A vida é uma festa

Pois esse fim de semana na praia foi algo. Até sexta-feira a coisa estava boa, com direito a passar a madrugada inteira conversando com as Flávias, trocando umas idéias bem legais (e antes que Hiro pergunte de novo: não, eu não comi. Rapaz indiscreto esse…). Só que chegou sábado e foi aquilo… Tédio puro e absoluto. Sério, o balneário está morto, e é incrível que eu tenha achado mais coisas para fazer no meio da semana que no fim da mesma. Ok, eu podia ter me mexido mais no sábado, ter procurado mais, mas acho que ainda estava meio letárgico por causa da noite anterior. O fato é que ontem, domingo, eu me mexi e não encontrei NADA. Sinceramente nunca mais reclamo de São Leopoldo, que tem lugares legais para se ir no domingo.

Mas na verdade o que me frustrou mesmo esse fim de semana foi ter perdido a festa:


Pelo que eu pude ler (1, 2, 3 e 4) a coisa estava massa. Só digo uma coisinha: Marcos, não te entusiasma tanto que o pessoal da Lagarto tem público cativo (se bem que o pessoal da Viana também). O jeito é esperar para ver se o fenômeno se repete 😉

De qualquer maneira uma coisa boa ter voltado cedo para casa no domingo: ver o Almodovar dedicando o Oscar de melhor roteiro às pessoas que estão protestando contra a guerra ao redor do mundo. Isso foi 10.

Semente bichada

O Estado de São Paulo : Sem lucro, agricultor dos EUA desistiu da soja modificada

O sojicultor americano Rodney Nelson, também presente no seminário Ameaça dos Transgênicos: Propostas da Sociedade Civil, contou sobre sua experiência nada animadora com transgênicos. \”Desisti o produto porque não dava a produtividade e o lucro que eu desejava.\”

Nelson é produtor agrícola em Dakota do Norte, onde cultiva uma área de cerca de 9 mil hectares, principalmente com soja. Áreas menores são destinadas ao girassol e ao trigo. Ele, interessado em aumentar a produção e obter mais lucros com a comercialização de grãos, começou a plantar a soja transgênica Roundup Ready, da Monsanto, em 1998. \”O rendimento das lavouras ficou abaixo dos registrados nas lavouras convencionais\”, diz.

Ou seja, não basta os trangênicos serem algo que não sabemos que efeitos causam no meio ambiente, eles ainda não cumpre o que prometem! Tsk tsk tsk…

E para melhorar a coisa mais ainda:

Há dois anos, o sojicultor voltou a plantar grãos convencionais. \”Numa área de 6 mil acres, não consegui entregar um único caminhão de soja limpa, sem ser transgênica\”, afirma. Ele lembra que os produtores americanos têm dificuldade em encontrar sementes convencionais. Desde 1999, a família de Nelson responde a processo movido pela Monsanto num tribunal de Missouri. A empresa alega que os produtores guardaram sementes da safra 1998 para plantio no ano seguinte. Ele nega a acusação.

Ameaça – É exatamente sobre a Monsanto que o especialista em mercado internacional de grãos Dennis Kitch faz uma previsão ameaçadora para o Brasil. Segundo ele, a multinacional poderá entrar na Justiça e cobrar royalties do governo brasileiro caso ele comercialize a produção de soja transgênica do Rio Grande do Sul.

Duas coisas: o agricultor não poder guardar sementes para plantar a próxima safra e o Estado vai ter que arcar com o pagamento de royalties por conta de quem agiu de forma ilegal, plantando soja transgênica por conta própria. QUer saber? Tem que mais meter essa porcaria no fogo e quem resolveu ir contra a lei que aguente as conseqüências! Por que eu tenho que pagar com os meus impostos pelas burrices praticadas pelos outros???

Mãe de todas as bombas

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Bombas em Bagda

MOAB: Mother of all bombs! Cada cogumelo aí é uma dessa bombinhas, que tem um raio de destruição de 1 quilômetro. Sim, num raio de um quilômetro está se formando uma área totalmente devastada, onde a única coisa que vai sobrar é pó. Ao menos as vítimas do World Trade Center tiveram restos mortais para serem enterrados, já esses iraquianos nem isso vão ter. Do pó viestes ao pó retornarás. A explosão é tão forte que chega a fazer a terra tremer. Na verdade só uma bomba atômica é mais devastador que essa criança aí.

Fico perguntando quanto tempo vai levar para o Mister Bush começar a jogar essas coisinha em outro país e que motivos ele dará. É só discordar do homem e pimba, torna-se um alvo em potencial.

