Oração de Graças

Senhor,

eu que gosto de música, que gosto de conhecer coisas legais, que gosto de ouvir coisas legais, mas que nunca se lembra de ficar lendo a Pitchfork, a PopList, entre outras coisas, venho através dessa oração agradecer por colocar no meu caminho esse bom amigo, que me apresentou coisas maravilhosas como The Raveonettes e Interpol, e amigos como esses, que me apresentaram a Mogwai e Frank Poole. Aliás, quero especialmente agradecer por ter me apresentado esses bons amigos, que me tiraram da minha letargia e que fizeram com que o ano de 2002 (que tinha tudo para ser um ano horrível) fosse um dos mais legais que eu tive nos últimos tempos, um dos que eu mais pulei, mais dancei, mais agitei nos últimos 15 anos.

E quero também agradecer pelas horas de músicas maravilhosas que passaram pelos meus ouvidos nesse ano através das mãos da Blanched, Viana Moog, Deus e o Diabo, Lagarto a Vapor, Not So Easy, Pata de Elefante, winston, Sensifer, Superphones, Pulse e outras tantas bandas boas que existem nesse Rio Grande do Sul e que tive a sorte de assistir.

Por tudo isso quero agradecer Senhor, e desculpa aí se na maior parte das vezes não acredito na sua existência. Se o Senhor me desse mais anos com boas músicas como esse que passou minha descrença seria menor, bem menor. De qualquer maneira, obrigado por 2002 Senhor.

Amém

Um pequeno tutorial

Estou pensando em fazer um programinha para ser usado aqui no trabalho. A idéia é distribuir ele depois para os colegas do meu setor, e como não tenho conhecimento em programação para Windows (programo basicamente para servidores) resolvi pesquisar para ver uma linguagem free que permitisse a criação de executáveis stand-alone em que fosse fácil fazer um aplicativo para essa plataforma. A resposta? Python usando tkinter. Só que o Python é interpretado, certo? Assim sendo o jeito é converter scripts Python em executáveis win32. Procurei e graças ao santo padroeiro das buscas achei um aplicativo que faz isso 🙂 É tão bonzinho o bichinho que resolvi fazer um pequeno tutorial para os interessados em entrar no estranho mundo dos aplicativos que rodam em clientes:

É a inauguração da sessão técnica do meu blog 😉

Criando uma aplicação Windows em Python

Criar uma aplicação Windows utilizando Python é extremamente simples. A primeira coisa que é necessário é, obviamente, instalar o Python. Feita a instalação cria-se uma aplicação usando o tkinter, que é a biblioteca padrão para GUI do Python. Por exemplo, um Hello World:

# File: hello.py
from Tkinter import *
root = Tk()
w = Label(root, text=\"Hello world!\")
w.pack()
root.mainloop()

Para executar ele basta salvar num arquivo hello.py (para manter as coisas organizadas vamos criar um diretório específico para isso: testpy) e ir na linha de comando. Lá você executa o seguinte comando:

C:\\>cd testpy
C:\\testpy>python hello.py

Nesse momento se abrirá uma janela com o indefectivel \”Hello World\”. Utilizando o tkinter você pode contruir aplicações completas do ponto de vista gráfico sem problemas, e com uma vantagem: são portáveis.

Contudo o que estamos vendo aqui é que queremos construir uma aplicação Windows usando Python. Assim sendo, não tem sentido fazer um aplicativo que você tem que instalar o interpretador da linguagem, caso você queira distribuir tal programa. Assim, o caso agora é instalar o py2exe, um gerador de executáveis win32 para o Python. Feita a instalação é necessário criar um arquivo de configuração para o py2exe poder trabalhar.

Por exemplo, para gerar um executável do nosso hello.py, é necessário criar um arquivo setup.py com o seguinte conteúdo:

# setup.py
from distutils.core import setup
import py2exe

setup(name=\"hello\",
      scripts=[\"hello.py\"],
)

Note que esse é o exemplo mais comum de um arquivo de setup. É aconselhável dar uma boa olhada na documentação para poder, entre outras coisas, atribuir um ícone para o seu aplicativo… Uma vez criado o arquivo entre com o seguinte comando para iniciar a compilação:

C:\\testpy>python setup.py py2exe -w

No caso o parâmetro -w está informando ao py2exe que você está criando uma aplicação Windows, e não uma aplicação que vai rodar dentro de uma janela modo texto.

