Eu sei que esse virundum é cretino, mas não tinha como jogar essa oportunidade fora, não?
Esse fim de semana, além do dia das mães (com a presença tanto da minha mãe como da mãe da Taila), se comemorou lá em casa a mudança para Porto Alegre. Na verdade aproveitamos a ocasião para mostrar para as nossas famílias o nosso novo lar. E posso dizer que morar onde estou morando é muito bom. O único senão é que não tem (ainda) Internet conectada, já que a GVT não está com pontos disponíveis. Assim, nesse meio tempo vou acessando a rede de cibercafés, como esse que estou acessando agora. É o jeito…
E sobre o trabalho? Olha, estou gostando. Ok, o ritmo por hora está lento, sendo que não tenho muita coisa para fazer, já que estou ainda na fase de treinamento. Já me falaram que é assim mesmo, que é bom eu ir me acostumando com os dias em que não se tem nada para fazer e se preparar para os dias em que o bicho pega. Olha, depois de trabalhar num projeto de implementação de ERP em uma universidade e numa incubada em um pólo de informática eu fico me perguntando se o bicho realmente pega… Mas enfim, o caso é que as coisas vão bem.
A única coisa, na verdade, que não vai bem é que eu tenho uma sensação de isolamento aqui em Porto Alegre. É fácil de entender: em São Leopoldo eu saia à rua e parecia um candidato a vereador, já que era dar dois passos e já ia cumprimentando alguém. Já aqui a coisa é bem diferente. Ando pelas ruas sem ver conhecidos, apenas estranhos. Ocasionalmente vejo alguém para cumprimentar, mas é coisa rápida, corrida, sem muitas conversas, até porque é gente que eu não via a muito tempo. Nem tinha me tocado de como tinha me isolado nesses últimos 3 anos. O triste nisso tudo é que eu saio do trabalho com vontade de chegar em casa e me isolar mais ainda. Nem pareço ser o mesmo Charles de anos atrás.
Mas, enfim, o negócio é ir me acostumando. Tão logo seja confirmada a minha contratação no Serpro (afinal estou no período de experiência, né?) coloco o apartamento em São Leopoldo à venda. E daí não tem mais volta: terei queimado o navio.
Foi em 1994 que eu vim morar pela primeira vez em São Leopoldo. Estava estudando na Unisinos, trabalhava lá como monitor no laboratório de informática e ficava matando o tempo junto com os bolsistas da pesquisa. Nessa época fui morar numa pensão ao lado da prefeitura, e costumava a noite ir no Mac Bar, geralmente levando um livro. Então, em 1996, voltei para Taquara, onde trabalhei em um provedor de acesso até, em 1997, me convidarem para trabalhar como webmaster na Unisinos, o que fez com que eu voltasse a São Leopoldo. Na Unisinos acabei ficando 11 anos e depois saí para a ADP e de lá acabei indo para uma incubada no Pólo de Informática da Unisinos. E assim foi até mês passado, quando fui chamado para trabalhar no Serpro como concursado.
E de 1997 até 2000 morei em duas repúblicas, transitando pelo Mac Bar (sempre com um livro debaixo do braço), bebendo umas que outras com os colegas de apartamento. Aos poucos essa gurizada foi voltando para casa, indo embora, botando o pé na estrada, e assim foi até ir morar sozinho em um JK na rua Marques do Herval. Passado um tempo descobri perto do prédio um bar, um tal de Br-3, e passei a frequentar o lugar. Foi ali que a minha vida começou a ficar realmente divertida. Até então eu ia levando a vida, fazendo uma festa aqui, outra ali, mas foi ali que eu passei a viver o que a Viana Moog maravilhosamente definiu como sendo a boêmia adolescente após os 30. Foi a época que eu conheci pessoas muito legais, que eu participei d’O Apanhador e do Gordurama, que fiz muitos amigos e que me renderam alguns dos dias mais felizes da minha vida, tanto que volta e meia eu largo um Volta 2003! para o vazio.
