Ê feriado! Passei o dia todo me recuperando de uma festa que fui ontem de noite junto com uns conhecidos e bebi tudo a que tinha direito. É, fiquei bêbado. E foi bom 🙂 E antes que você se preocupe, achando que tomei uma quantidade indecente de álcool já vou avisando que sou daqueles que ficam bêbados com uns 2 copos de cerveja. Assim, nem ressaca eu tive. E hoje o dia foi de total letargia. E meu olho já está ok. E coloquei um chuveiro novo no banheiro. E por aí vai: nada de muito importante. Aleluia!

Na verdade o dia só não foi perfeito porque não saiu o que eu realmente queria, que era ficar com a Márcia. A idéia era a gente ir no cinema hoje de tarde, lá em PoA, mas não deu, já que ela ia ficar estudando. Bem, consola saber que depois de março ela tá livre. Enquanto isso, vou exercitando a minha paciência…

E eis uma coisinha nova para a minha lista de presentes: Linux 2.4 Kernel Map. Quem me deu a dica foi o Rafa.

Ué! O que houve com o banner da nameplanet que estava aí em cima??? Putz, será que os caras vão botar popups no lugar? 🙁 Se for isso vou ser obrigado a ver um endereço novo para mim. Eu simplesmente ODEIO pop-ups! Queria bater com um gato morto até que o bichano miasse no desinfeliz que criou essa coisa…

Estava demorando… Todo ano, em outubro ou novembro, um dos meus olhos incha. Fica uma coisa muito estranha, e mal consigo abrir ele. Não sei o que causa isso, mas é de fé: todo ano isso acontece. Já fui em vários médicos e nenhum soube dizer o que era. A suspeita é que seja alergia a algum pólen, por causa da época do ano. Houve tempos em que o olho levava quase 2 dias para ficar bom, isso quando o problema não ia para o outro olho. Ultimamente o problema se manifesta durante algumas horas apenas. Ainda bem. Mas o fato é que fora isso eu tenho uma vista perfeita, que tirando uma coceirinha ocasional nunca me incomoda. É realmente muito estranho isso, mas como os médicos viram que isso não prejudica a visão e com o passar dos anos a coisa está cada vez mais fraca, eles disseram para eu não me preocupar. Mas, mesmo assim, é uma coisa muito chata… 🙁

Não quero dizer nada, mas Vespertine é sem dúvida nenhuma a melhor coisa que a Björk já fez. Quanto mais eu escuto mais descubro detalhes para lá de inspirados nele. Confesso que eu meio que estava enjoando um pouco dela. Ela tem uma voz maravilhosa e escondia isso atrás de “modernismos”. Aliás, chegava a ser irônico que boa parte dos remixes que faziam das músicas dela o que era acentuado era a voz dela. E é isso que acontece no Vespertine. É um trabalho para você colocar e ficar desfrutando. Aliás, descobri que programo melhor quando estou ouvindo ele. É uma verdadeira massagem pros meus neurônios. O fato é que parece que a Björk se deu conta que já está naquela fase da vida e não tem que fazer mais nada para agradar os outros, mas a si mesmo. Tanto que o trabalho está extremamente intimista, e de um intimismo que não é chato, tipo um exorcismo público dos demônios internos, mas sim um intimismo sensual e bem humorado. A melhor prova disso é a letra de Heirloom.

Grande trabalho!

Hoje fui na Feria do Livro, em Porto Alegre. Fui sem saber que era o último dia. Deus, quanta gente! Era um circular de lá prá cá e de cá prá lá que espantava. E como sempre quando se fala de Porto Alegre, muita gente bonita. Sempre me surpreendo com a quantidade de gente bonita que tem nessa terra.

E é claro que fiz umas comprinhas. Na verdade cumpri a tradição e fui nos balaios, comprando aqueles livros que eu quero reler, tipo O Perfume, do Patrick Süskind, e O Verde violentou o Muro, do Ignácio de Loyola Brandão. Comprei ainda O futuro começou, do Isaac Asimov e, fora dos saldos, Gauleses Irredutíveis> Causos e atitudes do rock gaúcho, do Alisson Avila, Cristiano Bastos e Eduardo Müller. Tirando esse último, que era lançamento, todos naquela faixa de 1 a 5 reais. Ou seja: para ter bons livros em casa não é necessário gastar rios de dinheiro. Basta ter paciência para procurar.

E quanto ao regime? Bem, como não fui para a casa dos meus pais, que é onde está a balança “oficial”, não me pesei. Mas que eu pequei eu pequei. Não, nenhuma fuga grande, mas que eu comi mais do que eu estava precisando isso eu fiz. Não me surpreende se eu estiver ainda com os mesmos 93 da semana passada. O fato é que estou naquela fase meio ingrata, de quando a coisa começa a encher o saco e eu fico louco para fazer um prato de massa. Por isso mesmo enchi a geladeira de frutas, para rechear os cogumelos fiz uma pasta de berinjela (dessa vez acertei na medida do sal, ueba!) e comprei material para fazer sopa. Assim, vou procurar retomar a rotina da segunda semana de regime.

