O inferno astral está começando…

Nunca fui de acreditar em astrologia, mas a cada ano que passa a minha descrença vem ficando cada vez mais fraca. Não é porque o horoscopo do jornal dá certo, mas sim porque o meu inferno astral vem se tornando cada vez mais forte. Ano passado fiquei com o estômago em pandarecos, com dor de cabeça o tempo todo, com o corpo pedindo paz toda vez que acordava, sendo que de noite eu me arrastava ao entrar nas aulas do mestrado. O negócio foi tão ruim que quando chegou o dia 21 a única coisa que eu queria saber era ficar na cama, sem me mexer, sem fazer nada. Esse ano já estava mais calmo, pensando que sem a pressão psicológica do curso eu ia tirar de letra. Que nada! Tô com 37,4 graus, beirando a febre, com dor de estômago e o pescoço duro. Antes de vir prá casa passei na farmácia e quem me via jurava que eu estava fazendo um rancho, de tanto remédio. É, e pensar que faltam ainda 3 semanas para o meu aniversário…

E só prá não dizer que falo de mazelas, a Viés foi atualizada. Muito legal o bate papo das gurias sobre os anos 80, além da entrevista com o Charles “Cholly” Di Pinto.

E agora, com licença que eu vou dormir, já que tô um caco… 😛

É duro ser fã

Uma das vantagens de não se ter TV em casa é que você perde coisas como o Ratinho, o Gugu e, continuando no SBT, a entrega do Oscar. Apesar de saber que a Björk estava concorrendo a melhor canção, não fazia muita questão de ver uma premiação que prometia dar o Oscar de melhor atriz para a Júlia Roberts (o que da fato aconteceu), entre outros absurdos. Só que eu não estava preparado para chegar no trabalho hoje de manhã e encontrar em cima do meu teclado um encarte da National Geographics sobre a Islândia, com o bilhete:

Charles,

logo lembrei em ti…
espero que gostes desse encarte, bem melhor do que a roupa da Björk no Oscar…! :))

Eu já tinha lido ontem de noite uma chamadinha no site do Terra que a Bjork havia chegado com um vestido “farfalhante”, mas depois desse bilhete fui obrigado a procurar fotos da premiação para ver o que ela estava vestindo… Caramba!!! A mulher foi vestindo um pato! E olhando na Zero Hora, na hora que ela chegou ela estava usando um calçado branco com um OVO amarrado! Socorro!!! A Björk enlouqueceu! Não bastava ela ter ido vestida de bombom Sonho de Valsa em Cannes agora ela quer tirar da Cher o título de pior vestida na festa do Oscar!!!

Mas falando em Oscar, esse fim de semana eu e a minha namorada fomos conferir dois concorrentes a melhor filme: O Tigre e O Dragão e Chocolate. Os dois são ótimos. Nenhum deles é uma obra-prima, é verdade, mas são muito bons. Dos dois, não sei dizer qual gostei mais, pois são filmes completamente diferentes… A cena da luta no bambuzal, em Tigre, é antológica, assim como a preparação das comidas para a festa em Chocolate. O fato é: ambos os filmes são bons, e valem o preço do ingresso.

E para finalizar sobre o Oscar: Angelina Jolie é Angelina Jolie. Não precisa de vestidos deslumbrantes, de nada, só ser ela. Ponto final.

Yo! Good music!

Fugindo rapidinho do trabalho só para fazer um comentário: Agora que a Unisinos tem um link bem mais rápido do que antes (6 MBPS), dá para ouvir algumas rádios independentes online. Uma, que tem me chamado a atenção, é a Dr. Yo Internet Radio, com uma programação com bandas tais como The Art of Noise, Cabaret Voltaire, Nick Cave, Dead Can Dance, Einstürzende Neubauten, Joy Division, King Crimson, Kraftwerk, This Mortal Coil, Velvet Underground, e por aí vai. Nesse exato momento está tocando Wendy (ex-Walter) Carlos, “Title Music from A Clockwork Orange”. Como dá para perceber, essa rádio é de primeira. Para ouví-la, basta ter o WinAMP e clicar aqui.