E foi justamente em 2003 que eu comprei o ap da Saldanha da Gama. Nessa época o Br-3 já tava indo por água abaixo, mas tinha o 356 para as festas mais comportadas e o Bar do Podrão (aka Andar de Cima) para as festas mais malucas. Foi nessa época que o conceito São Leopoldo-Detroit ficou mais forte do que nunca. Não tinha festa ruim por aqui. Em todas havia um sentimento de urgência e uma alegria que se sentia no ar. Era uma época de exageros e uma época de definições. Era uma época de auto-destruição e crescimento, onde valia a máxima de que a estrada do excesso conduz ao palácio da sabedoria. Forçado? Pode ser, mas para mim 2003 foi um marco, e foi com tristeza que vi nos anos seguintes a magia aos poucos se ir.
Em 2004 o Casarão abriu, e foi para ali que as festas migraram, até o ponto que ele se tornou uma ilha isolada, visto que todos os outros bares tinham fechado. O Ateliê Zumbi andou junto por uns 2 anos, mas não durou muito tempo, e até 2006 era lá na esquina da Independência com a João Neves da Fontoura que a festa rolava. Foi ali que eu comecei a namorar a Taila, e a gente costumava vir pra casa dormir até as 2, 3 da madrugada para ir lá dançar. Foi nessa época que eu mais me diverti brincando de DJ, e acredito que muita gente gostava do som que se colocava. Mas como tudo que é bom acaba e na metade de 2007 já não havia mais Casarão.
E depois do Casarão? Bem, tinha o Seventy Pub (que não durou muito) e o Armazém San Lou. O Pop Cult apareceu em Novo Hamburgo. E em São Leopoldo apareceram o Jockey Club e a Embaixada do Rock. E é nesse ponto que estamos hoje, e sinceramente dá uma pena ver que a coisa não é mais a mesma. Se em 2001/2003 havia uma certa cena (pequena, focada em poucas bandas e alguns zines, mas mesmo assim uma cena), nesse final de década não há nada. Ok, faz tempo que não vou no Pop Cult, mas essa é a situação de São Leopoldo. É algo triste de ver. Para se ter uma idéia até o Mac Bar morreu, afundado pelos traficantes…
E é nesse clima que aparece esse emprego em Porto Alegre. Com um salário bom, tão bom que posso me dar ao luxo de alugar um apartamento na Cidade Baixa, de forma que estou deixando Detroit. Ok, a Taila já me disse que Detroit não existe mais faz tempo, mas mesmo assim eu sempre queria ver ela de novo, queria poder sair às 3 da madrugada no sábado e ver gente se divertindo como se não houvesse amanhã, mas não vejo mais isso. E não é porque os antigos boêmios ficaram mais velhos, mas sim porque se vê que esses boêmios não deixaram herdeiros, não souberam manter os lugares onde todo mundo confraternizava, enlouquecia, se divertia. Hoje as festas parecem apagadas, sem aquele brilho que havia. Talvez seja impressão minha, essa idéia de que houve uma TAZ por aqui… Mas enfim, o caso é que estou de mudança, estou indo para uma nova casa (nem tanto atrás de festas, mas sim de conforto). Então, é isso que me resta: me despedir de São Leopoldo, e agradecer à essa cidade que me acolheu muito obrigado pelos anos de ótimas lembranças que ela me proporcionou.
Hoje tive um probleminha com uma base, onde precisei em uma tabela pular vários índices. Infelizmente o PHPMyAdmin não permite editar o AUTO_INCREMENT de uma tabela, de forma que tive que ir buscar lá na documentação do MySQL. Fuça daqui, fuça dali, eis que achei a solução:
alter table tabela AUTO_INCREMENT = valor
Extremamente simples, não?
Hoje me deparei com uma situação meio que inusitada: fui obrigado a ordenar uma tabela por código de produtos.
Até aí tudo normal, se não fossem os códigos algo como ‘CT 70′, ‘CT 100′, ‘CT 40′, ‘LG 90′, e por aí vai. O problema é que se eu faço um SELECT * ORDER BY codigo ele retorna a seqüência anterior assim: ‘CT 100′, ‘CT 40′, ‘CT 70′, ‘LG 90′. Como se pode observar o’ CT 100′ vem antes do ‘CT 40′ e ‘CT 70′, já que para o MySQL está fazendo uma ordenação por string.
