Besteirol

Fim de expediente, sempre tem que sair um besteirol. O de hoje é algo muito estúpido:

Vovô: Meu neto, vai lá e faz um blog.
Neto: Mas vô, eu não quero!
Vovô: Não, vai lá! Você é uma pessoa livre! Vai lá e faz!
Neto: Não vô, eu não quero!
Stabef, stabef, stabef…
Neto: Buááá, que adianta ter liberdade de expressão se eu não sou livre prá me calar?

Tsk, tsk, tsk… é não ter nada na cabeça mesmo, senhor Charles Pilger!

Como é que é? NO VAH QUE É RÚ? Que língua é essa? De qualquer maneira acho que vou procurar o Fernando Martinewski para ver se eu consigo um adesivo desses…

No vah que é rú

E me pediram para escrever um texto sobre fracasso para um site. Deus, por que eu? Vamos ver se eu vou conseguir escrever alguma coisa até sábado, senão o que vai aparecer por lá será: “Aqui era para ter um texto de Charles Pilger, mas ele fracassou em sua tentativa”, o que não deixa de ter a ver com o tema. Hmmm….

45 minutos

45 minutos. Esse foi o tempo que o ônibus que eu peguei às 18h15 levou para ir de Taquara até Parobé. Levando em conta que a distância é de cerca de 5 quilômetros, dá para imaginar o tamanho do congestionamento e o número de pessoas que estavam descendo de Gramado e Canela para o Vale dos Sinos. Simplesmente surpreendente.

E mais surpreendente: o Manifesto LudoNet, que surgiu meio que na brincadeira, e que no fim eu achei legal e divulguei por aí, foi pro Raio-X, uma das melhores publicações independentes da Internet brasilis. É de se ficar realmente honrado.

Betty Blue

Pois é.. Chegando hoje no trabalho ví um cartaz na locadoura e me surpreendi: “Betty Blue”, um dos clássicos da década de 80, foi finalmente lançado em vídeo. Havia ouvido uma vez que o diretor e o produtor do filme tinham brigado e que por isso que ele não era lançado em vídeo, e que nem em salas de cinema esse filme iria passar mais. Pelo jeito os dois se acertaram…

Sensação boa

Hoje ao ir prá casa, depois do trabalho, cruzei com um dos alunos da época que eu fiz trabalho voluntário num curso gratuíto de informática. Perguntei como é que ele ia e ele disse que estava tudo bem, que estava trabalhando num cursinho pré-universitário, mexendo com computadores. E disse que foi graças ao curso que hoje tinha esse emprego. Nem preciso dizer que fiquei super feliz 🙂 É realmente recompensador ver que aquelas horas das manhãs de sábado realmente ajudaram e serviram para alguma coisa.

E estou pensando em retomar o trabalho voluntário. Não dando aula, que isso eu já ví que eu não tenho muito talento, mas sim ajudando o pessoal que está dando aula. Esses dias estava conversando com o pessoal da pastoral universitária do lugar onde trabalho e eles me falaram que querem fazer uma página do programa de voluntariado (que não apenas dá aulas de informática, mas também outros cursos profissionalizantes, como corte de cabelo, etc) e estão precisando de ajuda. Oras, página é coisa que eu faço com uma mão nas costas. Pode não ficar uma obra-prima em termos de design, mas pode ser uma coisa que ajude aos professores e aos alunos. Vou ver isso amanhã mesmo…

Mas a Viv, da Antropomorfica, está avisando que mudou de servidor de hospedagem. Com isso dançou o esquema de sub-domínios… Assim, o Pequenas Vontades agora está em http://www.antropomorphica.com/weblog. Atualizem seus bookmarks crianças!

Mas fazer o quê? Ou se chora ou se faz piada: Björk afoga o ganso e o pendura no pescoço. É duro ser fã…

E essa é uma boa: Clube do CD-R Amigo, organizado pelo pessoal do London Burning.