Charles vai às compras

O fato de eu ir no supermercado e comprar alguma coisa para a minha casa é tão inusitado que até merece ser registrado… O que eu comprei? Ah, essas coisas banais de sempre, mas que prá mim soam como pequenas raridades, já que eu uso o meu apartamento mais para dormir e ficar navegando na Internet do que para comer e receber pessoas. Comer eu como em restaurantes, e isso é uma das principais causas (junto com a compra de revistas e CDs) do meu orçamento ter furos. Visitas? Sei lá, não consegui me enquadrar como morador de São Leopoldo, de forma que assim como recebo pouquíssimas pessoas, visito menos ainda. Na verdade nunca fui um animal muito social. Gosto de ficar no meu cantinho, sentindo o tempo passar, só sendo perturbado pelos amigos que felizmente aparecem. Só que são poucos amigos que aparecem …

Talvez a situação mude um pouco de figura agora, já que um casal de amigos estão se mudando de Taquara para cá. Aliás, hoje mesmo, depois das compras (supermercado que fecha às 22 horas é uma maravilha…), eu e a parte masculina do casal saímos para jogar uma sinuquinha. Prova de que não estou pro amor (pelo menos hoje) : ganhei. E olha que ganhar dele não é assim tão simples. Mas, no mais, é uma vidinha meio sem graça mesmo. Daí que não me importo nem um pouco de ficar na Unisinos de noite: vejo o pessoal do canal #Unisinos (que voltou pro Via-RS), vejo um monte de gente conhecida e conheço algumas figuras. E principalmente: vejo a minha namorada antes e depois das aulas dela. É realmente bom trabalhar num local assim, onde de dia você está dentro de um mundo, entre quatro paredes, mergulhado na tela de um computador, e de noite você vê a agitação, a movimentação de pessoas, o auê. Você passa de uma realidade para outra só atravessando uma porta.

Mas voltando à casa onde me escondo do mundo, estou meio indignado com o telefone. Foi colocada uma nova central digital para o prédio, e quem disse que a coisa funciona direito? Para me conectar, tenho que tirar o fone do gancho, apertar 0 e esperar a linha externa, para daí então apertar o Conectar no Dial-Up. Se eu tentar fazer como era antes (colocar um 0, antes do número do provedor) não consigo linha externa de jeito nenhum. E, além disso, a conexão está ruim, e ficar conectado é um parto. É conectar, dar uns dois, três minutos e pimba! “A conexão foi finalizada. Deseja reconectar?”

Mas enfim deixemos a tristeza de lado, pois, senhoras e senhores, eis que lá vem ela, solteira, com 20 e poucos anos, moderníssima e antenada com o mundo, apesar de ter medo de ter virado sapatão só por que gostou do beijo que ganhou da mulher que faz a depilação. Com vocês Soraya Regina!

Se funk deu

A Zero Zen tá com um artigo muito bom sobre o “funk carioca”. Ok, tem um deslize ali de primeira (“a prefeitura de Porto Alegre tempos atrás distribuiu um folheto contra a prevenção da Aids nas vilas pobres da cidade”- contra a prevenção?) mas no mais tá ok. O artigo foi sugerido pelo Samuel no Tijolão #52 (que, aliás, está com uma crônica sensacional nessa edição: “O Celular”, de Doc Mariz).

