Demasiada seqüela

Deixe-me ver o que eu fiz hoje. Não sei bem o que eu fiz hoje. Muita cerveja na cabeça? Não, nem tanto, mas deixe-me ver o que eu fiz hoje. Ah sim! Encontrei a Nay, a Camila, o Mac, o Zack, o Maurício, o André, a Aninha e a Dani lá no Mac. Tinha um outro garoto que chegou com a Camila, mas tive vergonha de perguntar o nome dele. E mais vergonha ainda tenho por não ter ligado para a Carla, mas a Nay parece falou com ela e ela tinha saído com os pais dela pro zoológico. Acho que é isso, não lembro direito. Lembro que joguei sinuca com a Dani. Jogamos umas 7 partidas. Perdemos juntos todas. Divertido, muito divertido. Isso eu lembro. E depois teve milk-shake duplo (depois reclamo que estou gordo), isso antes do Diego chegar e a gente ir no Mac de novo. Disso tudo eu lembro.

E sábado? Sábado teve festa de aniversário do Rique, do Vinícius e do Vicente. Sim, eu lembro, estavam eles lá no salão de festas da Madi, eles e mais o Otávio, a Bethânia, a Márcia, a Bele, o Toni, a namorada do Toni (que eu sempre vejo na Unisinos e que sempre – sempre – esqueço o nome: vergonha) e mais gente cujo nome não lembro. Tô ficando velho? Bem, sempre tive problemas para guardar nomes. Depois do aniversário fui com o Leonardo ver o jogo do Grêmio. Eu, um colorado, no Olímpico. Pior que foi bonito, já que o Grêmio ganhou e tinha um monte de gente feliz à minha volta. Eu tirei fotos do jogo com a minha pen-cam, fotos que parecem figuras abstratas, pois não dá para entender nada das fotos. Ô camerazinha ruim sô! E de noite fui prá Portão na Electric Circus. Vi Not So Easy num dos melhores shows que eu já vi deles, show que eles fizeram para 5 pessoas (o que foi triste). Não vi a banda de reggae, mas sei que a pista tava cheia (o que é mais triste ainda). E daí vi B-Negão no que pode ter sido um dos melhores shows do ano. Isso foi no sábado. Tudo isso no sábado.

E na sexta-feira? Dormi. Não saí da casa, simplesmente dormi. Ainda bem, pois se não fosse por isso eu não me aguentaria em pé agora. Sim, tô cansado.

Qualidade ou quantidade?

Historinha interessante postada pelo Fabiano Onça na lista Radinho:

Existe uma historinha ótima sobre esse dilema qualidade x quantidade. Na
segunda guerra mundial, os alemães desenvolveram um PUSTA tanque, o Tiger.
Muitos consideram ele e seu irmão – o Panther – como os mais perfeitos
blindados daquele confronto.

Pois bem. Enviaram algumas divisões para a frente oriental. E começaram a
receber noticias de que o Tiger vinha sendo surrado por um novo e
misterioso tanque sovietico, o KV-85. Capturaram uma peça inimiga e lah
foi o tal KV-85 para a fábrica dos panzers. O resultado da inspeção?
Aquela lacraia jamais passaria no teste de qualidade ao qual eram
submetidos os Tiger.

O ponto era que enquanto os nazistas produziam 100 tigers/mês, os
soviéticos facilmente montavam 2.000 lacraias no mesmo período. No campo
de batalha, efetivamente, um Tiger fazia estragos, destruía facilmente 5,
7, 10, 15 adversarios antes de ser inutilizado. Mas ao final, caía diante
do enxame de KVs-85 bicheiras, que só tinham uma grande qualidade – um
canhão de grosso calibre em cima da carcaça.

Pois é, é de se pensar…

Identificador único

Uma colega de trabalho me perguntou se eu conhecia um cara. Na hora ela não lembrou do sobrenome dela, o que era um problema, já que é um nome comum, mas ao me dizer o email da pessoa tive certeza que eu não conhecia. Pelo menos não por aquele email ali… Fui procurar no Google e vi que ele tinha outro email, e aquele email lá eu conhecia sim. Tanto conhecia que na hora se formou a imagem mental da pessoa na minha cabeça.