Miojo com Cheddar

Nos últimos tempos estou desenvolvendo meus dotes culinários. Como todo bom solteiro, é óbvio que estou aprendendo com a matéria-prima mais fácil do mundo: massa Miojo. Já provei vários tipos diferentes de temperos, testei as minhas preferidas com quantidades diferentes de água, enfim, fui aprendendo a cozinhar. E ultimamente tenho tomado coragem para fazer umas loucuras, que, volta e meia, dão certo. A última é Miojo com Cheddar. Anote aí: pegue um Miojo Nissin Lámen sabor Legumes. Coloque em água fervendo e deixe alí durante 3 minutos. Tire do fogo e retire a massa do caldo. Pegue esse caldo, coloque o tempero dentro e junte uma colher e meia de sopa de queijo tipo Cheddar. Acrescente um pouquinho de alho granulado. Leve de volta ao fogo e fique mexendo até o queijo desmanchar. Coloque o caldo sobre a massa e boa refeição 🙂 Fica realmente muito bom. Uma dica é moer noz-moscada e acrescentar na hora de comer, junto com um pouquinho de shoyu. Fica realmente muito bom.

Mas cuidado: faça essa massa, mas não olhe o programa Eu vi na TV, com o João Kleber. Pode dar dor de estômago e você vai acabar não desfrutando apropriadamente da massa. Eu sempre achei esse cara um idiota, mas nunca pensei que ele pudesse ser um imbecil tão nojento assim!

Ex Machina

A expressão “Deus Ex Machina” é original do antigo teatro grego e significa um recurso cênico onde um ator, representando um dos deuses gregos, entrava em cena através de dispositivos mecânicos que o faziam “baixar” no palco. Sua chegada tinha como intuito apaziguar as divergências e resolver, por interferência divina, as pendências entre os “míseros mortais”.

Hoje, a informática é visto como o grande solucionador de problemas. Na verdade a coisa não é bem assim: para cada solução, desafios ainda maiores se revelam. Mas mesmo assim as pessoas endeusam a informática, vêem nela a solução de vários problemas, e a mistificam. Quanto mais mistificada, menos eficaz, o que gera novos problemas. Foi pensando nisso que resolvi nomear meu blog sobre informática de Ex Machina. E se a iluminação divina não vier, não tem problema: é só ligar a luz.

Tom Bloch

O Douglas da MusicZine, e que agora está tocando na para lá de ótima Tom Bloch, mandou o seguinte email:

Subject: passagem de som
Date: Wed, 20 Jun 2001 08:53:25 -0300

Quem quiser pode ver fotos da passagem de som da Tom Bloch (eu nos teclados) e dos Irmãos Rocha! para o show no London Burning Festival, que rolou no Orbital, em São Paulo, sábado passado. Quem clicou foi o Habacuque, guitarrista dos Maybees.

http://www.reverb.com.br/fotos/orbital16

Tá dado o recado… Agora, com licensa, preciso voltar ao trabalho 😉 Aliás, falando em trabalho, como é proibido usar o ICQ aqui na universidade, por ser um software shareware (acredite, o pessoal do CPD daqui consultou a AOL sobre o uso corporativo do ICQ e recebeu como resposta que o software era gratuíto para uso particular), acabei instalando o Miranda ICQ, que é um clone free software para Windows do ICQ. Por enquanto ainda está na versão 0.1.0.1 beta, mas mesmo assim já está muito bom. Aliás, falando em bom: ele é GPL! Assim sendo, se você quiser dar um oi pode entrar pelo ICQ # 636464.

No stress

Tu tá perdoada, Mônica… Don‚t worry, be happy.

E mais uma do livro do Henfil:

A mãe do Jayme tinha uma insônia incrível há quarenta anos. Não dormia mais que duas horas por noite. Quando veio visitar o filho em Pequim fez acupuntura. A partir daí, passou a se deitar às 22 horas e só acordava de manhã se fosse sacudida.

A Simone, irmã da Márcia, faz acupuntura. Creio que irei no consultório dela uma hora dessas… Na verdade o meu problema não é dormir, mas sim pegar no sono. Prá pegar no sono fácil ou eu tenho que estar muito cansado, ou meio bêbado, ou prá lá de relaxado. Mas o fato é que já são 04:10 e eu olho prá minha cama sem vontade de me deitar. Mas tenho, já que o trabalho virá me chamar logo logo… Assim sendo, boa noite!