Mas voltando ao funk, ainda vou entender por que diabos leio tantos textos assim sobre o assunto. É um estilo que não me atrai, que eu não gosto de ouvir, que não me chama a atenção (musicalmente falando), etc, etc, etc… Ok, gostei do DeFalla cantando Popozuda, mas há de se concordar que a batida ali é muito boa, mas no mais essas músicas não fedem nem cheiram… Assim sendo, chega de falar sobre isso, que já tá enchendo o saco 🙂

Tempo sobrando

Essa é daquelas que a gente olha e pensa: tem gente com tempo sobrando nesse mundo. Um matemático, Phil Carmody, encontrou um número primo que uma vez convertido para a base 16 (hexadecimal) e for gravado num arquivo, gerará um gzip com o código fonte em C das rotinas de descriptografação do DVD (DeCSS). A pergunta que o pessoal agora está se fazendo na Slashdot é se o governo americano vai tornar esse número ilegal 😉

Uma coisinha que esqueci de comentar: Comprei a edição número 1 da revista da MTV. Gostei do conteúdo, já o aspecto visual… Pelo que pude sentir, eu fui o único pelo jeito que não gostou 😛 Mas fazer o quê? Eu olho pra aquilo e vejo uma tentativa desesperada de parecer: 1. jovem, 2. uma homepage. Não, não consegui gostar.

E o Sauron também é outro que se irrita com sites que não respeitam o gosto do usuário e forçam a barra… Se bem que da minha parte eu já decidi: se a Renata, do Undertraxx, não quer que eu a visite, eu não a visitarei.

Mas o fato é: a Blogueiros já é reconhecida como a maior blog coletiva do país. Está lá na Magnet… Vou procurar sempre que puder dar contribuições lá, meio que duplicando o que está aqui. Tipo: o que for mais interessante eu coloco lá. Espero que os demais companheiros do log gostem.

Aliás, é algo muito estranho descobrir que o seu nome consta de um trabalho de conclusão… Se bem que se a gente olhar o título, e levar em conta que eu adoro listas de discussão, não deveria ser algo tão estranho assim: Internet: Novos caminhos de socialização – Um estudo das listas eletrônicas de discussão. Só que, como prova de que devemos tomar cuidado com que escrevemos nos nossos emails, está lá registrada para a posterioridade a piadinha sacana:

Como já disse certa japonesinha ao seu namorado:
– Os maiores prazeres da vida estão nas pequenas coisas.

Caramba! Se alguém daqui a 20 anos pegar esse trabalho para traçar um perfil dos primeiros anos da Internet comercial no Brasil vai acabar se defrontando com essa signature sem-vergonha que eu usava… Sinistro 😛

Finalmente achei!

Tenho uma amiga com quem me correspondo a anos, sem nunca termos nos encontrado, num legítimo esquema “nunca te vi sempre te amei”. É a Andrea Onida Gruber. Trocamos correspondência desde 1987, quando que publiquei na revista Bizz uma nota dizendo que eu queria trocar cartas com pessoas que gostava de Talking Heads e Legião Urbana. Veio uma série enorme de cartas, mas depois de responder a quase todas elas (tinham algumas que era ridículas) mantive correspondência com umas 4 ou 5 pessoas até que fiquei trocando idéias só com a Andréa. Ela, aliás, é uma das pessoas mais legais que eu conheço e nesse meio tempo já trocamos dezenas de cartas, como gastamos horas e mais horas no telefone. Atualmente ela mora na Áustria, e tem um filhinho lindo, que conheço por fotos.

E foram essas fotos que me fizeram parar de escrever para ela. De vergonha. É que na carta ela pediu para eu enviá-las de volta, já que eram a única cópia. Ok, nenhum problema se eu não tivesse perdido as fotos. Sim, elas simplesmente se escafederam da minha vista, não sabia mais onde encontrá-las Eu revirei o meu apartamento aqui em São Leopoldo, a casa dos meus pais em Taquara, e nada… E quem é que disse que eu tinha coragem de contar pra Andrea que tinha perdido as fotos do filhinho dela? Isso sem contar a do casamento! Caramba!