Mas o que me chamou a atenção é que se ela tivesse me dito o sobrenome isso não teria me ajudado muito. Eu não costumo guardar o sobrenome das pessoas, pois é comum ter várias pessoas com o mesmo nome completo. Amigos mais chegados, colegas de trabalho, esses sim eu guardo, mas no mais… Foi aí que me toquei que eu já criei um mecanismo de identificação único: o email ou o site da pessoa. Afinal João da Silva tem zilhares por aí, mas o joao@dasilva.com só tem um. Sim, assim como na Idade Média tinhamos o John de Windsor agora estamos tendo o João de dasilva.com, com a vantagem de que em dasilva.com de fato só tem um João, enquantos John\’s na Windsor de 1318 devia ter às pencas.

Ou será que isso é mais um sinal de que eu passo tempo demais na frente do computador?

Ser eclético? Não, não é isso que importa…

Há quem estranhe o fato de eu ter aqui em casa, ao lado dos CDs do Radiohead, Madredeus e Interpol coisas como Acqua, Funk da Lata e Right Said Fred. Vou dizer o quê? Que curto de tudo um pouco? De que vai adiantar dizer isso se vão continuar olhando meio torto? Bem, o causo é que no último número da Revista da MTV tem uma entrevista com o Marcelo Camelo e lá pelas tantas ele coloca uma coisa que tem tudo a ver com a forma como eu escuto música. Vale a pena a transcrição:

Quanto de cerebral existe nesse processo de composição?

No final das contas acaba tendo muito pouco de cerebral, porque acredito que a arte na verdade é um gatilho que funciona para ativar uma emoção que já se carrega dentro de si. Todo mundo carrega, a arte é um código, é uma chave que consegue funcionar como o gatilho de uma emoção que a pessoa já carrega. E aí nesse sentido tanto faz se é uma música, um quadro, uma letra, um filme. Acho que existe uma coisa de inconsciente coletivo que é o lance de encarar a obra como um gatilho emocional. Acho que é a grande arma da nossa banda. Na verdade, é a gente ter essa liberdade de se sentir muito à vontade de usar de todas as coisas que já existiram e existem sem preconceitos de gênero, sem estabelecer juízos de valor, porque quando ouço Kelly Key, por exemplo, e me emociono, eu me emociono porque me emociono e ponto final. Isso é o mais importante.

Com o que você se emociona na música da Kelly Key?

Com as melodias, as batidas, danço junto. Danço também com Claudinho e Buchecha, eles tem várias músicas bonitas. E quando me emociono é porque é emoção mesmo, cara, é deixar aberta essa via. Eu me alimento disso, cara, se começar a colocar barreira nisso, começar a cortar esses canais de comunicação que meu coração tem com a arte, estarei diminuindo um fluxo que me alimenta. Não se pode tirar da arte essa função primordial, porra, que é de entreter. O limite da arte é o limite do corpo de quem a recebe, ninguém pode vir de fora e dizer para você: \”Tem que ouvir Mozart por isso ou por aquilo, que é bem melhor que Claudinho e Buchecha\”. Essa relação de uso de valor não é verdadeira.

Resumo da ópera: tá com vontade de ouvir Ângela Maria com Tortoise? Piazolla com Pedro Luiz e a Parede? Pois vá em frente! Se você gosta, se sente alguma coisa especial ouvindo isso vá em frente. Ok, ok, tudo tem limite, por isso não me obrigue a ouvir Comunidade Ninjitsu. É, vai baixando o volume aí do Chevetão aí maninho, senão eu chego com o meu portátil CCE foderoso e te faço engolir Sigur Rós.

Anti-spam CRP

Pois hoje fui obrigado a mexer no código daqui do sistema do blog… No caso fiz o seguinte: verificação de email nos comentários. Como assim? É o seguinte: você resolve escrever um comentário e daí clica ali no \”comentar\”. Daí vai no formulário que aparece, entra com o teu nome, o teu email, a url da tua página, escreve o que quer dizer para os outros e clica no enviar. Se antes essa mensagem era publicada imediatamente na página agora não é mais assim. Agora é enviado um email para você com um link que, ao ser clicado, vai liberar o comentário na página. E porque isso? Por causa de spams. Não, você não tem idéia de quantas propagandas para cassinos onlines foram colocados hoje aqui… E todas as propagandas tinham uma coisa em comum: emails inválidos. Assim sendo, botei essa coisa antipática aí. Se querem me encher de propaganda que pelo menos suem um pouco. O quê? Os bons pagam pelos maus? Pois é…

De qualquer maneira sempre temos que procurar ver o lado bom da coisa: agora pelo menos eu tenho certeza que fulano de tal realmente está falando aquilo. É muito fácil alguém botar o nome e o email de outra pessoa ali naquele campo. Desse jeito pelo menos a pessoa que tem o seu nome usado pode ficar sabendo que estão sacaneando com ele 😉