Essa deu na lista InfoETC:

Date: Sat Nov 24, 2001 8:42 pm
Subject: Malditos americanos!

Todos nós já ouvimos falar que os americanos querem transformar a Amazônia num parque mundial com tutela da ONU, e que os livros escolares americanos já citam a amazônia como floresta mundial…

Pois chegou a nossas mãos o livro didático “An Introduction to Geography” do autor David Norman, livro amplamente difundido nas escolas públicas americanas para a Junior High School (correspondente a nossa 6º série do Ensino Fundamental).

Olhem o anexo e comprovem o que consta a pagina 76 deste livro e vejam que os americanos já consideram a Amazônia uma área que não é território brasileiro, uma área que rouba território de oito países da América do Sul e ainda por cima com um texto de caráter essencialmente preconceituoso…

Vamos divulgar isso para o maior número de pessoas possível a fim de podermos fazer alguma coisa ante a esse absurdo…

O detalhe interessante é que o livro “An Introduction to Geography”, de David Norman, não consta do catálogo da Biblioteca do Congresso Americano. Muito, mas muito estranho isso. É de suspeitar que a imagem, e o texto, sejam uma montagem…

UPDATE: acabo de ver no Relatório Alfa que mapa da Amazônia como sendo “área internacional”, separada do Brasil, é falso. Agora quero ver quantos “jornalistas” vão acreditar nesse mapa e publicá-lo…

Fim de semana agitado. Sábado saí às compras e comprei uma cama nova, além de 2 camisetas e 2 calças. Para quem me conhece isso é um fato e tanto, já que eu odeio ir fazer compras (quanto mais pesquisa de preços, caso da cama). Aiás, um fato para registrar: eu comprei uma calça da mesma marca da que estou usando atualmente, que é a menos folgada (e que estava ficando apertada). Pois é, o número dela é 56. A da calça nova: 52 🙂 Até cinto novo fui obrigado a comprar, que já não tinha furo suficiente 🙂 Por conta dessas até me permiti um miojo hoje, para matar as saudades 🙂 E a caixa de Bis na geladeira ainda resiste… :))

E de noite fui lá na Liquid, na festa dos blogueiros gaúchos. Estava muito bom 🙂 Quem foi foi, e se divertiu bastante. Quem não foi… Bem, fica para a próxima 🙂 O fato é que festeeei, cheguei em casa e dormi o dia inteiro. Ô coisa boa!

Uma dica: se você achar em uma banca de revistas a edição número 52 da revista Cult compre sem hesitar. Por quê? Porque junto vem um CD com as 23 primeiras edições da revista. Mês que vêm é para vir com as edições 24 até 50. E como se sabe, cultura nunca tem data de expiração.

E agora faltam pouco menos de 24 horas para Double Party:



Não vai me dizer que você está por Porto Alegre esse fim de semana e não vai?

Calor, calor, calor. Calor de ficar com a pele grudenta, calor de te deixar de mau humor. Calor. Só quem pode ir prá praia e ficar lá 3 meses gosta de calor. Os demias tem que aguêntar. Arghs!

E faltam menos de 48 horas para a Double Party, a festa das Delícias Cremosas e dos blogueiros gaúchos. Vai ser sábado de noite, a partir das 22 horas, na Liquid. Eu já garanti o meu ingresso 😉

E o caso da apresentadora Soninha está mesmo dando o que falar… Hoje eu li no jornal ela declarando que dificilmente vai voltar a apresentar um programa para jovens, pois agora vai conviver com o estigma de maconheira. Bem, se a gente pegar a última edição da revista Trip e for ver quem é que já fumou (só experimentando ou consumindo de forma mais constante) vemos nomes como Marta Suplicy, Washington Olivetto, Caco Barcellos, Juka Kfouri, Luciano Huck, João Ubaldo Ribeiro e Fernando Henrique Cardoso. Oras, se até o presidente já fumou (diz ele que tragou e não gostou, mas mesmo assim fumou), não duvido que logo logo ela esteja apresentando outro programa…

Se alguma orquestra resolver um dia tocar Aurora, da Björk , por favor me avisem. Vou correndo assistir. O mesmo vale se for um quarteto de jazz.

 




“I tried to visualize

the delirium of
love, comparable to

that one of drugs.

The images represent
the emotional state

of someone who‚s
falling in love and

feels the fear of

giving her body
and her soul to
the other, but they

don‚t have to be
‚read‚ in their
literal meaning.
Falling in love
does not only
involve sweetness
and tenderness, but

also fear and

suffering: you lose
independence
and rationality.”
 
 
              Björk


        about Pagan Poetry video

Teve gente que me escreveu reclamando do que eu falei sobre o Milton Nascimento e o arranjo dele de Travessia. Ok, ok, desculpe, mas o fato é que eu simplesmente enjoei do negócio. Milton é um grande cantor? É. Tem uma voz tão bonita que dá vontade de jogar as cordas vocais no lixo, mas o fato é que Travessia simplesmente chora. Simplesmente enjoei do negócio de um jeito tal que entendo perfeitamente porque o pessoal do Pato Fu renega o Clube da Esquina.

