Mala é coisa de pobre

Pois é, por uma dessas agruras do mundo corporativo acabei virando freguês do Santander. No caso, a empresa onde eu trabalho, resolveu assinar um acordo com o banco e eu e os meus nobres colegas passamos a receber o salário por ela. Bem, teve gente que xiou, teve gente que gostou. Eu particularmente gostei, já que o financiamento com débito direto em folha tem uma taxa de juros boa. Mas o problema é que o RH da empresa onde eu trabalho estava com o meu endereço desatualizado…

Bem, poderia contar aqui uma verdadeira epopéia, mas vamos simplificar: meu cartão do banco está vencendo esse mês. Tudo estaria bem se eu tivesse recebido o novo cartão, mas não. O que está acontecendo é que mandaram o cartão para o meu antigo endereço. O detalhe interessante é que eu recebo os extratos do Santander no meu endereço atual, assim como propagandas. É de se perguntar que diabos de base de dados é essa que permite que um cliente (que já reclamou trocentas vezes sobre cartões e acesso ao home banking que nunca chegam) continue recebendo parte de sua correspondência em um endereço (que não é mais válido) e outra parte em outra. E dá-lhe pedido para mandarem o cartão para a agência para eu pegar lá, dá-lhe telefones do Santander para confirmar meu endereço n vezes, e por aí vai.

Sabe, eu fico me perguntando se um banco pode gastar uma fortuna fazendo coisas como patrocinar o Ronaldinho (é, aquele jogador de futebol deslumbrado que não sabe nem ao menos o que é uma poupança) deixando de lado a qualidade dos serviços oferecidos. Propaganda boa é a feita no boca a boca, com contratos que ofereçam vantagens para o cliente. É olhar ações de marketing como essa, pensar nos serviços oferecidos, e ficar indignado.

One Response to “Mala é coisa de pobre”

  1. André Pessoa Says:

    Também sou cliente do Santander. Minha experiência é bem semelhante à sua. Em poucos meses de conta, já aconteceram coisas esdrúxulas, que jamais aconteceram nos meus anos de conta no Itaú:

    - Segunda-feira de manhã, todos os caixas eletrônicos sem dinheiro;
    - Site que cai de vez em quando;
    - Precisar de 4 senhas diferentes para acessar o banco pela internet.
    - Cartão de débito que recusa uma compra mesmo tendo dinheiro na conta;
    - Etc. etc. etc.

    Quando eu vejo aquelas propagandas do “melhor banco do mundo” com os jogadores da seleção, o sangue ferve…

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