Barulheira

Com essa a Manu vai dizer que estou saindo muito de novo… Fui hoje no 356 ver Blanched, e estava bom, muito bom. Foi legal o bar ter aberto espaço prá bandas mostrarem músicas próprias, fugindo do esquema aquele de bandinha cover. Assim, toda a terça-feira é para ter 4 bandas tocando, cada uma uns 45 minutos, a partir das 22h30. Assim dá prá ir e ficar sem medo de entrar madruga adentro, o que é ruim no trabalho no dia seguinte. Ok, toca tudo que é coisa possível e imaginável, e até chegar na Blanched tive que aguentar duas bandas fraquinhas, mas valeu a pena 🙂 Guitarras a mil, distorção, enfim, a velha e boa barulheira. E tudo isso por 2 reais 🙂

E semana que vem no 356 tem a Not So Easy tocando, meio que esquentando as turbinas prá sexta-feira, quando eles se apresentarão no Extreme Pub, em Novo Hamburgo, junto com a Blanched. Coisa dO Apanhador… E na outra terça parece que é para ter Viana Moog. Ou seja: toda semana tem uma banda que manda bem nos ruídos e isso é muito bom… 🙂

Gente fina

O Zeca Pagodinho é um cara legal. Olha só o que ele falou sobre pirataria:

As gravadoras e a Polícia Federal têm que ver isso, e não eu ficar dizendo \”não compre disco pirata\”. Como não comprar? O cara gosta do Zeca Pagodinho, vê três discos por R$ 5 e o original por R$ 25. Se ele pedir para assinar eu assino.

É isso aí! É muito bom ver que tem artista que respeita quem gosta do som dele, mesmo não tendo dinheiro para pagar o oficial. Tirei o chapéu pro cara!

Indignado

Sim, eu fiquei indignado com essa história, e mandei o seguinte email para a AmBev:

Estou profundamente chocado com o insulto feito pela Ambev ao Corpo de Bombeiros de Brasília. Colocar um trio elétrico para levar os jogadores bem no Dia do Bombeiro é uma total falta de respeito com esses heróis anônimos que arriscam a sua vida por nós nos momentos mais difíceis. Vocês conseguiram com isso manchar a comemoração da vitória do Penta. E para quê? Só para divulgar a marca de vocês. O que vocês acham que são, achando que podem insultar uma instituição como o corpo de bombeiros? Fico chocado com a incompetência do setor de Relações Públicas de vocês e espero que vocês se lembrem do tapa na cara que derem nesses profissionais na próxima vez que tiverem que agradecer o trabalho deles caso aconteça algum infortúnio nas empresas de vocês.

Se você quiser puxar a orelha deles é fácil. Basta clicar aqui.

Falta de respeito

Nem bem ganharam a Copa e os jogadores já estão com o rei na barriga, a ponto de insultar o Corpo de Bombeiros bem no Dia do Bombeiro. Total falta de respeito dos jogadores, da CBF e da Ambev, que se meteu num troço que não tinha nada a ver com eles. Ou só porque é patrocinador tem que ficar passando por cima dos outros?

Tsk tsk tsk, que vergonha!

Tem mais que se fazer CPI do futebol e acabar com essa cartolagem cretina. Tô pouco me lixando pro futebol, mas quando uma corporação como a dos bombeiros é insultada, corporação essa formada por um bando de anônimos que dão a vida deles para ajudar os outros por uma salário que é outro insulto, eu já fico prá lá de indignado. Prá mim jogador de futebol não é herói, herói mesmo é bombeiro, que se mete no fogo ou enfrenta enchentes para salvar a vida dos outros.

Exercício de futurologia

Cada época tem a sua cidade símbolo. Londres e os anos 80. Berlim e New York, cada um com a sua metade da década de 70. Ali as coisas aconteciam. por algum motivo ou outro aconteciam. E se fosse para escolher um local para ir hoje, com perspectivas de ver coisas novas acontecendo, para onde eu iria? Provavelmente Moscou. Sim, Moscou, Rússia. A da Praça Vermelha. E porque? Porque está chegando aí a primeira geração jovem nascida dentro do capitalismo. Uma geração consumista, curiosa, sem limites impostos por qualquer religião. Enquanto Estados Unidos embarcam na onda paranóica do mundo pós-911, a Europa vive a euforia da União e o resto do mundo procura maneiras de não se afundar em crises várias, a Rússia entra pro grupo dos países mais ricos, com uma população que tem educação, um sistema de saúde que funciona e que está vivendo um período de descobertas no que se refere à liberdade. Assim, enquanto tudo que é país do mundo fica botando trancas para a liberdade de informação, eles viveram isso durante anos e não querem que tais amarras ressurjam.

Pode parecer loucura, mas eu vou ficar prestando atenção no que sair de lá. Ah se vou!

Penta

Cheguei em Taquara hoje perto da uma da madruga. No que saí do ônibus já me mandei pro bar com nome de agência turística, o BrasilTur. Lá encontrei alguns amigos (Leca, Milena, Luciana, Vanina, selma e Henry) e ficamos conversando e bebendo até as 4 horas da manhã. Bem divertido, até porque não esperava encontrar a Vanina em Taquara… Quando o bar já estava meio que fechando, e as cadeiras sendo ajeitadas porque o pessoal ia ficar lá até as 8 da manhã prá ver o jogo pensei: \”Hmmm, tá na hora de ir\”, e me fui pro mundo. Ou seja: cheguei em casa, fui prá cama e dormi umas 3 horas, até o meu pai me tirar dela dizendo que o jogo já tava começando.

Sim, eu assisti à final da Copa do Mundo.

E quer saber? Fiquei apavorado vendo como um time como a Alemanha chegou na final. Ok, eles pressionaram, foram perigosos, mas que coisa mais feia aquele jogo deles. Não sou a pessoa mais indicada para comentar o que quer que seja sobre futebol, mas que eu achei os caras duros feito pedra eu achei. Mas tudo bem: são alemães, e eu descendente de alemães sei muito bem o que é ser duro, sem ginga.

Enfim, o Brasil é Penta. Agora vamos ficar uma semana comemorando e depois lembrar que há coisas sérias no país e que está vindo uma eleição por aí. Só espero que lembrem que não foi o Serra que convocou o Felipão.

Banda cover

Estava na dúvida se ficava aqui em São Leopoldo ou ia prá Taquara no fim de semana. O porquê? É que vai tocar uma banda só de grrrrrls no BR 3. No mínimo interessante. Só que ao saber que é banda cover resolvi deixar para lá. Se é para ouvir L7 e coisas do gênero o melhor é ouvir os originais mesmo…

Em quanto ao BR 3 tive que rir hoje. É que estou lendo o Mate-me, por favor e lá pelas tantas dei de cara com o seguinte trecho falando sobre o lendário CBGB:

Ele ia fazer o lugar ficar parecido com um drive-in. Ia pôr o palco na parte da frente da casa; desse modo as pessoas também poderiam ouvir a música da rua. A gente disse: \”Hilly, isso não vai dar certo – em primeiro lugar, a pessoa que ficar vendendo os ingressos não vai conseguir ouvir nada do que disserem; em segundo, quando as pessoas forem embora, vão passar bem na frente da banda; em terceiro, você vai receber reclamações da rua.\”

Adivinhe onde é que está o palco no BR 3 e o que acontece por causa da localização…