Yabu é o cara

Olha, posso até não gostar do Combo Rangers, mas não dá prá negar que o YaBlog é uma das coisas mais divertidas dos últimos temos 🙂 Teste de fidelidade na web… O que não é ter tempo sobrando…

BBB

E acabou o Bigui Bródi Baiano ganhando… Do jeito que as coisas iam era meio óbvio isso. Ganhou o \”simplório\” (para não dizer burro), o de bom coração, sem maldade. Não acompanhei a coisa para saber se isso tudo é verdade ou não, assim sendo não dá para opinar.

Porque estou opinando então? Sei lá. Falta de assunto 🙂

O ser humano é mal

Tirado do blog Universo em desencanto:

Um senhor aposentado, de poucos recursos, foi levado à Justiça por não desfazer-se de sua cadela. Mora em apartamento e o regulamento não permite animais no prédio. OK. O síndico ganhou a causa e ele recebeu uma multa no valor de 5 vezes o valor de seu apartamento. Aparecia na reportagem, desesperado, chorando, por não poder pagar aquele absurdo e por ter que se desfazer de seu animal de estimação.

Eu fico pensando que diabos de juiz é esse que dá ganho de causa para algo desse tipo. Ok, a lei diz para não ter animais no prédio, certo, tudo bem, lei é lei e se não está satisfeito que se mexa e que se esforce para que se mude a lei. Mas aplicar uma multa de 5 vezes o valor do apartamento? O que justifica uma multa dessas? Em vez de se punir uma falta o que fizeram aqui vou destruir com a vida do cara. Não tem sentido uma coisa dessas, realmente não tem sentido…

Tema para tese

Eu fico me perguntando quando será que um estudante de comunicação fará uma tese ou dissertação falando sobre o uso de metalinguagem nas histórias da Turma da Mônica. Não, não estou brincando, estou falando sério. É incrível como o Maurício de Souza brinca com o conceito de história em quadrinhos, onde elementos como os quadros, os balões e o próprio ato de desenhar são utilizados como elementos humorísticos. O melhor exemplo disso são as histórias do Louco, onde ele abusa até não poder mais da linguagem para realçar a loucura do personagem em questão.

Corrente

Quatro e meia da tarde. Pois é, eu ia na Redenção ver o pessoal do #rs_rock. Ia. Mas ficar aqui em casa ouvindo Radiohead na frente da janela com a porta do ap aberta no meio do corredor de vento tá tãããoooooo bom…

Domingo de feriadão

Miojo sabor carne com tomate. Meu CD do Ok Computer, Radiohead, está arranhado. As músicas volta e meia pulam. Tinha uma época que eu achava que isso só acontecia com vinil.

E a temporada começou quando o homem gordo chegou. Nada de excepcional teria acontecido se não fosse a chegada dele, já que era um daqueles dias que a gente gosta de ficar em casa, lendo revistas velhas e ouvindo uma música pop tão elaborada que dá quase para dizer que é jazz. Ele chegou com seus quase quarenta anos e deitou malas no chão, esperando que alguém as levasse para dentro. Fui lá e peguei algumas, de forma que ele percebeu que além de mim não havia ninguém mais para ajudar e se mexeu. Na hora de fazer a ficha de registro, ele soltou essa:

– Nome?

– Bandini, Arturo Bandini! – assim mesmo, com exclamação no final.

Minha mãe olhou para ele por alguns instantes, e perguntou quanto tempo ele pretendia ficar. \”Uns quatro ou cinco meses\”, respondeu ele. Ao notar que o olhar interrogativo à sua frente ficou mais penetrante completou: \”É que eu sou programador e agora tô desenvolvendo um projeto particular.\” Programador? \”É, analista de sistemas, para ser mais exato.\” Olhei para as malas. De fato havia uma maleta de notebook lá (que não havia sido deixado no chão quando da chegada e que ele mesmo carregou) e pensei que projeto era aquele. Minha mãe continuou conversando mais um pouco, ajeitando detalhes (ele perguntou se pagando adiantado os três primeiros meses de hospedagem tinha desconto – sim – e que precisaria acessar a Internet de vez em quando e se podia fazer isso usando o telefone da pousada – sim novamente – e por aí vai) e quando ele estava indo para o seu quarto minha mãe tirou de debaixo do balcão o Notas de um velho safado que eu sempre deixava ali e disse:

– Senhor Bandini, tudo bem que o senhor esteja tirando umas férias de si mesmo, mas eu não posso botar esse nome na ficha de hóspedes…

Ele ficou vermelho, voltou até o balcão e escreveu o nome dele no livro com a cabeça abaixada, dizendo com um sorriso tímido:

– Geräuschemann. Meu nome é Alberto Geräuschemann. – e ele aproveitou e nessa hora fez o cheque para pagar a hospedagem. Foi aí que a minha mãe percebeu o quanto ela foi, para variar, indelicada.

Geräuschemann… Homem do ruído… É, essa temporada prometia.