reportagem foi feita para versão
impressa. Como você pode perceber, são vários entrevistados e tive que fazer malabarismo para costurar todas as declarações. Além disso, muita coisa boa ficou de fora. Só o material que tenho dos depoimentos teu e do Daniel, já dava pra fazer uma matéria tão profunda quanto, daí eu poderia me colocar um pouco mais. Porém, achei que o formato escolhido estava mais adequado para o veículo, e meu editor concordou. Se você conhece o Maçan e sabe como ele gosta de conversar e contar tudo nos detalhes, imagine como foi editar a entrevista dele.

Pois é… Se ela fosse botar as declarações do Maçan na íntegra não saia uma matéria, mas sim um livro 🙂

Interessante

É gozado ver como tem blogs de Porto Alegre que levaram a palestra do Roberto Bui a sério… Claro que é sério, mas não é para ser levado tão a sério. Entendeu?

Ok, não estava a fim de entrar no méritos, mas vamos lá: Luther Bliser, Wu Ming, a coleção baderna da Conrad, tudo isso, tem que ser visto com humor. Não porque são engraçados, nada disso, mas porque vendem a imagem de extremamente sérios. Sim, é a imagem que eles vendem mas que na verdade, nos bastidores, não é. Na palestra do Bui se percebia perfeitamente que havia humor ali, que a coisa não era só contestação, sair prá rua querendo mudar o mundo. Não, tinha humor, tinha o fato de ser contestatório pelo simples exercício de gozar da cara do poder. Aiás, não só do poder, mas da cultura também, ao vir com o discurso de arte coletiva. Levar a sério o Luther Blisset, o Wu ming, faz parte da piada. E antes que alguém fale que estou menosprezando o trabalho dos caras, já lembro que não há nada mais contestatório que mostrar o ridículo das situações.

E se querem mesmo uma prova que a coisa não é tão a sério assim é só lembrar que o cara por trás da Conrad é o Forrastieri, o maior sacaneador que escreveu na Bizz, gozando toda hora da cara dos leitores. Não duvido que todo final de tarde ele não fique rindo ao ver a gurizada levar o TAZ tão a sério.

All your base are belong to us.

Sem vontade

Semana passada na terça-feira fui no Ocidente e vi Superphones. Na quinta vi o Plato Divorak no BR3. Sexta? Roberto Bui (Wu Ming) na Casa de Cultura Mario Quintana. Sábado: Good Morning Kiss, Space Rave e Thee Butchers Orchestra. E domingo finalmente vi o Cidade de Deus.

E não estou com mínima vontade de comentar o que quer que seja sobre qualquer uma desses coisas… Alguns eu gostei, outros não, mas não importa. O fato que esse post é só para registro.

Peço desculpas pelo cansaço e a preguiça.

By Carmela

Legal isso que eu li no blog da Carmela:

ando revisando o conceito de design da sociedade cibernética atual. isso não diz muito se não há produção programada, mas se há planejamento pode-se esperar novos rumos para trabalhos futuros. há links demais e curvas de menos, há cores demais e branco de menos, há exibicionismo demais e funcionalidade de menos. e eu ainda espero encontrar o meio termo.

Concordo, concordo plenamente. Seria bom se o design fosse mais minimalista, simples, com poucas coisas na tela. Só o essencial. Algo como o BTTB do Ryuichi Sakamoto, que não cansa os olhos nem um pouco…

O mal-humorado pessimista

O mal-humorado pessimista:

Não costumo ser grosseiro. Apenas quero mostrar que estão errados. Outro dia, o zelador tirou o capacho da minha porta para lavar e o devolveu na do vizinho. Tirei e coloquei na minha. O vizinho pegou e colocou na porta dele. Peguei outra vez, cortei o capacho no meio e coloquei um pedaço em cada porta. Fico sem, mas ninguém pega mais.

Cara, o rafa é mesmo uma figura! 🙂

Código maluco

Você entende o mal que me aflege e que ocasionam resultados como o do post abaixo quando pensa que nesse momento estou em casa programando, acertando um programa que tem que estar no ar segunda-feira e que não consegui acabar a tempo, antes do feriado.

Mas o bom, o bom mesmo é quando pego o código que estou portando de Perl para PHP e vejo nos comentários sobre o que faz uma função uma pérola dessas:

Calcula um fator maluco para ser usado no calculo do codigo bancario.

\”Fator maluco\” é tudo o que eu precisava ver hoje de tarde…