Pois bem, hoje, ao olhar pela milésima vez o email que ela tinha me mandado pedindo notícias, de repente me deu o estalo. Abri a gaveta aqui na mesa do meu computador, revirei e voilá: achei! Achei numa gaveta que eu já tinha revirado várias e várias vezes. Não consigo entender como é que antes eu não tinha visto o envelope da carta antes, como é que eu não tinha notado ele, mas o fato é que a carta estava aqui, ao meu lado, esse tempo todo. Assim sendo, pude mandar uma mensagem para a Andrea dizendo que estou morrendo de vergonha por não dar notícias, que eu não entrara mais em contato pois achava que tinha perdido as fotos e que amanhã, com mais calma, eu dou mais detalhes de como eu estou… Que coisa…

Sei lá, mil coisas…

Fim de semana bom, muito bom… Primeiramente, sexta de noite teve uma festa de despedida lá na Unisinos. Um agora ex-colega, ex-webmaster no Centro 3 (Ciências da Comunicação), pediu demissão e foi pro ClicRBS. Confesso que fico triste pela perda de um ótimo colega de trabalho, mas fico feliz pelas perspectivas que se abrem para ele, já que competência ele tem de sobra. Sinceramente desejo para ele todo sucesso do mundo,

Antes de seguir pra Taquara no sábado encontrei na Pure Pop Records, aqui em São Leopoldo, o CD do Video Hits: Registro Sonoro Oficial. Estava difícil, onde eu procurava o pessoal não tinha… Pop muito bom, sem grandes pretensões, com letras surrealistas (aqui se destaca “Cozinha Oriental”, música preferida de Hannibal Lecter se ele fosse chegado em rock dos anos 60 em vez de música clássica). Para quem gosta de rockinho a lá anos 60 é um prato cheio. Faixas obrigatórias: (vo)C, Silvia 20 horas domingo, Cozinha oriental e O basset azul.

Já de noite fomos eu e minha namorada no cinema. Assistimos Planeta Vermelho, com o Val Kilmer e a Carrie-Anne Moss. Opinião? Dá para ficar nervoso em algumas partes, torcer pelos mocinhos, etc, etc, mas no geral você fica se perguntando como é que gastam uma fortuna numa nave para ir até Marte e não gastar nenhum centavo em planejamento logístico e levar em consideração que pode haver problemas na base em Marte. Isso sem contar com cenas como a de um geneticista que praticamente acaba com uma espécie. Esse cara com certeza seria expulso de qualquer associação de biólogos do mundo… Outra: como é que um engenheiro não confere se todos os recursos da nave que o trouxe para a superfície de Marte estão realmente funcionando ou não e simplesmente sai caminhando até uma estação com destino incerto sem usar o módulo de exploração especialmente criado para isso? Não se preocupem se adianto essas partes: há muitas outras surpresas e questionamentos no filme além dos clássicos (“Desde quando duas naves espaciais se encontrando no espaço fazem barulho?”). Mas, enfim, se o filme for para ser visto como uma diversão, até deixamos de lado essas coisas e curtimos, que aí ele faz o seu papel. Além do que a trilha sonora é boa.

E no domingão não fiz nada… É o que dá ficar fazendo festa de noite, se bem que não posso reclamar nada da festa em sí 😉 Quando voltei prá São Léo até fiquei na dúvida se eu ia ver o Náufrago, mas no fim resolvi não ir, já que não estava com espírito para ver um filme parado feito este. Se fosse para ver O Tigre e o Dragão até que poderia ser, mas a última sessão já tinha começado. Fica para se ver em Taquara mesmo… Até porque o cinema de lá é bem melhor que esses daqui de São Leopoldo.

E para completar, quando cheguei na casa dos meus pais lá estava o CD que eu ganhei da Radar Magazine: And then nothing turned itself inside-out, do Yo La Tengo. Muito, mas muito bom. É outra daquelas bandas que a gente nunca ouviu falar e quando conhece algo fica indignado por causa da ignorância. O jeito agora é aproveitar o fato de que a Trama está lançando a discografia do cara no Brasil e aproveitar. Claro: isso depois de sair do cheque especial. Efeito colateral das férias…