Assim sendo, o que fazer? Bem, felizmente o MySQL tem a função substring-index, que permite que a gente quebre uma string usando um delimit. Assim, para ordenar de forma correta temos: SELECT * ORDER BY SUBSTRING_INDEX(codigo, ‘ ‘, 1) ASC, SUBSTRING_INDEX(codigo, ‘ ‘, -1) +0 ASC. Por que o select é duplo? Um para ordenar primeiramente pelos caracteres iniciais (sem ele nosso exemplo ficaria ‘CT 40′, ‘CT 70′,’LG 90′, ‘CT 100′) e o segundo para ordenar de forma numérica (a conversão se dá graças ao + 0 acrescentado após a função). Com isso obtemos a ordem correta: ‘CT 40′, ‘CT 70′, ‘CT 100′, ‘LT 90′.
E obrigado ao Paulo Cazarotto pela ajuda
Nunca que eu ia pensar em somar zero para converter de string para numérico…
Eis que hoje consegui resolver um detalhe de uso do Ubuntu que a tempos tem me enchido o saco, que é o seguinte: quando se usa algum script que chama algum aplicativo (caso do DB Designer Fork), ao se dar um duplo clique aparece uma mensagem “Você quer executar * ou exibir seu conteúdo?”.

Fico me perguntando quem abre o arquivo para visualizar ele com a mesma freqüência com que o executa mas enfim… O caso é que para parar com essa encheção de saco é simples: basta ir, no painel do Gnome, em Locais e abrir um navegador de arquivos. Ir então em Editar > Preferências e ir na aba Comportamento. Uma vez ali é marcar na opção “Executar arquivos textos executáveis quando forem aberto”.

Feito isto é clicar em Fechar e pronto! A partir daí, quando se der um duplo clique no script, ele abre direto, como deveria ser desde o início dos tempos.
Bem, no meu trabalho atualmente estou usando o CakePHP para desenvolver páginas. E hoje, depois de ter feito o upgrade na minha máquina para o Ubuntu 9.10, fui testar um site que estou fazendo e ele veio inteiro, porém sem um CSS ou JS. Nesses casos, dava um erro 404 ao acessar os arquivos.
“Bem, deve ser erro no mod_rewrite…”, pensei. Fui olhar e estava ok, funcionando. Então o que podia ser? Daí fuça daqui, fuça dali, acabei descobrindo o que houve: parece que na atualização o arquivo /etc/apache2/sites-available/default foi mudado e todas as diretivas AllowOverride estavam setadas como None. Então, setei o AllowOverride para All em <Directory /> e <Directory /var/www>, salvei o arquivo e reinicializei o Apache. Resultado? Funcionou!
O chato é que levei uma tarde inteira para achar essa informação sobre o AllowOverride…
Assim sendo, fica a dica caso você esteja enfrentando os mesmos problemas.
Ok, só para constar: em julho do ano passado eu pedi demissão da Unisinos. Depois de 11 anos trabalhando lá achei que estava mais que na hora de sair da zona do conforto e tentar algo novo. Assim procura aqui, procura ali, e um amigo me avisa que há uma vaga na ADPLabs do Brasil e lá fui eu. Ótimo lugar para trabalhar, com uma equipe muito legal, só que com o inconveniente de ter que ir todo o dia para Porto Alegre. Não que com o Trensurb isso seja um problema, na verdade o ruim era desembarcar na estação São Pedro e ver o ônibus saindo naquele exato momento. Daí dá-lhe esperar uns 15 minutos até aparecer outro. Ok, tudo bem se fosse uma vez que outra, mas não, era quase todo santo dia. E depois, na hora de voltar, era comum ter que esperar quase meia hora para aparecer um para ir pro metrô. Daí, com essas esperas, mais o tempo de caminhada da minha casa até o Trensurb e vice-versa, eu gastava mais de 2 horas em traslado.E quer saber? Isso cansa.
Foi então que no começo de fevereiro apareceu um convite para trabalhar em outro lugar, no caso na F1 Soluções, empresa do meu caro amigo Eduardo “Gordinez” Oliveira, o baterista da extinta Not So Easy. Topei o desafio de pegar uma empresa pequena, que está crescendo rápido, e no dia 2 de março comecei aqui como desenvolvedor e líder técnico, ajudando a melhorar os processos de desenvolvimento da casa, baseado na minha experiência na Unisinos e nos 7 meses que tive de ADPLabs. O detalhe: a empresa é uma incubada do Pólo de Informática da Unisinos, de forma que estou praticamente de volta à casa onde me formei. É interessante ver como nesse caso a minha vida dá voltas.