Feita a compilação você verá que foram criados dois diretórios: build e dist. O diretório build contêm as bibliotecas que foram utilizadas para a compilação do aplicativo, e é interessante manter elas para agilizar o processo de recompilação. No diretório dist está o aplicativo propriamente dito, no caso dentro do sub-diretório hello. Ali dentro você encontrará, além do arquivo hello.exe, os arquivos necessários para a execução do programa. Agora é só pegar o diretório, empacotar e distribuir o seu programa, de preferência com o código-fonte junto, já aqui estamos compilando o código não é para esconder ele, mas sim para simplificar a vida do nosso futuro usuário, não? 😉

Charlibéis

Depois, quando eu digo que eu era muito, mas muito chato, a ponto do meu melhor amigo ficar um ano sem conversar comigo, o povo não acredita:

Na janta do ex-colegas, eu pronunciei o nome do Charles Pilger e os outros lembraram e me surpreenderam que em 1992 havia sido criado o Nível de Chatice, medido em charlibéis, tendo em vista a fama que ele tinha de chato em Taquara. Surpresa porque em 2002, 10 anos depois, o Marcos, eu e a Belle passamos uma madrugada falando coisas como charba, charbeador e Charla Averbuck… Tanto que ele enjoou de ficar ouvindo o próprio nome e foi embora da festa, em São Leopoldo.

Essa pérola aí é lá do blog do Douglas, uma pessoa que eu tenho quase certeza que me acha um chato 😉 Afinal eu consigo aparecer na casa dele nas piores horas e quando eu chego acontece de que eu não sei quando é a melhor hora de sair de lá….

Mas o problema todo é que eu tenho uma predisposição a ser chato desde que ganhei meu nome. A coisa é muito simples: se você pegar o meu nome completo e separar os dois primeiros fonemas você terá Charles Roberto Pilger. Sim, isso mesmo: charopi, o que dá numa pessoa xarope e um pouco errada. Sim, como tudo na vida a culpa é dos meus pais!

Mas falando sério o bom é que hoje já não sou (tão) chato assim. Tenho ainda as minhas manias, mas procuro falar menos, aliás bem menos. Aliás a tempos eu vivo com a situação embaraçosa de não ter a mínima idéia do que falar com as pessoas. Se elas começam um assunto tudo bem, mas eu não consigo começar um sem achar que estou enchendo o saco. Isso se justifica na medida que tinha uma época que eu deixava a lingua solta e quando via estava a meia hora falando coisas como os maias e sua relação com o zero para uma pessoa que não tinha o mínimo interesse sobre o assunto. Aliás, alguém além de mim se interessa pelo assunto? Ou seja: o charlibéis aí de cima se justificava plenamente.

Na verdade o que me apavora é saber se ainda hoje a expressão tem sentido. Bem que alguém poderia inventar uma máquina de simancol…

Poor child

Saiu no site da JovemPan: Nasce o 1º filho da cantora Marisa Monte

Nasceu esta madrugada, às 0h40, o filho da cantora Marisa Monte e do músico Pedro Bernardes. O menino, chamado Mano Wladimir, nasceu com 3 Kg e 240 gramas, medindo 49 cm. É o primeiro filho de Marisa, que tem 35 anos. O pai, de 19 anos, é neto do arquiteto Sérgio Bernardes. A cantora passa bem e ainda está na maternidade, acompanhada do pai da criança e de familiares.

Ok, agora me expliquem o que leva um pai a colocar no filho o nome de Mano! Creio que aqueles nomes que são versões aportuguesadas de nomes estrangeiros (tipo Genifer) não é algo tão estroncho e exquésito quanto colocar esse nome aí. Afinal esses nomes se justificam por causa da ignorância, seja de quem dá o nome, seja do escrivão, o que não é o caso aí da Marisa Monte. Fico imaginando a pobre criança daqui a alguns anos, acompanhando o tio Brown num favela de São Paulo (onde foram fazer uma análise sócio-cultural-antropológica para ver qual é a nova onda reciclável da periferia) e se perdendo no meio do caminho e dando de cara com os que não tão nem aí para as \”sinergias culturais baiano-paulistas\”:

– E aí branquelo, que tá fazendo no nosso espaço? Qual é o teu nome?
– É Mano Wladimir e eu…
– Peraí! Que história de mano é essa? Por acaso cê me conhece?
– Não, é que…
– Então! Que história é essa de mano pro meu lado, ô mané?
– Mas meu nome é mano…
– Que mano o caralho! Tu tá tirando com a minha cara, é?
– Não, é que…
– Calado! Tu tá achando que tu é o quê, ô branquelo?