Não há o que dizer, de tão absurdo que é tal situação…

Cidadãos

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Criança paquistanesa trabalhando para a Nike

Fico pensando numa comparação para a situação atual e dá para dizer que se os Estados Unidos fossem a Grécia clássica os americanos seriam os cidadãos e o resto os escravos. Por quê? Porque nas antigas cidades havia democracia mas só os cidadãos votavam e ao resto só cabia aceitar. Mas imagina que os americanos vão aceitar que alguém diga que eles não levam a democracia pro resto do mundo…

Update: no Rafa achei esse belo artigo do Eduardo Galeano, onde ele coloca que não votou em Bush para ele ser o presidente do mundo. Pois é, eu também não, mas quem se importa com o nosso voto?

Saudades

Acho que estou gostando mesmo de São Leopoldo. Já estou com vontade de voltar para ver o Diego, o Leonardo, a Nay, a Renata, o Marcos, o Douglas, a Jéssica, o Maurício, enfim, tanta gente. Sinceramente a praia está um tédio, onde a única coisa boa é que estou colocando a leitura em dia (aliás, aos interessados em empréstimo um aviso: a ordem na fila por enquanto está o meu cunhado e logo em seguida o Leonardo…).

Acho que finalmente criei raízes.

Eu não disse? Eu não disse?

Folha Online : Greve por equiparação salarial com São Paulo pára Ford na Bahia

Os trabalhadores da Ford em Camaçari (BA) entraram em greve hoje por tempo indeterminado, reivindicando equiparação salarial com os metalúrgicos que trabalham para a empresa, em São Bernardo do Campo (SP).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Aurelino Pedreira, a média salarial paga pela Ford aos 1.200 funcionários baianos é R$ 530,00. \”Em São Paulo, para executar as mesmas funções, um operário recebe R$ 1.500\”, acrescentou.

Com a paralisação _a terceira, desde que a Ford foi inaugurada_, cerca de 600 carros deixam de ser produzidos por dia. Ao ser informada que a paralisação atingia todos os setores da fábrica, a diretoria da montadora ofereceu um reajuste de 8,1%, rejeitada pelos operários.

\”Não queremos receber um índice insignificante de reajuste. Vamos lutar pela equiparação salarial com os colegas de São Paulo\”, disse Pedreira.

Segundo a diretoria da Ford, os metalúrgicos baianos somente têm direito ao reajuste em julho. No início da noite de ontem, dirigentes sindicais e da empresa estavam reunidos na DRT (Delegacia Regional do Trabalho) da Bahia tentando fechar um acordo para acabar com a paralisação.

Os funcionários da Ford em Camaçari (região metropolitana de Salvador) que foram ontem pela manhã à empresa não entraram para trabalhar. \”Iniciamos a mobilização pela manhã\”, disse Pedreira.

Além do reajuste salarial, os grevistas também reivindicam que as empresas que trabalham para a Ford coloquem transporte à disposição de todos os funcionários. Segundo o sindicato, pelo menos 70% dos funcionários da Ford e outras empresas automotivas instaladas em Camaçari residem em outras cidades e têm que pagar R$ 3 por dia para ir trabalhar.

Pois é, o chato de estar aqui em Santa Catarina é que não tem nenhuma viúva da Ford por perto para poder ficar gozando da cara… Só eles mesmo para acreditarem que a fábrica ia ser uma maravilha. Obrigado ao CrisDias pela dica 😉

O ridículo não tem limite

Eis que abro a minha caixa postal e dou de cara com um email com o título Guerra!. Abro e dou de cara com essa coisa nefasta:

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Não, não vou linkar a empresa que faz serviço tão útil, anunciando de forma tão humana. Sinceramente a humanidade me decepciona cada vez mais…

Veja só…

E não é que o Roberto Panarotto, da banda Repolho, tem um blog? Algo me diz que tenho que ler mais vezes a Revista Atlântida… Aliás,olhando na revista vi que tinha esquecido de botar o link para a página e para o email da banda no blog da Walverdes, na última mexida que eu fiz para acertar o html (quando se publica figuras grandes nas bordinhas na parte superior e inferior ficam estranhas). Já corrigi o problema dos links, agora é só descobrir porque diabos as bordinhas não ficam alinhadas.

Guerra

E eis que ontem eu saí de casa para dar uma volta. Sentia uma vontade enorme de ficar na frente da TV, acompanhando o que acontecia em Bagdá, mas fui mais forte e saí. Sei que se eu ficasse em casa não ia ter jeito: invariavelmente eu ia ligar a TV e ficar acompanhando a Globo retransmitindo a CNN. Assim sendo, saí. Fui, tomei uma cervejinha á beira-mar, dei uma volta e chegando em casa fui dormir. Resisti à tentação de ver o que estava acontecendo. Escapismo? Não, simplesmente é que não quero saber de joguetes de mídia, de ser manipulado, de nada disso. Eu só queria que o mundo fosse um local tranquilo, e que a verdade fosse mais fácil de ser encontrada. Mas estamos em guerra, e a paz foi pro buraco e a verdade há meses está apanhando.

E pensar que é tudo isso começou por causa de petróleo… Uma vida custa quanto barris? Chega a custar um?

NO WAR