E nesse meio tempo a Taila começou a trabalhar como secretária escolar numa escola municipal de São Leopoldo, ao mesmo tempo que estava estudando pro vestibular da UFRGS. Então, vendo essa correria toda não é de estranhar que o SinosRock tenha ficado para trás e tenha morrido. Simplesmente a gente não conseguiu mais dar conta de manter o site. Mas agora, com a Taila na UFRGS (a secretaria da escola ela deixou pra lá: era muito stress, de forma que não valia a pena) e comigo com mais tempo livre, nada impede a retomada do projeto, e assim que der ele volta ao ar.
Bem, basicamente é isso. E se quiser acompanhar melhor o que ando fazendo, lendo, ouvindo, etc e tal, sugiro que me acompanhe no Twitter.
Eu sempre fui um cara de ler muito. Calculo que antes dos 20 anos eu tenha lido cerca de 1.000 livros, visto que eu costumava ler pelo menos uns 2 ou 3 livros por semana desde que os meus 10 anos. Sim, eu era um adolescente com muito tempo livre, e a minha leitura era razoavelmente rápida: só para ter uma idéia eu li todos os 4 volumes d’As Brumas de Avalon em uma semana. Depois que eu entrei na universidade minha taxa de leitura de livros de ficção caiu bastante, não tanto por deixar de ler, mas sim por me voltar à leitura de livros técnicos, e com a Internet eu passei a ler menos livros ainda, já que há tanta coisa para ler na Internet que falta tempo para ler os clássicos.
Assim, quando vi que o jornal britânico The Guardian publicou uma lista de 1000 novelas que todos devem ler fui dar uma conferida se eu estava fazendo a lição de casa. O resultado? Não, não estou fazendo. Dos 1.000 livros indispensáveis aí da lista eu só li 56 deles! A saber:
Ok, ali entre os 1.000 tem um monte que eu comecei a ler e não fui até o fim (tipo o Ulisses, o O Nome da Rosa ou o Don Quixote) mas isso não atenua o fato de que eu estou meio mal na foto. Acho que é o caso de aproveitar melhor as viagens de metrô entre Porto Alegre e São Leopoldo que eu faço diariamente e meter a cara nos livros.
A questão de alguns meses atrás fiz um teste com o Google Translator usando uma frase do Chico Buarque: O que será que será que dá dentro da gente e que não devia?. Bem, estava dando uma olhadinha nos meus feeds e lá pelas tantas vi uma dica sobre um tradutor feito pela Microsoft. Na mesma hora pensei: como será que ele se sai no teste? Só para constar o Google continua traduzindo a frase acima para What would be giving into the people and that should not?, porém retornando dessa vez Qual seria o que dá para a gente e que não deve?. Como se pode ver não é nenhuma beleza de tradução… Vamos à Microsoft então:
What is to be 2003/484/CFSP(2) within the people and that should not?
MAS QUE DIABOS É ISSO ? ? ? 2003/484/CFSP(2) ???? Ok, vamos dar uma chance pro tradutor e fazer de conta que o que retornou foi What is to be within the people and that should not?. Indo na ferramenta e traduzindo a frase para o português temos então O que é nas pessoas e que não deve?, o que não é nada mal! Tem muito mais sentido que a frase que o Google retornou! Está bem longe do perfeito, mas enfim está melhor.
Mas já que estamos testando tradutores como será que se sai o AjaxTrans, site que fiquei conhecendo pelo StumbleUppon esse fim de semana? Bem, a frase em inglês saiu What would be giving into the people and that should not?. Hm, peraí, eu já vi isso antes, não?
Só para confirmar, em português a frase acima foi convertida para Qual seria o que dá para a gente e que não deve?. É, como se pode ver o Joel Parish faz uso do Google Translator na ferramenta dele…
Mas enfim, resolvi antes de fechar esse post fazer mais um teste: como seria se cada ferramenta convertesse para o português a frase gerada em inglês pela concorrente? Bem, a Microsoft converteu What would be giving into the people and that should not? para O que seria dar para as pessoas e que não deve?, e o Google translator converteu What is to be within the people and that should not? para Qual é a de estar dentro das pessoas e que não deve?. Esperava ver um resultado melhor, as duas trabalhando junto, mas ainda não foi dessa vez…