Pobre criança…

Relatório

Esse fim de semana foi atípico por dois motivos simples: primeiro porque teve duas integrações com colegas de trabalho, e segundo porque tanto no sábado como no domingo acordei cedo. E cedo nesses dois casos se entende antes do meio-dia. No sábado de manhã tive que ir lá no trabalho botar umas informações no ar. Valeu a pena visto que ao sair de lá fui almoçar com os amigos Adriana e Leandro, e assim botamos os assuntos mais ou menos em dia. É coisa que eu deveria fazer mais vezes…
E quanto às integrações: a de sexta foi com os colegas do setor onde eu trabalho, e a de hoje foi com os meus colegas que fazem o mesmo trabalho técnico em outros setores. O de sexta foi uma janta num bowling, com direito a amigo secreto, pagação de micos, essas coisas que a gente não sabe se ri ou se chora. E a integração de hoje foi lá no Sítio do Beto. Foi legal, mas o lugar é no mínimo bizarro. Piscinas superlotadas com água que fedem (sim, elas realmente fedem) a cloro não é bem o meu programa para um fim de semana, e nem para os meus colegas. Felizmente o espírito de festa do pessoal é mais forte e nos divertimos bastante. Valeu como experiência de local para não se fazer outra festa…
Outra coisa atípica desse fim de semana: hoje de noite teve festa d\’O Apanhador lá no Espaço Tear. Poderia falar várias coisas sobre o evento, mas acho interessante destacar o seguinte:

  1. desde que eu entrei no projeto essa é a primeira edição do zine que não sai com um artigo meu. Culpa minha, que mandei um texto enorme que simplesmente ia ocupar metade do zine… Mas isso quer dizer que o artigo se perdeu? Não. A idéia agora é colocar ele no site do Apanhador, para consulta online. Sinceramente acho que é até melhor assim, pois o artigo é mais um tutorial que um artigo mesmo;
  2. o Espaço Tear é um lugar quente, muito quente! O espaço é ótimo, enorme, só que tem que melhorar a ventilação lá. Feito isso o lugar pode render mesmo;
  3. o livro da Thiane, Configurações do Grotesco: da arte à publicidade, é lindo, simplesmente lindo, mesmo parecendo contraditório dizer isso levando em conta o assunto abordado;
  4. finalmente a winston lançou o CD deles, depois de meses e meses de adiantamento. Meno male que a produção está excelente;
  5. Madi e Belle gritando na última música da Sensifer criou um clima todo especial para ela, ficando mais legal ainda;
  6. o Douglas passou bem pela estréia dele como guitarrista da Blanched, mesmo estando um pouco nervoso no começo. O Israel pode viajar tranqüilo sabendo que o lugar dele foi ocupado por alguém que vai honrar o que ele vinha fazendo; e
  7. se o Leonardo cantando desafina um pouco, se passa um pouco do ritmo, isso não importa nem um pouco. Você sente perfeitamente que ele sente o que canta, e o que poderiam ser defeitos se tornam temperos, deixando a coisa toda mais especial. O cara é bom, muito bom, e Blanched é uma putza banda.

Bem, basicamente é isso 😉

Câmara afasta vereadores de São Leopoldo

Estadao.com.br : Câmara afasta vereadores de São Leopoldo (RS)

Quatro vereadores e dois suplentes da Câmara de São Leopoldo, município com 190 mil habitantes na região metropolitana de Porto Alegre, tiveram seus mandatos cassados nesta madrugada por uma Comissão Processante que investigou acusações de quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa. Eles perdem seus direitos políticos por cinco anos.

🙂

Festa d\’O Apanhador # 10


Tá lá: \”O evento ainda contará com a presença dos soldados do zine \”O Apanhador\”: haverá distribuição da 10ª edição da publicação, além de discotecagem dos colunistas com o melhor do rock indie e alternativo.\”
Pois é povo de PoA, espero ver vocês lá! Assim vocês vão ver que a minha discotecagem pode não ser a melhor do mundo, mas que há quem goste 😉