Aliás, falando em comida, sexta-feira resolvi fazer peito de frango na chapa. Assim sendo peguei um pedacinho refrigerador e deixei em cima da pia para descongelar. Óbvio que fui esquecer da dita lá, e fui dormir. Quando acordo no dia seguinte, a carne estava devidamente congelada e cheia de formigas por cima. Ok, agora a dúvida: de onde diabos sairam essas formigas, para aparecerem num apartamento situado no 13° andar de um prédio? Menos mal que não apareceu nenhuma barata…

Fui ver A Sombra do Vampiro. Olha, sempre achei o Willain Dafoe um ator assim assim, mas tenho que tirar o chapéu para ele nesse filme. O Nosferatus dele dá um banho no do Klaus Kinsky, que com aqueles dentes de rato davam mais pena que outra coisa. Infelizmente ainda não ví o Nosferatus original, de forma que não sei dizer se o cara interpretou bem o Max Schrek. Mas o fato é que ele está muito bem mesmo. A cena em que ele oferece a cadeira para a sua musa sentar é antológica. Isso sem falar nas gozações em cima do método de interpretação criado pelo Stanislavski…

Legal esse site: BjörkLetras. Nada mais nada menos que todas as letras da Björk traduzidas para o português 🙂

E inventei de comprar tamarinos hoje. Nunca tinha comido esse troço antes. Sei lá se posso comer a casquinha crocante que tem por fora, mas que com ela o gosto da fruta fica melhor isso fica. Muito estranha mesmo…

E esse fim de semana estou solteiro. A Márcia hoje está numa “reunião de garotas” e amanhã vai ficar todo o dia participando de uma reunião na PUC. Chato isso… 🙁

E uma conversa que peguei no ar hoje, antes de chegar em casa, ao passar junto de uma gurizada indo para um bar: “Parei de beber. Agora só tô me picando.” Fiquei na dúvida se ele trocou a bebida pela agulha, ou se ele bebia e se picava… O fato é que me segurei para não virar e dizer: “Tudo de bom, meu filho. Tudo de bom.” A partir do momento que você pensa em ser irônico com alguém chamando-o de filho é sinal de que, de fato, está ficando velho.

Velhos colegas

Meio que contaminado pela nostalgia, peguei meu convite de formatura da 8ª série da Escola Evangélica Dorothea Schäfke, do distante ano de 1985, e fui ver se achava meus antigos colegas de primeiro grau na rede. O que eu achei foi o seguinte:

Alguns desses 37 colegas nunca mais vi depois que eles sairam do primeiro grau: o Amilton Schmidt e o Jefferson Arsand, por exemplo. Se eu cruzar com eles na rua periga eu não reconhecer. Um deles que eu não posso esperar reencontrar é o Wilson Evandro Petzinger, o Petza, que faleceu num acidente de trânsito… Vejo esse convite e fico olhando para os nomes que alí estão. Sei que o Hamilton Bellaguarda está trabalhando na Sadia, em Santa Catarina. O Marcelo Rick e o Marco Antônio da Silva trabalham na Azaléia. A Patrícia Pereira é dentista em Taquara. O Renato Velho é músico, e esses tempos estava dando demonstrações de como tocar serrote para crianças. O Eduardo Leuckert é piloto de avião. Do resto do pessoal mal tenho notícias: alguns casaram, outros já se separaram, se casaram de novo, e colocaram filhos no mundo. Filhos que um dia também terão o seu convite de oitavanista, e que um dia, ao terem 30 anos, olharão para o convite de formatura e se lembrarão de seus antigos colegas, com um pouco de saudades, e espantados com o fato de que 16 anos já se passaram.

Esses garotos contudo não terão uma lembrança: a do professor Ruy, nosso paraninfo, se despedindo da turma, parando de dar aulas de química no Dorothea. O mesmo professor Ruy (que distraído costumava fumar o giz e escrever no quadro com o cigarro, enquanto se perdia em considerações sobre o tamanho do buraco que o choque de dois pedaços de urânio do tamanho de moedas poderiam gerar caso se tocassem, entre outras viagens) partiu para realizar o seu sonho: estudar medicina. Ele teve a coragem de abandonar uma vida estável e partiu atrás de seu sonho: quantos podem dizer que fizeram isso? Mas o fato é que, de todas as aulas que eu tive, nenhuma se comparou com a lição que ganhei naquele discurso de despedida, onde ele falou dos seus temores e das suas expectativas, e porque era importante para ele fazer o que estava fazendo, apesar de todas as dificuldades que se anunciavam. Foi com certeza a mais importante de todas as aulas.

Há tempos desejo mudar de nick no IRC. Apesar de gostar de Tuddy, que é um apelido de infância, ele traz alguns problemas, principalmente no servidor de IRC que eu geralmente freqüento nas minhas noites de insônia (Via-RS). É que lá tem tanto um Tudi como uma Tutti, e volta e meia sou confundido. Isso sem contar na velha pergunta: “H ou M?”.
Só que eu não achava nada que me agradasse, até que hoje caiu a luz: O_chautauqua. “O” para indicar que é homem, e “chautauqua” que é o nome de um tipo de palestra popular que visava edificar, divertir, aprimorar o raciocínio e fornecer cultura e informação ao espectador. Tá, ok, e de onde eu tirei isso? De um dos meus livros favoritos: Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas, de Robert Pirsig. Esse livro é na verdade uma grande chautauqua, onde é discutido que o que realmente importa não é perguntar “o que há de novo”, mas sim perguntar “o que é melhor”.

Assim sendo, se você ver alguém com o nick de O_chautauqua perdido num servidor de IRC da vida, pode me dar um oi. Duvido muito que alguém mais tenho um nick desses :))