Depois de uma sexta-feira estressante nada como ver uma boa notícia:
Wired: Cientistas identificam defesa natural contra HIV
Ok, não é a cura a curto prazo, mas já é uma esperança para que no futuro se vença essa droga de doença 🙂
Depois de uma sexta-feira estressante nada como ver uma boa notícia:
Wired: Cientistas identificam defesa natural contra HIV
Ok, não é a cura a curto prazo, mas já é uma esperança para que no futuro se vença essa droga de doença 🙂
Estava pensando cá com o meu umbigo: porque será que políticos eleitos sempre contratam jornalistas para fazer o papel de porta-voz? Será que o \”cargo\” não é mais adequado para um profissional de relações públicas? Afinal, sendo o cara jornalista parece que ele está alí cobrindo alguma coisa, o que não é o caso. Na verdade o cara ali está servindo de interface (o que não tem muita lógica, já que como político ele deveria prestar contas diretamente ao eleitor, e não usar uma pessoa para isso) entre o político e a sociedade, logo não há trabalho jornalistico nenhum. Bem, talvez, é o que eu acho… Se um jornalista ou RP passar por aqui, fique a vontade para usar os comentários 😉
Segundo os textos do Nix, na Fraude, nerd é magro. Preconceito idiota baseado em filmes de Hollywood. Nerd é aquele que não só sabe que kilngon é apenas uma língua alienígena mas também sabe que ela foi criado por um linguísta (Marc Orkrand) e é considerada a melhor língua artificial, ganhando do Esperanto em termos de facilidade. Isso sim é ser nerd 😉
Vi essa no Rastro Digital: Nerds mandam bem. Muito bem.
Nerds lêem. Nerds pesquisam. Nerds gastam 70% do salário em música. Nerds adquirem conhecimento. Não importa em que área, o que importa é que o vocabulário deles é ilimitado. Um “Você é a estrela mais brilhante do céu” certamente virá acompanhado de uma aula sobre o Sistema Solar onde você descobrirá que, na classificação de tamanho das estrelas, a Alfa é a estrela mais brilhante de uma constelação, e se o Centauro é a constelação mais perto do nosso sistema solar, você é a Alfa-Centauro brilhando no coração dele. Um bilhetinho com uma letra de música nunca, graças a deus, nunca vai ser uma letra cafona do Bryan Adams: ele sempre vai achar uma banda obscura, um cantor performático, ou vai te convencer de que aquela guitarra FALA, e é sobre amor. Ele pode inclusive escrever um conto em sua homenagem, fazer cartões feitos de disquetes obsoletos, realizar instalações artísticas em vídeo digital, criar uma conta no servidor dele pra você baixar o que quiser do HD dele, mas NUNCA, NUNCA, NUNCA vai demonstrar seu amor chamando aqueles carros com alto-falante e fogos de artifício. Nunca. Pense nisso.
Pior é que realmente eu gasto 70% do meu salário (isso é: o que sobra do aluguel e comida) em música e quadrinhos, e eu jamais, em hipótese nenhuma, contrataria um daqueles carros de som para fazer uma declaração de amor. Se é para fazer algo do gênero eu faria algo mais singelo, tipo contratar um tocador de gaita (gaiteiro não, tocador de gaita) para ficar tocando músicas do Chet Baker. Mas carro de som não.
Na verdade eu não deveria falar isso, já que é bem uma demonstração da minha solidão, mas enfim: o que ficou faltando nesse fim de semana foi alguém para ficar abraçado no escuro e ouvindo Mum bem baixinho… Bem que eu queria me apaixonar de novo.
Estou ouvindo uma coletânea chamada Listen to the Planet – A musical journey around the world. Esse nome pomposo é só prá disfarçar, já que na verdade é uma coletânea de músicas de filmes, com direito a mais duas músicas barrocas no final. Tem verdadeiras preciosidades, como Merry Christmas, Mr. Lawrence, de Ryuchi Sakamoto, do filme de mesmo nome, Ay Manu Wata Ai, de Stewart Copeland para o filme Rapa Nui, e Tuesday Night in Memphis, do John Lurie para o filme Mystery Train. Sim, outras daquelas preciosidades que se acham em balaio… Mas o que eu quero falar é de The Host of Seraphim, do Dead Can Dance. Essa música aparece numa cena belíssima do filme Baraka, feita num lixão, mostrando pessoas ali naquele ambiente deplorável procurando comida. Estou ouvindo ela e fico pensando se não seria o caso de colocar ali na lista abaixo ela como sendo a música apropriada para o meu enterro, em vez de This Mortal Coil. Talvez não, pois é uma música que não trás consolo algum, ao contrário da voz da Liz Fraser, que acalanta… Mesmo assim, é uma belíssima canção para momentos tristes.
Definitivamente fim de semana tinha que ser de três dias… É gozado ver como aconteceu um monte de coisa nesse fim de semana ao mesmo tempo que não aconteceu nada. Por exemplo: hoje fui dormir as 7 da manhã (depois de passar quase a noite toda comemorando o aniversário da Eliana, uma amiga aqui de SL) para de tarde ficar passando umas gravações que eu fiz em fita pro computador. Ou seja: não sai de casa, mas fiz bastante coisa. E sexta também fiquei dormindo o dia inteiro, depois de ter feito festa na quinta (shows da Restaurante do Fim do Universo, Super Mozart e The Next – muito ruido, e bateria eletrônica até não poder mais) e ter ficado aqui em casa ouvindo música com os amigos até as 9 da manhã. Mas enfim, fiz festa, me diverti e tô descansado. Gostaria que fosse sempre assim…
Essa eu ví lá no blog da Manu e achei muito legal:
Uma música que
O gozado de fazer uma lista dessas é que nada é definitivo 🙂 Só ao passar a lista a limpo eu já fiquei pensando em mudar algumas coisas, mas deixa assim. Talvez daqui a um ano eu faça ela de novo e veja o que bate 😉
A prática de planejar o que fazer da vida, de imaginar o que se vai fazer, onde se vai estar nos próximos anos soa meio fútil depois de ler uma notícia dessas… Bem, enquanto o pior não acontece o jeito é ir levando a vida e praticar o humor negro. Se a gente levar as coisas muito a sério acaba fazendo como aqueles pais que matam os filhos, querendo evitar que eles sofram caso o pior aconteça.