E a vida segue besta. Ando lendo bastante, mas naquele esquema: uma página de um livro, um capítulo de outro, assim, simultaneamente. Brincando brincando devo estar lendo uns 10 livros. Nenhum ruim, mas nenhum que me prenda realmente a atenção. Com “A Sociedade do Anel” foi diferente: embarquei no livro, e mesmo assim levei mais de um mês para ler ele. O caso mais gritante de paixonite literária foi quando li os 4 volumes d”As Brumas de Avalon” em apenas uma semana e meia. Trabalhava de dia e de noite ficava lendo. Os dois primeiros dias nem dormi, no terceiro capotei e no quarto em diante adotei uma rotina de 2 horas de sono. E até hoje lembro perfeitamente da história. Foi realmente algo, assim como foi algo ler O Perfume. Mas esses livros são catarses. Prazer mesmo encontro em dois autores: Asimov e Borges. São autores que eu mergulho nas idéias deles e vou lendo com calma, sem pressa. E ainda tem o Bukowski, o Mempo Guiardinelli, o Alexandros Evrimidis, o… bem, tem muitos muitos. Mas deve haver muitos outros que eu não conheço e não acho. Sinto falta de bons livros, de coisas que absorvam. E tenho medo dos clássicos, aqueles que todo mundo diz que leu.

Depois de quase 4 horas (na verdade, anos) de espera, consegui baixar um mp3 com a versão da Björk para Travessia. Que coisa… Ainda bem que ela não lançou a música. Não por causa dela, que está bem como sempre (o sotaque dela é algo), mas o arranjo é o típico arranjo a lá Milton Nascimento 😛 Aquela coisa enfadonha que a gente já sente um desconforto quando ouve. Os americanos com certeza iam adorar a música, aplaudir e depois esquecer, mas aqui no Brasil com certeza iria pro Fantástico (“a rainha do gelo se ajoelha diante da supremacia da música brasileira”) e se eternizar. E depois do Sting cantando que fragilidade sem parar nas rádios passar a mesma coisa com a Björk ia ser horrível. Fico decepcionado com o Eumir Deodato: podia ter feito uma pequena obra-prima, que redimisse a música, mas deixou a chance escapar….

O Denis, da Concatenum, lembrou-me uma coisa: quem escreveu o roteiro de Queridinhos da América foi o Billy Cristal. Isso explica as piadas infames.

E falando em coisa infame, olha só o email que eu recebi hoje na lista de fãns do Pato Fu:

Subject: [Fu-List] A placa de mordida

Na análise cefalométrica dos pacientes selecionados seria esperado um padrão de crescimento com rotação anterior da mandíbula. Os movimentos dentários e as mudanças ocorridas foram estudados tridimensionalmente em modelos de gesso e cefalogramas.
Alguém explica?

E uma historinha para fechar o domingo: hoje de tarde, após almoçar, fui lavar a louça enquanto a Márcia se deitava. Lavei, e fui até a casa dos meus pais, para pegar umas coisas. Quando cheguei de novo na casa da Márcia ela me contou essa piada:

Era uma vez um cara que chegava no apartamento dele e tirava as botas. Só que ele não tirava assim, na maior. Ele tirava e jogava num canto, fazendo um barulhão. Isso deixava o vizinho de baixo doido. Era aquele barulho de botas caminhando, daí uma bota batendo no chão, daí outra bota batendo no chão logo depois. E era sempre isso, até o dia que esse vizinho se indignou de vez e foi falar com o dono das botas, explicando que ele sempre acordava por causa do barulho, se não dava para moderar. O cara ouviu e concordou. Só que, de noite, chegando em casa meio borracho, ele entrou como sempre, martelando as botas no chão e tirou uma bota, jogando-a no canto. No que fez isso se lembrou do vizinho de baixo e calmamente tirou a segunda, sem fazer barulho nenhum. Feito isso, foi se deitar. Passado um tempo toca a campainha da porta. Ele atende e é o vizinho de baixo: \”Vizinho, pelo amor de Deus, joga logo essa segunda bota que eu não consigo dormir!\”

Pois é, a Márcia deitou e ficou me esperando, pensando: \”Logo o Charles acaba a louça e vem aqui se deitar e vai me acordar… É, logo ele vem deitar… Mas ele não vem deitar nunca?\” 🙂

Eu e a Márcia acabamos de ver Queridinhos da América. Gostamos. Comédia bobinha bobinha, perfeita para relaxar sábado de noite. Tinha piadas infames, sim, mas deu para rir bastante. Não aponto para nenhuma crítica sobre o filme, já que em todas meteram pau até não poder mais. Só crítico mesmo para esperar um filme sério com o Billy Cristal no elenco…