Atom Heart Mother

Deu hoje no Jornal da Globo: o governo brasileiro e o argentino vão assinar um acordo mútuo de produção de energia nuclear. Mais: anteontem a Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Energia Nuclear. Sinistro, totalmente sinistro. O Brasil pode ter uma das maiores reservas de urânio do mundo, mas isso não justifica o uso de energia nuclear, que é extremamente perigosa. Tão perigosa que as medidas de segurança acabam por torná-la por demais cara. O Brasil tem uma das maiores áreas de recebimento de luz solar do planeta, resultando em energia limpa na forma de biomassa. Em vez de investir no aproveitamento de tal recurso, vem com um projeto que é perigoso e que é lento para ser implementado. Por exemplo: se resolverem retomar a construção de Angra III, que está com todo o equipamento para a sua construção já no Brasil, levará 6 anos para ela ficar pronta e começar a fornecer energia elétrica. É muito tempo… Aliás, é gozado ver a Globo colocar a questão da energia nuclear como a melhor forma de resolver o problema da crise de energia que o país está enfrentando ao mesmo tempo que mostra esses dados. É de se ficar perguntando quem é que vai ganhar com a adoção dessa política de geração de energia.

Mas falando em termos de meio-ambiente, estou relendo o Henfil na China (antes da Coca-Cola), do Henfil. Ao descrever uma visita a uma fábrica ele diz o seguinte (pg. 68):

Sentamo-nos para saber se tínhamos alguma dúvida. Tínhamos. E a poluição? Que que fazem com os resíduos de uma fábrica pesada como essa?

Bem, a poluição interna é eliminada por fortes aspiradores. E, de fato, não senti cheiro nenhum. Quanto à contaminação pelas chaminés, eles, simplesmente, não têm chaminés. Chaminés pressupõem jogar no ar os resíduos. Usam, ao contrário, filtros e reciclagem dos resíduos. Nada se perde, nem o que se perderia saindo pelas chaminés para poluir a cidade. Poluição, para os chineses desta fábrica, é sinal de desperdício!

Nem os trapos para limpar as máquinas são jogados fora depois de usados. São tratados e recuperados.

Lendo isso, e levando em conta que o Henfil esteve na China em 1977, é de se espantar ao se deparar com um artigo da revista Veja de 20/06/2001, pg. 64, onde está escrito:

(…) a China é um país de números macros, nem todos agradáveis. (…) O lixo e o esgoto produzidos por 765 milhões de habitantes das cidades chinesas são simplesmente abandonados a céu aberto ou despejados em cursos d´água. Na maior parte de seus 5400 quilômetors de extensão, o Rio Amarelo não passa de um imenso canal de esgoto contaminado com metais pesados e outros produtos tóxicos. A Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) calcula que 80% dos rios chineses estão de tal forma poluídos que os peixes desapareceram. As indústrias e usinas termelétricas, movidas a carvão, tornam a China o segundo maior emissor de poluentes do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os 808 milhões de toneladas de poluentes lançados anualmente no ar correspondem a um décimo de toda a poluição atmosférica do planeta.

Nem parece que estamos falando do mesmo país. Ok, temos aí 24 anos de distância aí no meio, com direito até a um massacre na Praça da Paz Celestial, mas uma decadência tão grande se dar num espaço de tempo tão curto? Sei não, mas acho que o Henfil acabou se deixando levar pelo deslumbre e acreditou que algumas empresas refletiam todas as empresas da China. Creio que ele ficaria com cara de bunda ao ler uma notícia dessas hoje em dia. Se bem que ele ficava com cara de bunda até com as brincadeiras do Laerte

Mas voltando à questão da ecologia, como se explica tal mudança? Bem, a China vive sob um regime socialista/comunista, ok, mas cada vez mais voltada pro consumismo. A palavra de ordem lá é dar ao povo conforto e tecnologia, o panis et circenses dos tempos atuais. Mais consumo, mais industrialização. Como industrialização com segurança ambiental torna o produto mais caro, deixa-se de lado a segurança. Resultado: essa situação que se vê hoje em dia. E o que se pode fazer para reverter tal quadro? Bem, eu sinceramente não sei, mas acredito que o fato de eu olhar para um produto num supermercado e deixar de comprá-lo por que está escrito alí Made in China, mesmo sendo mais barato, já ajuda um pouco.

E já que falamos em Henfil, aproveito a bola quicando e sugiro a leitura desses artigos da Wired Brasil: HQs: um futuro na Web? e Quadrinhos da era pós-Snoopy. Destaque especial para os links desse último…